2020: O risco vai compensar?

5 de dezembro de 2019

Você confiaria seu dinheiro a um robô?



Vivemos numa era fascinante e ao mesmo tempo perigosa. Diariamente tomamos conhecimento de novas empresas, novos serviços, que seriam inimagináveis alguns anos atrás. O avanço da tecnologia permite efetuar cálculos em quantidade astronômica com velocidades muito inferior a um piscar de olhos, permitindo aos gênios da matemática, acesso a observações não acessíveis aos humanos.

Para esses seguidores dessa técnica quanto mais distorções criadas pelo ser humano mais oportunidades existem, e como corolário, quanto menos sistemas com essa finalidade, melhor.

Uma empresa de nome XTX markets, fundada por um russo Alex Greko, implementou um sistema de mesmo nome que permite ganhar dinheiro nos mercados da forma considerada mais difícil pelos trades, denominada de market-timing – operações de curtíssimo prazo. Gerko recebeu um doutorado da Universidade Estadual de Moscou e mais tarde estudou na New Economic School. Ele iniciou sua carreira financeira em ações no Deutsche Bank AG em 2004, antes de mudar para o mercado de câmbio. Em 2009, ele foi para o fundo de hedge GSA Capital, onde administrava a criação de mercado.

Então, em 2015, fundou a XTX e logo se juntou a Zar Amrolia, que compartilha as responsabilidades de CEO com ele. Amrolia também possui doutorado em matemática e anteriormente foi co-chefe de renda fixa, moedas e commodities no Deutsche Bank. Sua mudança para a XTX, então um “peixinho” em comparação com o gigante financeiro global que ele deixou para trás, parecia presciente menos de um ano depois, quando a XTX superou o Deutsche Bank no ranking do Euromoney Institutional Investor dos maiores traders de moeda spot do mundo.

XTX - o nome refere-se a uma fórmula matemática usada em seus algoritmos de negociação - depende da análise de dados e do enorme poder computacional. O site da empresa possui seus 42 petabytes de armazenamento utilizável e 850 terabytes de memória de acesso aleatório, ajudando-a a lidar com mais de US $ 150 bilhões em volume diário de negociação em ações, moedas, renda fixa e commodities.

Dados do LinkedIn mostram que ela possui uma força de trabalho que pareceria mais à vontade no Vale do Silício do que na cidade de Londres, pois os funcionários com formação em ciência da computação superam em muito os estudados em finanças e economia. A XTX, em um movimento que lembra uma estratégia anterior do Google, iniciou um concurso online este ano com um prêmio de US $ 100.000 para ajudar a encontrar cientistas de dados. Os eventos da equipe incluem competições de xadrez, e Gerko e sua empresa patrocinaram a Olimpíada Internacional de Matemática, as Palestras Públicas de Matemática de Oxford e a Escola de Matemática do Rei em Londres.

Enquanto outras empresas, como a concorrente Citadel Securities, também contrataram o Vale do Silício, o compromisso da XTX com as habilidades tecnológicas se destaca - ela não emprega nenhum trader e apenas um único para cobrir as funções comerciais.

Operações menores de criação de mercado, como a XTX, provavelmente continuarão a crescer em importância, à medida que os mercados se tornarem ainda mais eletronificados, porque seu tamanho lhes permite adaptar rapidamente tecnologias e estratégias, disse Tabb.
"Não é que esses grandes bancos não possam comprar a tecnologia", disse ele. Mas os "grandes bancos não têm a capacidade de investir agilmente como as empresas menores".

Soa um pouco misterioso? Claro, podemos entender o que a XTX faz, mas não como faz. Em todo caso, seus resultados são inquestionáveis, a XTX, que está se expandindo para além da Europa e construindo uma presença nos EUA, registrou um lucro de 117 milhões de libras (US $ 153,4 milhões) em 2018, mais do que o dobro do ano anterior.

Imagino que o princípio por trás dessa ideia reside na ineficiência de processar uma quantidade enorme de informações geradas por operações realizadas por seres humanos, e chegar a uma base de comportamento. Por exemplo, de repente é publicado alguma notícia e o mercado reage inicialmente de forma “emocional”, e com o passar do tempo volta a racionalidade.

De certa forma, a análise técnica usa esse princípio, ao atrelar sua decisão ao comportamento do mercado, ao invés de critérios mais subjetivos como fundamentos, notícias e avaliação. Resumindo tanto a XTX, como outros métodos de tomada de decisão que não usam julgamento humano, estão se mostrando mais eficaz e consistentes, no fundo, eliminam a difícil tarefa, ou quase impossível, de prever o futuro, trabalham com a ineficiência humana.

Fico pensando como será o mundo das finanças daqui a 100 anos, quanto cada vez mais o trabalho humano vai sendo substituído pelo computador. Talvez, o romance de terror gótico, criado por Mary Shelley em 1816, na sua criação de Frankenstein vire realidade!

No post limite-máximo, comentei que estava esperando uma correção da bolsa americana, porém esse movimento ainda não tinha acontecido: ... “ No gráfico acima com janela semanal, apontei um nível como “máximo”. Antes que meu amigo entre na conversa, deixa eu explicar o que quero dizer como máximo. Dentro das minhas premissas, considero esse nível o mais provável para começar uma reversão, a correção que estou aguardando” ...

Nesta semana, depois das ameaças de Trump, o SP500 acabou recuando 2,6% em seu extremo iniciando provavelmente a correção que eu aguardava. Se isso se materializar, imagino que a bolsa irá permanecer por diversos dias entre 3.060 (ou mais extremo em 3.030) e 3.150, talvez numa formação em triangulo.

Depois de terminado (o triângulo ou qualquer outra formação), a bolsa teria um novo objetivo ao redor de 3.275/3.285 (a ser melhor calculado). Vou buscar colocar um trade durante a correção em curso, fiquem ligados, pode ser o último presente de Papai Noel este ano, claro, se der certo!

- David, e depois disso o que deve acontecer?
Amigo, curta o final de ano, por enquanto não parece que tenhamos que ficar preocupados. Nas projeções habituais que faço no final do ano, vou publicar.

O SP500 fechou a 3.117, com alta de 0,15%; o USDBRL a R$ 4,1856, com queda de 0,57%; o EURUSD a 1,1102, com alta de 0,23%; e o ouro a U$ 1.475, sem alteração.

Fique ligado!

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