Inflação: A Revanche

27 de outubro de 2015

A loira que está chacoalhando o FED

Quando eu estava na faculdade, dizia-se que ou uma mulher era bonita ou estudava engenharia. A razão era que naqueles tempos poucas mulheres optavam por esta carreira. No dia a dia do campus, não se via estudantes do sexo oposto. Imaginem que num ambiente com 600 marmanjos de vinte e poucos anos, com os hormônios no limite de alta, o que acontecia se aparecesse uma "gata".

Certa vez, numa aula de Cálculo diferencial III, ministrada no anfiteatro da Poli, mais conhecido como "cirquinho", eu estava sentado no centro da sala compenetrado. Eis que de repente ouço: "Entra, entra, gostosa..." Como existiam portas na parte inferior e superior deste ambiente, virei minha cabeça e vi minha namorada na porta superior. Ela era uma moça loira bonita, mas dado o que expliquei acima, foi vista como se fosse a Miss Brasil! Daí em diante não tive mais sossego, meus colegas ficavam implorando para que eu a trouxesse mais vezes!

Parece que algo semelhante aconteceu no FED. A Presidente do FED de Oregon, Lael Brainard, proferiu um discurso alguns dias atrás no National Association of Busniess Economists. E como reporta um jornalista, foi uma bomba, ao desafiar Janet Yellen e Stanley Fisher. "Este foi um dois mais emocionantes que eu tive notícia. Não necessariamente pelo seu conteúdo, mas pela política". Evans e Kocherlakota não são mais os únicos malucos. Isso pode ser uma real mudança dentro do FED, no sentido de maiores adeptos da visão de Evans, que advoga nenhuma alteração nos juros até a metade de 2016".


Vocês podem verificar pela foto, a nova diretora é uma mulher jovem e bonita, e muito diferente do que se podia esperar neste ambiente. Como no caso que descrevi acima, no FED parece que vale a mesma frase que se usava na Poli. Será que os "marmanjos" de lá, ao verem ela entrar na sala, gritaram "entra, entra,..." Ahahaha...


Como já havia mencionado, amanhã termina a reunião do FED e não se é esperado nenhuma mudança nos juros. Enquanto a maioria dos economistas (64% %) acreditam que dezembro é a data, o mercado não compartilha da mesma opinião (35%). Enquanto este é o maior ciclo na história americana sem uma alteração dos juros , também é o com menor crescimento após o período de recessão.
O FED disse que elevarias as taxas de juros depois de mais progresso no mercado de trabalho, e quando os membros ficassem mais razoavelmente "confiantes" que, a inflação estaria tendendo para seu objetivo traçado de 2% a.a.
Mas eles ainda estão divididos sobre o que significa progresso no emprego, bem como, confiança na direção da inflação. 
A responsabilidade de administrar os vários pontos de vista dentro do banco central recai sobre Janet Yellen, que é esperado, crie um consenso. Mas a nova participante parece que está colocando as manguinhas de fora, e pode ser que, pelo seu porte físico, esteja ganhando mais adeptos da manutenção dos juros. A carne é fraca! Hahahaha...

O mercado de trabalho perdeu um pouco de seu ímpeto nos meses recentes.

Parece que a economia americana está num ponto de inflexão, o que complica a situação dos membros. Esse fenômeno diminui a velocidade de melhora no mercado de trabalho. Entretanto, como a taxa de desemprego está próxima da taxa natural, estimada pelo FED, essa desaceleração pode ainda ser suficiente para garantir uma alta dos juros em dezembro.

Os analistas convencionaram um intervalo para justificar ou não essa ação (alta dos juros). Um resultado nos próximos dois meses ao redor de 200.000 vagas os tornariam confiantes do movimento, em contrapartida, ao redor de 100.000 empurrariam a decisão para 2016, e uma área cinzenta para 150.000.

Hoje a análise de mercado será sobre o real. No post indigestão-creditícia, fiz os seguintes comentários: ...Não teria muitas observações a fazer dentro do que já escrevi, uma alta do dólar no curto prazo até R$ 3,98/4,05, seguido de um novo movimento de queda, levando as cotações aos níveis apontados adiante (no médio prazo)... ...O primeiro intervalo - cujo objetivo é de R$ 3,40/3,50, e o segundo - R$ 3,10/3,20...
Desde a última postagem, no front político não houve nenhum grande lance, exceção as notícias de ontem, onde a empresa do filho do ex-Presidente Lula sofreu uma operação de busca e apreensão. Segundo fontes, ele ficou indignado e responsabilizou Dilma. De acordo com seus aliados, Lula estaria mais convencido de que Dilma permite investigações sobre ele para preserva-lá. A sua reação gera mais desconfiança ainda, pois ou está querendo dar uma de "protetor", ou com receio que seu filho, inexperiente, possa dizer: "foi meu pai que mandou". 

Outra forma de analisar nossa moeda é compará-la com a performance relativa a seus pares, o que venho fazendo durante 2015, pois é o tema do Mosca.
Está claro que o efeito "Dilma" predominou neste ano, as anotações em verde deixam isso claro. O nível de taxas de juros não foi suficiente para dar nenhum refresco, o real caiu consistentemente. Nem em relação ao rand sul-africano, onde a taxa de desemprego atingiu a marca de 25%! 

Em relação ao 'dólar - dólar', postei os seguintes comentários e gráfico sobre o DXY dinheiro-não-recebe-ordens,...O nível de 92 foi atingido conforme anotei no gráfico, assim do ponto de vista técnico, estaria pronto para voltar a subir. Mas a correção pode ainda continuar mais um pouco, pois correção é correção!...
Na semana passada, depois do Super Mário praticamente dizer "vendam euros", e como o DXY (dólar index) é composto por aproximadamente 60% da moeda única, o dólar subiu e encontra-se num ponto importante de definição.
Como mostra o gráfico acima, para considerar a possibilidade de uma queda, deveria acontecer rapidamente. O terreno só fica aberto para novas altas acima de 100,5. Até lá, uma queda ainda é possível porém com chances menores.

O SP500 fechou a 2.065,89, com queda de 0,26%; o USDBRL a R$ 3,8868, com queda de 0,48%; o EURUSD a 1,1048, sem variação; e o ouro a US$ 1.166, com alta de 0,34%.
Fique ligado!

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