Inflação: A Revanche

10 de outubro de 2016

Rambo em ação


O mercado americano funciona parcialmente em função do feriado de Columbus Day. Em dias como esses a liquidez é pequena. Mas talvez esse feriado seja oportuno para que os americanos se recuperem do debate ocorrido ontem, entre os dois candidatos que concorrem à presidência. Para quem assistiu deve ter chegado a mesma conclusão que eu, um horror!

O New York Times preparou uma lista que avalia a veracidade das afirmações feitas durante o debate us/elections/fact-check-debate, a quase totalidade são compostas por fatos enfatizados por Trump, sobre a sua oponente, que não correspondem à realidade.

Fico pensando, qual seria o motivo para alguém votar no candidato Trump. Sem entrar nos detalhes do evento, uma vez que, está amplamente noticiado nos jornais, só vejo uma resposta a minha indagação: Estarem muito insatisfeitos com a situação atual. Em momentos como esse, candidatos ‘diferentes’ passam a ter maior chance de sucesso. Na pesquisa abaixo, cuja pergunta é se o mundo está ficando melhor, pode se perceber, a quantidade de países cuja população não tem esperança, inclusive os EUA com apenas 6%.


Hillary foi apontada como vencedora do debate, mas não com ampla maioria, e sim com 57% dos eleitores. O peso mexicano, apontado com o termômetro do mercado, está se valorizando hoje 1,8%.


Eu não sei se o mercado avalia corretamente as consequências de uma vitória de Trump, na minha visão seria muito temerosa. Ontem se pôde perceber sua raiva contra sua rival, como se ela fosse a responsável por seus atos, inclusive o vídeo tornado público, na última sexta-feira. Essas reações são típicas de pessoas psicóticas, que não admitem a culpa de seus erros, atitude que foi amplamente cobrada por Hillary durante o debate.  Desse mal nós somos PHD, com a convivência de Lula aqui por tanto tempo. Podemos dar uma consultoria aos americanos, para que eles saibam o que se pode esperar de pessoas com este diagnóstico.

Felizmente não parece ser esse o resultado das eleições. Em se confirmando as pesquisas recentes, o mundo pode esperar Hillary Clinton como a nova Presidente dos EUA. Como seguro morreu de velho, só se deve cantar vitória depois de terminada. Com uma pneumonia recentemente mal explicada, a saúde da candidata ainda é incerta. É bom que se frise também que, Hillary não deverá ser aquela maravilha, mas como tudo é relativo, ela é excelente em relação ao seu oponente.

Para quem assistiu Sylvester Stallone representando Rambo – Programado para matar, onde protagoniza um soldado boina verde e ex-combatente da Guerra do Vietnã -  pode visualizar uma semelhança desse personagem com Donald Trump. Talvez ele tenha se inspirado no filme na forma como se apresenta, buscando amedrontar seus adversários. A única diferença é que Rambo era o mocinho!

Como está acontecendo nos últimos meses, o Mosca vem dando pouca importância ao euro. Não que seja algo pessoal contra a moeda única, mas realmente ela não vem colaborando. No post a-ultima-bolha, fiz os seguintes comentários: ...” A Vantagem do euro atualmente para o analista técnico, é que não dá muito trabalho de análise, basta fazer past copy! Hahaha” ...


Nada mais correto que a afirmação acima, veja o movimento das últimas duas semanas, data da publicação do post.


Contida dentro do mini triângulo, fez com que a oscilação fosse ínfima nesse período. Essa configuração, triângulo assimétrico, sugere um rompimento para níveis mais baixos, onde se ultrapassado 1,10, abrirá as portas para nova tentativa de rompimento do nível de 1,05.


O gráfico acima parece bastante confuso, com várias retas traçadas para cima e para baixo, o euro precisa romper cada uma delas como numa corrida com obstáculos. Notem que em 2014 a moeda única caiu 25%, de 1,40 para 1,05 praticamente non stop. Depois disso, durante praticamente dois anos, está contida no intervalo entre 1,15 a 1,05. Esse é a diferença que eu sempre enfatizo entre movimentos direcionais e correções, onde a primeira ocorre em 1/3 do tempo, enquanto a segunda em 2/3. Porém esse último movimento está se esgotando e dentro em breve a correção vai terminar, aguente firme, e procure não se envolver em correções tão complexas, como a que o euro vem traçando.

O SP500 fechou a 2.163, com alta de 0,48%; o USDBRL a R$ 3,2020, com baxia de 0,50%; o EURUSD a 1,1133, com baixa de 0,59%; e o ouro a US$ 1.259, com alta de 0,25%.
Fique ligado!

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