2020: O risco vai compensar?

11 de novembro de 2019

O brasileiro é estúpido?



Tenho observado uma certa paura através das redes sociais, com a soltura do Lula. Além desse absurdo propiciado pelo STF, existem especulações que sua pena seria anulada no mesmo STF, numa ação movida contra a parcialidade do Ministro Moro no julgamento. Se isso acontecer, ele ficaria elegível.

Mas por quê haveríamos de temer, se somos nós que escolhemos o candidato, e por princípio, acredito que uma pessoa de bem o rejeitaria? O esperado seria perder de goleada.

Acontece que existe uma parcela do eleitorado que é PT independente da qualidade do proponente. Um voto que diríamos burro, pois se ele é um mal elemento (argumentos a seguir), trazendo malefícios para o país, por que votar cegamente?

Além desse, existe uma outra parte, que usando argumentos diversos (todos roubam, Bolsonaro é extremista, e etc ...), não conseguem avaliar de forma relativa quem seria o menos pior sobre sua ótica.

Quando analisamos uma pessoa, acredito que o caráter é um elemento chave. Por exemplo, ninguém em sã consciência ficaria casado com um parceiro que o trai, teria pouca durabilidade. O Presidente da República também é importante. A frase “diga-me com quem andas que direi quem és” se aplica perfeitamente ao Lula, basta ver se sobrou algum de seus auxiliares sem uma condenação. 

O Lula tem diversos processos contra ele, sendo que, foi condenado no caso do Guarujá e Atibaia, em 2 instancias. Fora outros 6 que também estão em fase avançada. Puxa, vai ser perseguido lá no inferno!  A delação premiada de seu “cumpanheiro” mais próximo, Palocci, afirmou tudo isso. Ah, entendi, dentro do PT também tem perseguição!

Bem voltando a questão inicial, porque haveríamos de temer? No fundo as pessoas que considero esclarecidas e com boas intenções, tem receio que essa outra metade continuará a ser enganada, e nas próximas eleições o Lula voltaria ao poder.

Se tudo isso acontecer, em vez de ficar indignado, essas pessoas deveriam se perguntar: O que eu estou fazendo aqui?

Mas tenho a impressão que, as pessoas que estão com receio do fantasma do Lula, já naõ condiz com a realidade. Acredito que, uma boa parcela da população, já não adere de forma incondicional. Essa minha percepção já pode ser vista nestas primeiras 72 horas. Quem foi ao seu encontro que não seus asseclas, ou o pessoal desocupado que troca o apoio por um prato de comida?

Pode ser que seja “torcida” minha, mas daqui a 30 dias, seus tuites (aprendeu com o Bolsonaro) será nota de roda pé. Com um discurso da mesmice, talvez aquele grupo que pendia a seu lado está se esvaindo. Lógico que os políticos do PT não pensam assim, afinal esse partido naufragou nas suas falcatruas e a única esperança que têm, é o Lula ressuscitar.

Se eu estiver certo, essa saidinha da prisão poderá ser muito benéfica para as pessoas do bem, pois se ele for desmistificado, a sociedade brasileira mostra ter dado um passo importante nos padrões de ética, e o STF ficara cada vez mais isolado, passando a ser a nova frente de batalha.

Por último, de forma ironicamente verdadeira, a namorada do Lula deve estar torcendo para que ele volte para a cadeia. Pois dessa forma, fica com a parte boa da exposição, sem ficar com a parte ruim ....

O Super Mário se aposentou do ECB. Agora o novo comando da instituição passou para Christine Lagarde, que trocou o FMI para essa sua nova função. Muito se tem especulado sobre sua postura nesse novo cargo, pois na gestão anterior a única coisa que se conseguiu foi evitar que a Europa entrasse num processo deflacionário, sem a garantia que isso não ocorra mais adiante. No quesito de recuperar a economia europeia, ficou devendo e muito!

Embora o mundo se encontra numa fase inicial de otimismo, ou melhor “despessimismo”, a Europa está pegando uma carona. Mas os dados ainda continuam bem desanimadores. O gráfico a seguir sobre o emprego nessa zona, não parece despertar muita esperança. Com o setor industrial em franca queda por todos os motivos que conhecemos, o de serviços vem lentamente retrocedendo.
 
Mas talvez o mais alarmante seja a taxa de poupança. O ECB ao imprimir um modelo de taxa de juros negativas, esperaria que a população gastasse mais, incentivando a economia. Porém, veja o que ocorreu com a taxa de poupança, assim que o juro do título alemão se tornou negativo. Ao invés de cair, subiu! Exatamente ao contrário do desejado.


Com o resultado da eleição geral espanhola improvável de produzir um governo adequado, o país parece cada vez mais ingovernável. Para uma economia que resistiu a crise financeira intacta, mas com problemas crônicos de produtividade, isso é uma preocupação. No entanto, o resultado do cenário político fragmentado da Europa é de longo prazo a estase política, em vez de um colapso de curto prazo da moeda única.

A preocupação com o resto da Europa é que a fragmentação política reforça o status quo. Como mudar qualquer coisa requer compromissos políticos que pequenos partidos políticos não são incentivados a fazer? Isso impede que a Europa adote reformas estruturais ou uma política fiscal mais ambiciosa no momento em que a China e os EUA estão avançando. Sem novas políticas para aumentar a produtividade e potencial econômico, o foco permanecerá na política monetária e na política externa.

No post os-sem-posse, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... “O abandono da opção de um triângulo abre a possibilidade para alguns cenários possíveis para o dólar. Em todos tem algo em comum, que um novo movimento de alta deveria ocorrer mais à frente” ... ... “O primeiro nível seria ao redor de R$ 3,95, seguido de perto por R$ 3,90”...

Na semana passada o real sofreu com três notícias ruins: primeiro o fiasco do leilão do pré-sal; segunda a soltura do Lula; e uma terceira pouco noticiada a alta dos juros de 10 anos em dólar. Isso foi suficiente para elevar as cotações até R$ 4,17, muito próximo da máxima de R$ 4,20.

Não sei se essa alta já é o prenuncio de uma ruptura das máximas, como o Mosca espera, ou a correção ainda não terminou ser curso. Em todo caso, negociando acima de R$ 4,20 no fechamento, será o triger para sugerir um trade de compra de dólar.

Como eu anotei no gráfico acima, o dólar esteve 5 vezes para confirmar um false break (queda), em momento diferentes, e não confirmou. Passado um tempo, retorna ao nível de R$ 4,20. Caso haja o rompimento (para cima), os objetivos passam a ser: R$ 4,40, que se rompido o próximo é R$ 4,50 e finalmente R$ 4,80, esse último uma alta nada desprezível de 15%.

Como diz o famoso ditado “água mole em pedra dura tanto bate até que fura”, vale para o dólar. Nas próximas horas devemos ter alguma indicação da possibilidade de uma ruptura eminente. Para que não aconteça, é necessário que rapidamente retorne a R$ 4,10/R$ 4,08. Fique de olho!

O SP500 fechou a 3.087, com queda de 0,20%; o USDBRL a R$ 4,1516, com queda de 0,28%; o EURUSD a € 1,1032, com alta de 0,14%; e o ouro a U$ 1.455, com queda de 0,18%.


Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário