Inflação: A Revanche

4 de outubro de 2016

Contando os dias


Não são somente os dois candidatos à Presidência nos EUA que estão contando os dias para saber quem será o escolhido para assumir o cargo, o mercado também! Acredito que boa parte da indefinição que se pode observar em vários ativos, é função dessa dúvida.

O Deutsche Bank produziu uma tabela contendo as principais ações que cada candidato diz que irá fazer, em conjunto com o que eles acreditam ser a reação em cada um dos mercados.


Outra empresa de pesquisa econômica, a Gavekal tem uma visão semelhante, caso Trump seja declarado vitorioso: uma queda expressiva da bolsa americana, o dólar irá se fortalecer pela teoria do safe heaven, e as ações e bonds dos mercados emergentes cairiam.

Na semana passada, depois do debate na segunda-feira, a candidata Hillary Clinton reverteu sua posição nas pesquisas, aparecendo agora com 5 pontos de vantagem, mas será isso suficiente para que os investidores tenham uma postura tão complacente? Analisando o termômetro escolhido pelo mercado como o mais fidedigno, o peso mexicano sofreu apenas uma pequena retração das máximas atingidas recentemente, encostando ao nível psicológico de 20 pesos por dólar.


Voltando às informações econômicas, o fluxo de reservas continua ainda negativo na China. Mesmo com a melhora dos dados comercias e investimentos diretos, a saída dos investidores ainda é superior às entradas.


Os efeitos já podem ser sentidos no estoque de títulos americanos detidos por governos estrangeiros, onde a China é um de seus maiores possuidores. Não fosse a demanda dos investidores japoneses e europeus, que vêm investindo em títulos americanos para obterem retornos positivos em suas aplicações, os juros desses títulos estariam bem mais elevados.


E por último a previsão do PIB americano feita pelo FED de Atlanta, recuou sensivelmente dos números estimados a pouco tempo, passando de 3,5% para 2,5%, agora inferior as previsões dos economistas.


No post ---ETF é o futuro---, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” mantenho as mesmas recomendações acima. Aumentou levemente a chance de comprar um pouco mais barato – US$ 1.250/US$ 1.200” .... ...” não se pode afirmar nem que o ouro volta a subir dos níveis atuais e ultrapassar US$ 1.375, nem que buscará os níveis que tanto almejo para comprar. Por isso, eu calculo que US$ 1.300 é importante para clarear qual das duas hipóteses poderá acontecer” ...


Hoje o ouro resolveu colaborar com o Mosca e rompeu a barreira dos US$ 1.300. Isso implica duas observações que faço no curto prazo, desde que a condição abaixo seja satisfeita: primeiro que as chances de compra nos níveis acima ficaram mais factíveis e segundo que o metal deverá ficar um bom tempo num movimento de correção. Em razão disso, fica cancelada a sugestão de trade feita em 09 de setembro.

Sob uma visão de curto prazo, será muito importante o ouro respeitar o rompimento que aconteceu hoje, da linha anotada no gráfico abaixo. Assim, nas próximas horas saberemos se foi realmente um rompimento ou um false break. Para não alongar o assunto e confundir os leitores, aguardo as próximas horas. No fechamento essa condição foi totalmente cumprida, valendo portanto as observações acima.


Novamente a análise gráfica nos auxiliou a não tomar uma decisão movida por impulsos, em vários momentos parecia que o ouro se preparava para subir. No gráfico acima se pode ter uma visão de como nesses últimos 4 meses, os investidores que estavam comprados fizeram de tudo para que isso acontecesse, porém não conseguiram encontrar demanda suficiente para tanto. Disciplina e paciência é o nome do jogo. Se isso for respeitado, relembro que 70% do tempo o mercado fica num movimento de correção – difícil de operar, e 30% num movimento impulsivo – moleza de operar, basta comprar/vender e ir para praia! Hahaha ...

O SP500 fechou a 2.150, com queda de 0,50%; o USDBRL a R$ 3,2562, com alta de 1,47%; o EURUSD a 1,1205, sem variação; e o ouro a US$ 1.268, com queda expressiva de 3,26%.
Fique ligado!

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