2020: O risco vai compensar?

27 de janeiro de 2020

O imprevisível



Desde que os principais riscos de mercados foram minimizados, as bolsas ao redor do mundo iniciaram um movimento de alta, quase que sincronizada. Depois de ficar em “banho Maria” por diversos meses anteriormente, o SP500, ícone mundial, rompeu seu limite anterior e imprimindo novas máximas diariamente.

Os investidores que estavam céticos passaram a comprar ações, afinal, o que poderia dar errado? Por outro lado, os parâmetros técnicos indicavam cautela. Nesse caso, tanto a bolsa brasileira, o Ibovespa, bem como o SP500, estavam se aproximando de níveis que indicavam forte resistência, conforme eu frisei nos posts e Youtube, durante algumas semanas.

Num cenário benigno o investidor procura razões para desconfiar da alta, e acaba chegando à conclusão que nada pode interromper a ascensão. Na verdade, a mente humana é traiçoeira nesses momentos, pois busca eliminar pensamentos que levam ao sofrimento. O que não se considera nessas situações é que o imprevisto faz parte da vida.

Na última semana, um novo tipo de vírus assombra o mundo – O coronavírus. O número de mortos subiu para 80. As autoridades chinesas estão buscando medidas para conter seu contagio, porém não estão surtindo efeitos. Como seu período de incubação é longo, de 10 dias, fez as autoridades chinesas afirmarem que esse é bem diferente do SARS.

A China estendeu o intervalo do Ano Novo Lunar, quando centenas de milhões de chineses deixam as cidades para voltar para suas cidades natal, até 2 de fevereiro a partir de 30 de janeiro, em um esforço para impedir que os viajantes contribuam para a disseminação.

Os cientistas estão correndo para entender melhor o vírus, como ele é contagioso e de onde vem. Detectado pela primeira vez em Wuhan no mês passado, ele teme que a doença possa rivalizar com a SARS, que matou quase 800 vidas há 17 anos.

Vários países identificaram pessoas infectadas por esse vírus e estão adotando medidas de precaução. O quadro a seguir aponta quais são as regiões com maior risco em virtude da quantidade de turistas chineses.

Em relação aos vírus é natural que o número de casos tende a aumentar, uma vez que, o período de incubação é relativamente longo. Pela falta de informação sobre a natureza desse vírus, bem como o perfil de sua propagação, qualquer prognóstico é perigoso. O que se observa até o momento é que, a relação entre mortes e pessoas infectadas é baixo, e os mortos são pessoas idosas com más condições de saúde.

Uma correção está em andamento nos dois mercados citados acima, que o Mosca acompanha, maiores detalhes estarão nos posts desta semana.

No post bolsa-de-valores-sem-ações ,fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ... “Na semana passada o dólar atingiu nosso limite do trade, atingindo a máxima de R$ 4,20. Quero reforçar que esse é um trade de curto prazo contra a tendência de médio prazo de alta do dólar” ... ... “O gráfico a seguir mostra o que eu espero para o curto prazo, um movimento em correção onde levaria o dólar ao redor de R$ 3,95” ... ... “Não vou ficar surpreso se formos estopados nesse trade e o dólar ultrapassar a máxima atingida recentemente de R$ 4,2770” ...


Passados uma semana o dólar está bastante próximo de nosso stoploss. Caso isso aconteça, não vamos embarcar de imediato num trade de alta do dólar, pois embora as chances se elevam, é necessário que a máxima de R$ 4,2770 seja rompida.

- David, por que você não coloca o stoploss nesse nível (R$,2770), afinal o dólar poderia reverter daí?
A sua pergunta está adequada e seria esse o lugar tecnicamente correto, o principal motivo é o cálculo do risco x retorno. O nível de R$ 4,23, contempla o “máximo” provável admitido, considerado para uma correção com estas características. Daí em diante, entraríamos em casos mais raros que ultrapassam esse patamar.

Como trabalhamos com probabilidades, não faria sentido ficar “torcendo” para que o dólar nessa situação seja uma exceção. Prefiro ficar sem posições e observar o que ocorre. Agindo assim, caso o dólar continue subindo e ultrapasse essa barreira, fica mais fácil adotar um trade inverso (compra de dólar), o que não seria o caso se fique até o limite máximo.

Imagine como os leitores encarariam um trade de compra dobrada de dólar, uma para zerar a posição atual e outra abriria um novo trade.

O SP500 fechou a 3.243, com queda de 1,57%; o USDBRL a R$ 4,2074, com alta de 0,62%; o EURUSD a 1,1018, sem variação; e o ouro a U% 1.581, com alta de 0,70%.

Fique ligado!

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