Inflação: A Revanche

1 de outubro de 2015

A queda do Império Romano (Americano?)

Um escritor americano, Charles Hugh Smith, muito citado em artigos financeiros, através de seu blog elaborou um post argumentando as razões da queda do Império Romano e sua semelhança com a situação atual. Extrai alguns trechos de seu trabalho.

..."Se você quer entender por que Roma declinou, não procure mais do que a decadência moral de elites dominantes"...

..."Existem muitas razões pelas quais o Império Romano caiu, mas duas causas principais que recebem relativamente pouca atenção, são decadência moral e o aumento da desigualdade de riqueza. Os dois são, naturalmente, intimamente ligados: uma vez que a moral das elites dominantes degradam, o que é meu é meu e o que é teu é meu também"...

Segundo Michael Grant descreveu em seu livro A queda do Império Romano: " Uma situação apocalíptica se sedimentou, mas que precisaria uma solução radical. O Status Quo é uma atitude complacente das coisas como elas são, sem nenhuma ideia nova".

Essa aceitação era acompanhada por um excesso de otimismo sobre o presente e o futuro. Mesmo que o final estivesse somente a 60 anos, e o Império já estava desmoronando rapidamente. Rutilius continuou a dirigir o espírito Romano, com a mesma garantia suprema.

Esta aderência cega às ideias do passado é considerada como uma das principais causas da queda de Roma. 

O artigo continua com várias outras comparações sobre a atitude que prevaleceu naquela época da história, e o momento em que vivemos atualmente. Embora o mundo hoje e totalmente diferente ao daquela época, existe um item que é passível de comparação, a riqueza da aristocracia. 

O 1% mais rico dos Romanos no inicio da República, tinha um patrimônio de 10 a 20 vezes maior que um cidadão médio. Já a situação no final, um nobre de classe senatorial tinha uma propriedade avaliada em 20.000 libras romanas de ouro, enquanto a população era composta de camponeses que pertenciam a esses nobres, que não tinham nenhuma propriedade. Um cálculo estimado, de certa forma até generoso, estima uma diferença de patrimonial em 200.000 vezes.

Será que se pode verificar alguma semelhança entre a situação presente demonstradas nos gráficos abaixo?

A dúvida é se esta distribuição acontece somente nos USA ou é um fenômeno global, com a alta dos ativos acontecendo em todos os lugares!

Amanhã serão publicados os dados de emprego nos USA, e eu acreditava que não teriam muitas novidades, uma vez que, o número de empregos criados está por volta de 200.000 e é essa a estimativa do mercado. Porém uma comparação entre uma pesquisa feita pelo FED em seis distritos americanos aponta para um resultado não tão animador.


Ao observar o histórico percebe-se que em alguns momentos não houve concordância entre esta pesquisa e os números publicados pelo departamento de emprego. Entretanto, o que chama a atenção agora, é que o número projetado pela pesquisa é negativo! Nem quero pensar se isso acontecer, vamos esperar a publicação amanhã pela manhã.

No post sangue-nas-ruas, fiz alguns comentários sobre o Ibovespa que resumo a seguir: ...continuo com o target de 40.000, mas atento às mudanças, pode não chegar lá. No curto prazo, se cair abaixo de 44.000 pontos, a chance do meu objetivo aumenta bem... ...Hoje a mínima atingiu 42.749, já dentro da faixa de atenção que citei acima... ... Prefiro entrar com mais evidências e por enquanto elas não estão presentes. Vamos aguentar mais um pouco. Se você está vendido, suba o stop novamente, um bom nível é ao redor de 47.000... 
Desde essa última postagem alguns fatos aconteceram: primeiro para quem estava vendido, foi stopado na mini alta que ocorreu em setembro; depois disso o mercado voltou a cair e encontra-se agora próximo das mínimas de 42.700. 

O jogo agora fica mais contido, no gráfico anotei esses pontos. Abaixo dos 42.700, e se minha análise estiver correta, vamos entrar na área de compra, sempre com bastante cuidado, pois é assim que deve-se operar contra um mercado em queda; por outro lado, se o índice ultrapassar 49.000 aumentam muito as chances de uma minima já ter sido atingida e novas altas são esperadas. 

O SP500 fechou a 1.923, com alta de 0,20%; o USDBRL a R$ 4,0107, com alta de 1,56%; o EURUSD a 1,1187, sem variação; e o ouro a US$ 1.113, com queda de 0,10%.
Fique ligado!

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