Inflação: A Revanche

21 de outubro de 2016

Começa o segundo tempo para a inflação


Para quem gosta de futebol sabe como às vezes é difícil esperar o término de uma partida, principalmente quando seu time passou um período difícil. A inflação encontra-se numa situação semelhante, está ganhando de 1 a 0, mas ainda faltam os 45 minutos do segundo tempo. Uma eternidade!

Hoje foi publicado o IPCA -15 cuja variação foi de 0,19% no mês, abaixo das expectativas dos analistas, em bases anuais saiu de 8,8 % para 8,3%. As principais categorias que ocasionaram essa retração foram alimentos e despesas pessoais.


Outro indicador que considero importante é a taxa de difusão, bem como os preços livres. Na tabela abaixo encontram-se esses dados. O primeiro permaneceu estável, em níveis historicamente baixos, enquanto o segundo continua com tendência de queda.


A previsão da Rosenberg para o fechamento da inflação em 2016 é de 7,2% a.a., com viés de baixa, dando para arriscar um nível de 7% a.a.

No post de ontem --- o banco central---, critiquei o fato de o banco central ter sido tímido, ao baixar os juros SELIC em 0,25%. O dado publicado vai na mesma direção, embora se conhecido ontem, não teria mudado sua decisão. Os mercados futuros de DI sofreram pequenas correções, se comparados aos níveis antes da reunião do COPOM.   Esse ajuste foi mais concentrado nos contratos mais curtos. Isso significa que o mercado ainda continua apostando que os cortes irão se acelerar já na próxima reunião.

Parece que a inflação está ganhando o jogo, ainda por um placar pequeno, mas com boas chances de mais gols no segundo tempo. Como no futebol, é essencial que o time permaneça o mesmo, melhor ninguém se machucar ou levar um cartão vermelho. O apito final do juiz nesse jogo será em dezembro, na próxima reunião do COPOM, enquanto isso vamos assistir bons momentos da inflação – eu espero! Hahaha....

No post – rambo em ação --- fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...”Contida dentro do mini triângulo, fez com que a oscilação fosse ínfima nesse período. Essa configuração, triângulo assimétrico, sugere um rompimento para níveis mais baixos, onde se ultrapassado 1,10, abrirá as portas para nova tentativa de rompimento do nível de 1,05” ...


Dito e feito, após o rompimento do nível de 1,10, o euro se aproxima para um novo teste ao redor de 1,065 – linha rosa. Nesse momento será testado se o contorno em relação ao triângulo continua (1), ou se o nível de 1,05 será rompido (2)


Estamos chegando próximo da hora da verdade e o euro se aproxima de uma nova queda, cujo primeiro objetivo é a paridade, que se rompido poderá atingir 0,85, mesmo patamar quando foi lançado em 2001. Eu venho repetindo que correções terminam e essa está próxima de acontecer. Fique de olho no Mosca.

Como eu havia adiantado, o Mosca não será publicado na próxima semana, voltando regularmente no dia 31/10. Em relação às operações em andamento, mantenha os stops estabelecidos abaixo e qualquer alteração farei uma postagem extra.


O SP500 fechou a 2.141, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,1496, com alta de 0,22%; o EURUSD a 1,882, com queda de 0,42%; e o ouro a US$ 1.266, sem variação.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário