Inflação: A Revanche

24 de junho de 2015

Tendências Chinesas

Se você é do ramo da moda, o título do post já não é novidade. É sabido que o ramo têxtil é duramente castigado pela competição de produtos chineses faz muitos anos. Mas não precisa ficar mais preocupado, o assunto refere-se a outros setores. A transição de um país focado em investimentos internos para o consumo, junto com uma mudança no uso de energia mais limpa, causou uma forte desaceleração nas commodities. Depois de anos de crescimento, e taxas superiores a 7% no período de 2005-2014, houve uma desaceleração para níveis de 2% em 2015.

Isto explica o fato da demanda chinesa ser efetivamente o motor que comanda o crescimento global. Como é de conhecimento dos analistas, a grande dificuldade de transformar o país de uma economia comandada pelo investimento, por uma comandada pelo consumo e serviços, combinado com uma luta com problemas de poluição, acabará por conspirar para não tornar a China como peça central na tese de recuperação global.

Dois fatores fizeram os exportadores globais mais diretamente dependentes da demanda doméstica chinesa, e portanto, mais vulneráveis à desaceleração em curso nos últimos anos: 1) Um rápido crescimento do mercado doméstico da China; e 2) A expansão da capacidade interna produtiva chinesa, diminuindo o comércio de produtos fabricados no exterior.

Os gráficos a seguir mostram claramente estas tendências.
A figura 3 apresenta o nível de dependência de cada país, em suas exportações para a China. A figura 4 são as exportações de cada país para produtos consumidos internamente na China.
A figura 5 mostra a participação de cada setor nas importações chinesas, e a figura 6, a evolução das importações de 2014, comparadas com 2013.
A figura 10 mostra a tendência da substituição dos produtos importados por produtos chineses, e o gráfico 11 as importações e exportações da China, de veículos e máquinas.

A principal conclusão desse movimento é que, com a esperada desaceleração do setor de construções este ano, podermos ver, um declínio de longo prazo no apetite das importações chinesas. Em outras palavras, se a China desacelerar forte, o mesmo irá acontecer com os outros países.

Ainda continuamos com nossa posição vendida no dólar contra o real, isso já faz quase dois meses comprados-e-vendidos-quem-são. No post ventos-gelados-da-Ásia, fiz os seguintes comentários: ...o mercado está "tentando" penetrar no primeiro intervalo que anotei acima. É fundamental que proximamente, a barreira de R$ 3,05 seja rompida, para que possamos ter esperanças na posição vendida em dólares. Neste momento, não resta nada a fazer, a não ser aguardar....
- Hahahaha ...., David não tinha mais nada para fazer! Ficou colorindo os gráficos!
Fica frio que vou te dar mais uma dica de Elliott Waves. Eu sei que o gráfico acima parece tudo, menos uma análise gráfica. Meu objetivo é ser o mais didático possível, para explicar esse movimento de correção. 

Notem, que eu separei em 3 movimentos (vermelho azul e verde) com um formato de zig-zag. Anotei no gráfico de cada cor 3 pontos. Essa última característica indica que estamos numa correção, isso é muito importante daqui algum tempo. A cada término do trio de cores, aparece uma onda chamada de "X", que separa este movimento todo, para o início de um próximo, semelhante, não igual, mas que mantem a mesma sequência.

Essa correção pode ser um duplo ou triplo zig-zag, este último menos frequente. Se minha contagem estiver correta, o USDBRL deverá cair, até um nível que é incerto ainda, pois depende se será duplo ou triplo. Como este gráfico é de curto prazo, é necessário analisar o que acontece num de prazo maior, e lá não dá para definir nada ainda. o USDBRL pode tomar várias formas (triângulo, onda C, e etc...). Como eu não sou adivinho, vou ficar na observação.. Mantenha o stop a R$ 3,22 e acompanhe o desenrolar. 

Os juros estão a nosso favor, o problema é de quem está comprado. E quanto mais o movimento ficar contido, pior para eles. Fazendo um conta simples, estes 60 dias na posição agregam um juros de 2%, isso faz com que nosso preço de equilíbrio passe dos R$ 3,15 (ponto de entrada) para R$ 3, 2130, ou seja já, estamos no zero a zero se formos estopados. Cada dia que passa, e continuamos na posição, contabiliza um lucrinho no bolso. Plim!

O SP500 fechou a 2.108, com baixa de 0,74%; o USDBRL a R$ 3,0968, com alta de 0,45%; o EURUSD a 1,1205, com alta de 0,37%; e o ouro a US$ 1174, com queda de 0,17%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário