Inflação: A Revanche

9 de outubro de 2015

O FED mostra as cartas

Quando o FED decidiu não alterar os juros em sua última reunião de setembro, o mercado ficou preocupado, pois não sabia qual era o motivo. Ontem foi publicada a minuta dessa reunião e o mistério pode ser desvendando. Vejamos alguns trechos do mesmo: 

..."the improvement in labor market conditions met or would soon meet one of the Committee's criteria for beginning policy"... 

..."because recent global economic and financial developments had imparted some restraint to the economic outlook and placed further downward pressure on inflation in the near term"..


..."several members were concerned about downside risks to the outlook for real activity and inflation"..

..."several members saw a risk that the additional downward pressure on inflation from lower oil prices and a higher foreign exchange value of the dollar could persist and, as a result, delay or diminish the expected upturn in inflation"...

..."wait for additional information confirming that the economic outlook had not deteriorated and bolstering members' confidence that inflation would gradually move up toward 2 percent over the medium term"...

Não ficam dúvidas que o receio é com a inflação, que se mantém baixa por causa da queda do preço do petróleo e a alta do dólar. Não existe ênfase explícita sobre os receios de uma eventual desaceleração da China, nem tão pouco, a volatilidade das bolsas. Atenção agora na inflação que será publicada na próxima semana.

Vocês notaram como a Argentina saiu dos noticiários nos últimos meses. Recentemente parecia que era uma questão de tempo, até que suas reservas fossem exauridas. Com tantas maluquices de sua Presidente, era o que se podia esperar.
A foto ao lado sugere algo? Pois é, os chineses estão construindo todos os tipos de projetos de infraestrutura, usinas de energia, minas e etc..., com mão de obra chinesa é claro.
Como são pagos este investimentos? A China abriu linhas de swap. Muy amigos! Hahaha....

Como havia comentado ontem, o post de hoje é sobra a análise técnica do real, ouro e euro.

O dólar resolveu cair mais um pouco contra o real, no post a-busca-de-novos-clientes, eu aventei a hipótese de dois cenários de curto prazo: "Pequeno refresco" e "Vai machucar muita gente". Sem repetir novamente os níveis de importância para cada um, vou apenas colocar a frase que resumia: ...em ambos os cenários, é esperado uma alta do dólar no curto prazo, até pelo menos R$ 4,05, exceção na Hipótese 1, se essa correção ainda não terminou... Eu frisei também que esses eram movimentos de curto prazo, pois a médio prazo, espero dois níveis de importância: ...O primeiro intervalo - cujo objetivo é de R$ 3,40/3,50, e o segundo - R$ 3,10/3,20...
Antes de mais nada, vou frisar bem que o gráfico acima é de curto prazo, isso faz uma tremenda diferença em posições mais longas. O que eu quero dizer, é que não se pode ficar "apaixonado" por acertos, ou mesmo erros, nesta janela de análise, pode te levar a erros. Como eu vou ficar fora apenas uma semana, acredito que os níveis que vou apontar são suficientes.
Eu calculo dois pontos de interesse, a R$ 3,68 e R$ 3,55, depois disso, podemos esperar uma recuperação do dólar.

Mas antes que alguém pergunte, não sou comprador em nenhum desses níveis, a não ser se você tem compromissos em dólar e está cansado de sofrer. O motivo eu só posso explicar mais para frente, pois ao analisar hoje, achei um outro cenário, que ao invés de machucar, iria tirar sangue dos comprados em dólar. Mas isso é uma outra história para outra vez, por enquanto aguente firme, e coloque na sua cabeça que terão correções no caminho, onde o dólar vai subir, e você ficará com a sensação de que perdeu o barco.

O ouro deu um alentosinho para nossa posição comprada. No post janela-sem-oportunidade, fiz os seguintes comentários: ...Para termos alguma chance nesta posição, é necessário que o triângulo desenhado acima em azul seja rompido no sentindo que nos interessa, para cima. Depois disso, o nível de US$ 1.170/1.180 deverá ser ultrapassado, e aí sim, uma alta mais consistente poderá se desenrolar...
O meu otimismo cauteloso é mostrado no gráfico acima, e é o movimento de hoje que confirma o rompimento da linha azul. Mantenha o mesmo stoploss a US$ 1.110, mas se por acaso o ouro for para o intervalo mencionado acima, US$ 1.170-1.180, pode subir o stop para US$ 1.130.

E por último o euro, que fiz os seguintes comentários no post o-mercado-desafia-o-fed: ...a correção que eu esperava até 1,18, pode ser abortada e abre novamente a possibilidade do euro voltar a cair abaixo das mínimas de 1,045. Meu comentário visa prepará-los para qualquer cenário, e não ficarem imaginando que tenho alguma predileção pelo cenário de alta. Como sempre frisei, a ideia é que o euro ainda está em queda e teríamos uma chance de pegar uma carona na alta... continuam perfeitamente válidas. O euro está numa correção longa e complexa, deixa ele!
O euro está seguindo o que se chama em análise técnica, um movimento considerado positivo. O motivo é que os pontos mais altos são sempre superiores aos anterior (vermelho) e os pontos de baixas acima dos anterior (verde). Se alguém quiser fazer uma aposta, eu compraria próximo da linha cinza paralela inferior, e venderia na linha cinza superior. Acho um pouco fadonho, prefiro voltar minhas baterias para outros mercados. Mas se você quiser, o sentido por enquanto é de alta, até se aproximar dos 1,18, aí que a batalha fica maior.

É isso por hoje, e qualquer novidade vou postar nesse meio tempo. Até a volta dia 19/10.

O SP500 fechou a 2.014, sem variação; o USDBRL a R$ 3,7571, com baixa de 0,69%; o EURUSD a 1,1357, com alta de 0,70%; e o ouro a US$ 1.157, com alta de 1,60%.
Fique ligado!

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