2020: O risco vai compensar?

17 de janeiro de 2020

Quando o minimo é bom



Com as negociações da primeira fase concluídas em outubro (e assinadas esta semana), o PIB do quarto trimestre e a enorme quantidade de dados de dezembro estão sendo observados intensamente pelo mercado em busca de sinais de que o enorme estímulo de crédito da China tenha realmente feito algum efeito.

E apesar do aumento anual do estímulo de crédito da China, o financiamento paralelo continua a contrair, enquanto os empréstimos no setor bancário expandiram, mas não o suficiente. Como lembrete, a meta oficial para o crescimento do PIB da China no ano foi de 6,0% - 6,5%. Com os dados ligeiramente inferiores ao esperado de + 6,2%, foi confirmando que os + 6,1% publicado para 2019, são a mais fraca expansão anual desde 1990.


A State Grid, a maior empresa de serviços públicos da China, alertou que a taxa de crescimento econômico do país poderá cair para 4% nos próximos quatro anos, de acordo com previsões internas.

A produção industrial de dezembro cresceu mais rapidamente do que todas as 41 estimativas (a produção de grãos atingiu um recorde em 2019, com a produção de suínos caindo 21,3% no ano passado).


Entre todos os dados divulgados hoje, o que chamou a atenção do economista-chefe da ANZ, Raymond Yeung, é a taxa de desemprego pesquisada, que subiu de 5,1% para 5,2%. Para um país tão grande, com mais de 400 milhões de mão-de-obra urbana, uma pequena mudança na taxa de desemprego significa muito.

Foi dessa forma que foi divulgado os dados por uma agência de notícias, com um tom pessimista.  Mas será que foram tão ruins assim? O Mosca avalia que foram muito bons, afinal com a guerra comercial entre a China e o EUA pegando fogo durante o ano passado, o que se poderia esperar? Basta observar o estrago que aconteceu na Europa e principalmente na Alemanha.

Outro fantasma que saiu do ar, pelo menos por enquanto, é a cotação do yuan, moeda chinesa. No auge da crise com os EUA, o nível ultrapassou a cotação de 7,10, considerada tecnicamente um ponto de ruptura. Desde então vem se valorizando de forma consistente, saindo dessa zona de perigo.


Não vejo motivos para preocupação, pelo contrário, parece que o crescimento americano está se espelhando em outras economias.

No post problemas-na-cozinha, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” A correção que acontece desde o início de setembro está se configurando mais longa e complexa. Abaixo tracei um cenário possível de acontecer, que levaria os juros a “tomar um folego” e voltar a cair mais adiante. Tracei uma região em vermelho que é bastante importante não ser ultrapassado”... ...” Continuo sem inclinação de propor um trade nesse mercado, ainda é muito incerto como as cotações se comportarão nas próximas semanas, aliás, desde o início de outubro, as mesmas ficaram contidas num intervalo restrito em 1,7% e 1,8%, ora tendendo para um lado, ora para o outro, minando qualquer tentativa de resultado” ...


Passado 40 dias o quadro não se alterou conforme se pode verificar no gráfico a seguir. O que se nota e a formação de um triângulo ascendente (em cinza) que via de regra deveria romper para cima.


Se a reta em cinza não romper para baixo, os juros deveriam atingir um patamar contido num intervalo entre 2,0% - 2,2%. A partir dai um movimento de queda deveria tomar pulso, consistente com o cenário “Trump Feliz” conforme explanado no Youtube moscatrend - juros de 10 anos americanos, e no post vivendo-num-mundo-sem-juros.



Caso o nível de 2,2% não seja contido, o cenário “Caixote” passa a prevalecer, conforme descrito e comentado nos veículos citados – Blog e Youtube.

Em novembro do ano passado, o Fed foi obrigado a intervir no mercado interbancário americano depois que as taxas para troca de reservas entre os bancos atingiram níveis próximo a 10% a.a. Uma das resoluções foi a compra de Letras do Tesouro americano a fim de injetar liquidez. Esse programa vem sendo executado semanalmente cujo volume acumulado, faz com que o total de liquides agora está muito próximo do nível máximo atingido em 2018, quando a autoridade americana, resolveu diminuir gradativamente sua intervenção. 


Conclusão: O mercado ainda não está “maduro” para que haja uma retração desses valores, parece que se comporta como um viciado em drogas, não consegue viver sem!


O SP500 fechou a 3.329, com alta de 0,39%; O USDBRL a R$ 4,1606, com queda de 0,57%; o EURUSD a 1,1088, com queda de 0,42%; e o ouro a U$ 1.556, com alta de 0,24%.

Fique ligado!

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