Inflação: A Revanche

3 de maio de 2017

Tropa de Elite 3


Embora o título do post possa indicar alguma menção ao filme de mesmo nome, o assunto é um pouco diferente. Na versão projetada nos cinemas em duas séries, retratam o Coronel Nascimento se defrontando com o crime organizado no morro, bem como a relação entre segurança pública e financiamento de Campanha.

Ontem o STF concedeu habeas corpus para José Dirceu, isso poucas horas depois de o Ministério Público apresentar nova denúncia contra o petista. Votaram para sua soltura Gilmar Mendes, Dias Toffoli e Ricardo Lewandowski. Ainda pior foi o comentário de Mendes que classificou o gesto dos procuradores como “quase brincadeira juvenil” por tentarem pressionar o tribunal a manter o petista preso.

- Ministro, isso é brincadeira?
Queria ressaltar que os procuradores não inventaram a denúncia ela foi real. A atitude do Ministro me leva a crer que infantil foi ele ao menosprezar essa nova informação. Se fosse mais humilde interromperia o processo para analisar esses novos fatos, e aí sim, avaliar se manteria ou não sua decisão.

Não vou entrar no mérito sobra a validade jurídica dessa soltura. Arguiria sobre os outros milhares de casos, até mais importante como mães presas que não podem cuidar de seus filhos, se não mereceriam tratamento equivalente, ou será que a lei vale para uns e não para outros?

Sergio Moro, o Capitão Nascimento da lava-jato, terá que pensar como enfrentara esse novo foco de resistência, no seu caminho de moralizar o país. Mas ele tem a seu lado a maioria da população brasileira que hoje está indignada com essa decisão do magistério. Esse caso não inviabiliza a continuidade do processo, mas certamente colocou Gilmar Mendes no grupo dos Ministros cuja decisão coloca em dúvida a sua integridade.

A atual polêmica entre o hard data e o soft data continua deixando os investidores desconfiados sobre a evolução da economia americana. O gráfico a seguir mostra a dimensão dessa distorção, quando levado em consideração um período mais longo de comparação.


Por outro lado, o FED de Atlanta, que produz a previsão mais apurada sobre o PIB, pulicou sua primeira prévia para o 2º trimestre de 2017. Embora estejamos muito no início do período de apuração, o resultado é animador. Com uma projeção de 4,5%, seria espetacular, e confirmaria a distorção sobre os indicadores mencionados acima.


A volatilidade da bolsa americana atingiu o nível mais baixo dos últimos anos e talvez de sua história. Muito se tem discutido quais seriam os reais motivos para tanta complacência. Outro dia participei de uma conferência promovida pelo Deutsche Bank sobre esse assunto. A principal razão apontada por esse banco foram os juros muito baixos, que estimulam os investidores a buscarem mecanismos a fim de aumentar seu retorno. Uma das formas usadas é através da venda de volatilidade. Isso se torna atraente pela estrutura desses contratos. A volatilidade futura tem um prêmio importante sobre a volatilidade observada. Em outras palavras, mesmo que a volatilidade não saia do lugar, essa operação gera um lucro interessante para quem se envolve nessa operação.


Publiquei algumas vezes a evolução do mercado de ETF na Indústria de fundos americana e como esse instrumento vem substituindo os veículos tradicionais. Sobre a volatilidade mencionada acima existem ETF’s que permitem essa aposta. A ilustração abaixo mostra a continua substituição dos fundos ativos por ETF, e segundo as projeções de alguns analistas, já esse ano, esse segmento irá representar mais de 50% de toda a indústria.


O FED terminou sua reunião de política monetária, e como era acreditado, manteve a taxa de juros no nível atual. Qualificou os resultados econômicos abaixo do esperado no 1º trimestre como transitório; espera que a atividade se expanda num ritmo moderado; o mercado de trabalho deve ficar mais forte; e a inflação se estabilizar em 2% a.a. Para bom entendedor, algumas palavras bastam. Nesse caso significa que os juros deverão subir na reunião de junho.

Em relação a diminuição de seu balanço repetiu as mesmas palavras da última ata. Isso me faz supor que, não tem nada definido ainda, ou que existem dúvidas que não permitem avançar nesse assunto.

No post façam-suas-apostas, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” As linhas paralelas traçadas em azul parecem estar contendo o metal. Caso esse pequeno movimento de queda continue, será interessante observar o que acontece na parte inferior do mesmo a US$ 1.235. Pode ser que me envolva na compra caso esse nível seja atingido, aguarde os próximos posts. ” ...


O ouro se encontra bastante próximo da linha mencionada acima cujo nível é de US$ 1.240. Não vou deixar uma ordem de compra pré-estabelecida pois não tenho muita segurança que esse suporte irá conter a queda. Vou observar os próximos dias e avaliar se um trade de compra faz sentido.

Desde o início de 2016 o metal encontra-se contido num intervalo bastante restrito entre US$ 1.200 – US$ 1.300, conforme destaquei na figura abaixo.


Qualquer trade dentro desse intervalo é de caráter especulativo e tem que ser encardo dessa forma. Somente o rompimento acima ou abaixo poderá indicar uma tendência mais consistente de movimento. Trabalho com uma expectativa de alta mais a frente, porém uma queda abaixo de US$ 1.200, irá forçar uma reavaliação.

O SP500 fechou a 2.388, com queda de 0,13%; o USDBRL a R$ 3,1655, com alta de 0,45%; o EURUSD a 1,0885, com queda de 0,38%; e o ouro a US$ 1.238, com queda de 1,47%.

Fique ligado!

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