2020: O risco vai compensar?

27 de novembro de 2019

Surpriiise!



Hoje foram publicados dois dados da economia americana, que de certa forma, contestam os prognósticos mais sombrios. O primeiro diz respeito a revisão do PIB do terceiro trimestre, agora em 2,1% contra a inicial de 1,9%. Embora se refira a dados passados, e a expectativa para o trimestre em curso (através da projeção do GDPNow calculado pelo Fed de Atlanta), está em 0,3%, não deixa de ser uma boa notícia, e questiona de certa forma a política de queda dos juros.

Em seguida, após uma queda inesperada em setembro, esperava-se que os novos pedidos de bens duráveis se contraíssem ainda mais nos dados preliminares de outubro, mas surpreenderam bastante, aumentando 0,60%, contra uma expectativa de retração de -0,90%, após uma queda de 1,40% revisada para baixo em setembro. Entretanto, em bases anuais a queda é de 0,90%.


Além disso, o proxy para despesas de capital, excluindo itens de Defesa, e embarques de aviões – a forma mais “limpa” para avaliar esse indicador, subiu 0,80% contra uma expectativa de queda de -0,20% - o maior salto desde janeiro de 2019, após 4 meses de contração. Essa informação e bastante animadora, pois era vista como um indicador de indecisão dos empresários.


Um outro índice – Conference Board - é seguido no intuito de avaliar possíveis cortes de juros além de indicar o termino de mini ciclos. O gráfico a seguir, mostra o final do terceiro mini ciclo da atual expansão. Essas periódicas retrações do índice de confiança permitiram que a expansão se tornasse a mais longa já registrada, ainda que extraordinariamente lenta.


Seguindo o "roteiro de Greenspan" da década de 1990, o Fed executou uma série de cortes “ preventivos” nas taxas de juros, que, se a história for um guia, devem nos levar ao quarto mini ciclo.


No curto prazo estão sendo publicados indicadores que induzem a conclusões ora num sentido, sugerindo queda da atividade, ora o contrário. Essas situações acontecessem quando ocorrem reversões de tendência, pois existem defasagem entre eles, alguns alterando mais cedo que os outros. Em todo caso, a política do Fed em reduzir os juros pode estar sendo feita no momento errado.

No post qual-o-argumento, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ... “ Por enquanto, as duas possibilidades se encontram abertas: a do início de um movimento de alta tão esperado pelo Mosca (azul); ou ainda uma última queda até o nível de € 1,08 (vermelho) ” ...

Passados praticamente 1 mês desde a última atualização, a moeda única ainda não se decidiu. Durante esse período houve uma queda de 0,01 centavo, que poderia ser ainda interessante desse que não fosse da forma que foi, com idas e vindas! Naquele momento a 1,11 e agora a 1,10.

Na última segunda-feira, junto com a análise do dólar contra o real, publiquei o DXY – dólar index …” considerando que, o euro representa quase 70% do índice, um cálculo aproximado levaria a moeda única para € 1,0775, e o seguinte a € 1,0415” ...  No gráfico semanal a seguir aponto esses níveis considerando a análise técnica.

O primeiro nível é ao redor de 1,08, pouco mais de 1% de queda do atual. Caso não contenha esse patamar, o próximo estaria localizado a 1,05/ 1,055. Mas o que não pode acontecer e uma negociação abaixo de 1,0339, nem um centésimo a menos, pois caso isso aconteça, vou ter que refazer minhas hipóteses, podendo assim, atingir níveis abaixo da paridade. Como isso ainda é hipotético, não vou gastar fosfato.

Por enquanto, não vou me envolver com nenhum trade na moeda única, agora se um movimento de queda aparecer no radar, ou uma reversão de tendência, aí sim, vou propor. Por enquanto, 2019 não foi um ano para operar o euro.

O SP500 fechou a 3.153, com alta de 0,42%; o USDBRL a R$ 4,2630, com alta de 0,71%; o EURUSD a 1,1000, com queda de 0,15%; e o ouro a U$ 1.454, com queda de 0,44%.

Amanhã é feriado de Thanksgiving e o mercado americano ficará fechado.

Fique ligado!    

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