Inflação: A Revanche

17 de junho de 2015

Frankfurt wir haben ein Problem

O Comandante da nave Apollo 13, 3ª missão tripulada à lua do projeto Apollo da Nasa, não cumpriu sua missão devido a um acidente durante a viagem de ida, causado por uma explosão no módulo de serviço, impedindo sua descida na lua. James Lovell, ao se comunicar com o comando na terra disse: ..."Houston we have a problem"... Desde então este termo foi popularizado para ressaltar situações importantes que não se concretizam.

A situação na Grécia está polarizando a atenção do mundo financeiro, que quer saber, ou adivinhar, o que a dupla pop star pretende: Ou tirar a última gota de suor dos credores, ou "chutar o pau da barraca", como se diz na gíria. A mais recente ameça foi direto ao FMI "Eles têm responsabilidades criminais em tentar humilhar o povo inteiro". Bonito! Mas como estão indo os países do Club Med, termo usado pelo Mosca, e lembrado por alguns leitores, que havia sumido dos textos? Ah, esses leitores não precisam se preocupar, é questão de tempo para voltar às manchetes.

Os lamentos nais recorrentes, em que os países europeus periféricos justificam seu elevado nível de desemprego entre os jovens, é a austeridade que lhes foi imposta pela Alemanha e outros países do Norte Europeu, que não permitem a emissão desenfreada de dívida para financiar os gastos domésticos e programas fiscais.

Mas o que vem acontecendo é que, os países do Club Med, estão emitindo dívidas a um ritmo ainda maior que o período "pré-austeridade"

A dívida pública italiana atingiu um recorde de 2.19 trilhões de euros em abril. Este dado foi usado pela oposição contra o Primeiro-Ministro daquele país: "ainda que os juros caíram, a dívida continua crescendo vertiginosamente e está ameaçando as finanças públicas, bem como a poupança do povo".

O aumento da dívida em relação ao PIB, atinge recordes, ano a ano, depois dos vários planos de austeridade, como pode-se ver os casos da Itália, Espanha e Portugal.

Para resumir a situação na Europa, nos últimos 5 anos, a Troika está fingindo que impôs austeridade (com o BCE comprando e garantindo essas dívidas), e o Club Med fingindo que implantou uma reforma.

No final, nada mudou o status quo pré-crise, a única diferença é que, os níveis relativos e absolutos de dívida, nunca foram tão altos.

"Frankfurt wir haben ein Problem"! Hahahaha...

E com tudo isso, o euro está a espera de uma decisão. Meu último comentário foi no post a-montanha-vai-Maomé: ...O euro rompeu aquele nível e, ao tentar ultrapassar 1,14, deu meia volta. Cometi um erro? Não ainda, pois também não fomos estopados.... Veja o gráfico a seguir.
Nada aconteceu desde então, e a moeda única continua indecisa. Desta forma vamos manter os mesmos parâmetros definidos anteriormente, cujo stop original é 1,1000.
Não tenho a menor ideia como poderá ser o rompimento do nível de 1,145, se vai cair um pouco para subir, ficar para lá e para cá, ou se vai romper dentro em breve. Mas o mais provável é que suba.

- David, então a Grécia vai jogar a toalha?
Sei lá! Mas pouco importa para nós, o que importa é o que os gráficos nos dizem, Let´s the market speak!

O SP500 fechou a 2.100, com alta de 0,20%; o USDBRL a R$ 3,0564, com queda de 1,00%; o EURUSD a 1,1335, com alta de 0,79%; e o ouro a US$ 1.185, com alta de 0,30%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário