2020: O risco vai compensar?

4 de dezembro de 2019

Saindo do túnel


Em julho, o Mosca projetou que passados 12 meses a economia estaria bem melhor que naquele momento. A divulgação do PIB brasileiro caminhou neste sentido com um resultado anual de 1,0%. O resultado do 3º trimestre em 0,6% foi muito melhor quando é anualizado. Ao usar essa métrica, mede-se o crescimento na margem, mais recente, sendo assim, o PIB aponta para 2,4% a.a. Não dá para estourar a Champanhe, mas seguramente já deve estar na geladeira e bem gelada.

De longe essa não é uma recuperação forte quando comparada com as anteriores, embora, essa é a tônica que ocorre no mundo de hoje. Porém, existe uma diferença fundamental em relação as outras, o setor público ficou estagnado, dando mais credibilidade a essa recuperação.


Mesmo com essa contenção a dívida brasileira em relação ao PIB não se estabilizou, apesar da taxa de crescimento ter uma configuração muito diferente do passado. O nível ainda é bastante confortável em 55%. Ao observar a trajetória que se desenhava até 2014, fico com mais raiva ainda do governo PT. Lamentar o passado de nada adianta, vamos em frente, e só com a recuperação do PIB esperada, daqui há um ano, essa curva deverá estar bem melhor – não se pode esquecer da queda dos juros que vai no mesmo caminho.


Muito sem tem falado do câmbio nos últimos dias, pois a alta do dólar tem levado os analistas a atrelarem esse movimento a diversos argumentos. Mas será que o real está barato? Uma forma de medir é através do cálculo da taxa real efetiva de uma moeda, que se usa os preços no varejo e atacado. O gráfico a seguir, elaborado pelo JP Morgan, mostra que estamos com um preço justo, ao redor de 80, que é sua média.

Embora seja muito usado no meio acadêmico, o Mosca acha de pouca utilidade em termos de trade. Como podem notar, raramente fica na média, mas não deixa de ser um parâmetro.

O stress que o mercado financeiro americano passou há um mês, quando o Fed teve que intervir injetando elevados volume de liquidez, saiu da mídia. A razão é logica, o que vende noticia é o estouro da taxa de juros, e isso está contido agora. O Mosca continua preocupado: primeiro o volume de compra de papeis efetuado pelo Fed, através da sua mesa de operações, continua subindo, conforme gráfico a seguir.


Se fosse só isso, ainda vá lá, porém, a injeção de liquidez de forma diária, não diminuiu, continua ao redor de U$ 200 bilhões. Na minha opinião o problema está longe de estar resolvido, pois a injeção líquida (soma das compras de papeis + injeção de liquidez) não para de subir. Tenho certeza que o pessoal do Fed deve estar bem preocupado, e pior, não sabem o que está acontecendo.


Uma boa notícia recente – se pudessem fechar a boca do Trump, é a previsão do PIB deste trimestre, realizado pelo Fed de Atlanta. No início de novembro, apontava para algo em torno de 0,5%, e agora está se aproximando de 2%, o que seria espetacular.

As vendas do Black Friday ainda não impactaram esse dado. Essa ideia dos americanos pegou no mundo inteiro, realmente são bons de marketing. Foram tão astutos que criam o Cyber Monday, que se segue a essa data, e é superior em volume. Como podem notar a seguir, o faturamento em ambos deste ano, foi superior ao de 2018.

No post surpriiise, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ... “O primeiro nível é ao redor de € 1,08, pouco mais de 1% de queda do atual. Caso não contenha esse patamar, o próximo estaria localizado a € 1,05/ € 1,055. Mas o que não pode acontecer e uma negociação abaixo de € 1,0339, nem um centésimo a menos” ...

Talvez o que ficou faltando nos comentários acima é: e se o euro subir ao invés de cair? Para responder a essa pergunta é necessário associar algum nível para a mudança de rumo. Este nível é de 1,118 - 1,20. No gráfico diário a seguir, se pode notar dois argumentos para esse intervalo:  a máxima obtida em outubro e a confluência coma reta descendente.

Resolvi colocar uma sugestão de venda ao nível atual de 1,11 com stoploss a 1,12, com a metade do risco habitual, pela pequena convicção.

Mesmo estando consciente que, ganhar dinheiro na moeda única tem sido uma batalha em gloria, vamos fazer mais uma tentativa de curto prazo.  

O SP500 fechou a 3.115, com alta de 0,73%; o USDBRL a R$ 4,2094, sem alteração; o EURUSD a 1,1076, sem alteração; e o ouro a U$ 1.474, com queda de 0,15%.

Fique ligado!

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