Inflação: A Revanche

16 de maio de 2017

A Alemanha entrou no vácuo da França


Quem ainda tem dúvida sobre o impacto da economia na política, os acontecimentos recentes na Europa servem de exemplo.  Primeiro foi a eleição na França com uma vitória folgada de Macron, agora as eleições de um estado importante na Alemanha resultaram numa vitória, não esperada, do partido de Angela Merkel (CDU), o que parecia muito improvável há alguns meses. Como consequência, as chances de vitória da Chanceler Alemã nas eleições de 2017 aumentaram muito.


Seu impacto não foi sentido somente nesse país o suporte para os partidos de extrema direita na região do euro vem declinando, diminuindo o receio do mercado quanto as eleições na Itália, onde uma mudança radical de governo parecia provável.


O gráfico acima mostra uma divisão interessante quanto ao nível de suporte aos populistas, e boa parte se deve as diferenças no desemprego, principalmente entre os países da periferia e a Alemanha. A ilustração abaixo sobre o subemprego não deixa dúvidas sobre a supremacia Alemã.


A evolução da dívida desses países desde a crise de 2008 apresenta estagnação em relação ao PIB. Mas isso poderá melhorar significativamente em função de dois aspectos: a queda dos juros na zona do euro e o crescimento com perspectivas positivas.


Os impactos nos mercados podem ser vistos em duas frentes. A seguir o fluxo de recursos que está revertendo de um longo período negativo, principalmente no mercado acionário, haja visto que, as taxas de juros dos títulos continuam ainda muito deprimidas.


E a posição dos investidores na moeda, que depois de muito tempo no campo negativo – apostando que a cotação vai cair, reverteu.


Tenho destacado nos últimos tempos o quadro que aparenta mais claro agora, a Europa dá sinais positivos e parece que o único que não percebe é o ECB, que continua praticando juros negativos. Se existe algum BC behind the curve, o “mini” Mário parece ser o melhor posicionado para ganhar esse título. Espero que não faça como o Capitão Francesco Schettino, Comandante do Costa Concordia que quis passar pertinho de sua casa com um navio transatlântico e afundou. Ele foi condenado a 16 anos de prisão. O “mini” Mário pode estar arriscando demais mantendo os juros nesses níveis.

No post cuidado-para-não-queimar-língua., fiz os seguintes comentário sobre o euro: ...” O euro está contido entre as duas linhas rosa desde dezembro do ano passado, e a cada vez que atinge um extremo reverte à direção, nesse episódio não foi diferente ao atingir € 1,10. Em algum momento essa linha será rompida” ... ...” A área compreendida entre € 1,083 - € 1,072 tudo é possível de acontecer. Explico-me; o euro pode cair até algum nível desse intervalo e depois reverter. Nesse caso a chance de rompimento acima de € 1,10 se eleva” ...

Hoje definitivamente houve o rompimento da barreira de € 1,10. O próximo nível que apresenta muito interesse será € 1,13. O gráfico a seguir tem uma visão de médio prazo, e algumas hipóteses do que poderá acontecer com a moeda única são traçadas. Vou aproveitar para ajustar o stoploss do trade em aberto para € 1,095.

O cenário principal que eu trabalho é que o euro volte a cair, rompendo as mínimas atingidas no final do ano passado a € 1,034. Para isso acontecer existem duas possíveis reversões a € 1,13 – comentada acima e depois € 1,15. Por outro lado, vocês devem lembrar que no longo prazo eu espero uma alta do euro a níveis bem elevados. 

No post do final de 2016 euro-uma-ideia-de-jerico, fiz os seguintes comentários: ...” eu projeto que o euro vai reverter em algum momento, ou seja, voltara a subir. A moeda única se encontra em seu último estágio de queda, frisando que essa é uma afirmação com uma visão de longo prazo. Aviso aos navegantes, vamos comprar euro em algum momento, e ele vai subir bastante” ....


Será que já estamos vivendo essa mudança? Ainda muito cedo para dizer. Continuem a seguir o Mosca para saber a resposta.

O SP500 fechou a 2.400, sem variação; o USDBRL a R$ 3,0961, com queda de 0,46%; o EURUSD a 1,1082, com alta de 0,99%; e o ouro a US$ 1.236, com alta de 0,49%.
Fique ligado!

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