2020: O risco vai compensar?

16 de janeiro de 2020

Post de número 2000!



Essa é a publicação de número 2.000, uma marca que me deixa lisonjeado. Posso garantir que não é fácil buscar assuntos diários de interesse dos leitores e ao mesmo tempo não cair na vala comum. São mais de 8 ½ anos de publicações diárias interruptas ao não ser quando estou de férias (todos merecem). Agradeço a confiança de vocês, e vamos seguir em frente agora com um novo canal de comunicação no Youtube – moscatrend.

Esta é a época do ano em que os analistas fazem suas previsões para o próximo ano. Existem pessoas em Wall Street que recebem muito e muito dinheiro para elaborar essas previsões.

O histórico deles, no entanto, não é muito bom. De fato, há quase zero correlação entre suas previsões e como o mercado realmente se comporta.

Como Warren Buffett disse uma vez: “As previsões podem lhe dizer muito sobre a previsão; elas não dizem nada sobre o futuro.” Isso certamente é verdade. Uma pesquisa sobre os números revela que há uma correlação negativa entre as previsões da bolsa e o ano que acabou de terminar. Os analistas assumem uma faixa muito estreita para o desempenho do mercado, geralmente de 5% a 12% (embora nem sempre). Na realidade, o mercado é mais volátil.

Este gráfico de dispersão mostra a previsão de Wall Street para o ano no eixo horizontal e o resultado real no eixo vertical. O R quadrado (*) foi um mísero 0,0024. Em outras palavras, os profissionais não são muito bons.
(*) medida estatística que mede a relação entre duas variáveis. Quanto mais próxima de 1 indica forte correlação enquanto mais próxima de 0 baixa correlação.


Aqui está o mesmo gráfico, mas com uma diferença. O eixo horizontal ainda é a previsão para o próximo ano, enquanto a vertical é para o ano que acabou de terminar. O R quadrado é um respeitável -0,58. Observe como a linha de tendência aponta para baixo, indicando uma correlação negativa.


Se você deseja fazer uma previsão respeitável para o Wall Street, use a seguinte equação: Pegue o retorno do ano que acabou de terminar e divida-o por cinco. Pegue isso e subtraia-o de 10,7% e pronto, esse é seu número para Wall Street, sem muita pesquisa.

Agora, para prever como o mercado realmente se comporta é outra história!

Por onde eu leio, encontro dados positivos sobre as bolsas de valores. O carro chefe tem sido a bolsa americana que também vem puxando as bolsas ao redor do mundo. Se esse movimento continua se expandindo podemos caminhar para algo inédito no mundo das finanças uma “Macro bolha”. O Mosca publicou diversos posts sobre esse tema durante sua história, todos eles apontam para um mercado específico cujos preços atingem marcas estratosféricas, se distanciando de qualquer parâmetro real de avaliação. Agora uma bolha coordenada onde participam vários ativos seria inédito.

Eu coletei alguns dados para que os leitores tenham a dimensão do que ocorre nesses mercados ao redor do mundo. A ilustração a seguir aponta para elevados níveis de posicionamento entre os investidores institucionais mais sofisticados no EUA.


Os mercados de derivativos, aonde os investidores buscam: ou alavancagem (call – opções de compra); ou proteção (put- opções de venda), apontam para um dos menores níveis entre a relação desses derivativos, indicando uma larga preferência pelas opções de compra.


Mas tudo isso ocorre dentro uma aparente sincronia ao redor do mundo, pois diariamente noto o gráfico de um país aqui, outro acolá, atingindo novas máximas ou subindo de forma consistente nos últimos meses. Hoje selecionei os gráficos da bolsa canadense e da Nova Zelândia, respectivamente.


Nos últimos dois dias postei minhas ideias sobre a bolsa americana e brasileira. Nenhuma das duas apontam para um risco eminente com o critério de momentum, porém em termos da teoria de Elliot Wave, os níveis atuais merecem atenção. O Mosca resolveu seguir em frente, consciente do risco existente. Sendo assim, vamos andar com stoploss “apertados”.

 No post futuro-da-mobilidade... “ainda não atingiu o nível considerado mais “seguro” para a compra. No gráfico a seguir, tracei os níveis para essa nova sugestão de trade. Compra no nível de U$ 1.415, com stoploss a U$ 1.375” ... ...” O ouro está resistindo bravamente em chegar ao nosso nível” ... ...” a correção que eu estou esperando do ouro pode ter terminado. Se o ouro subir acima de U$ 1.470/U$ 1.490, vou decidir o que fazer, e caso contrário, se continuar em queda, anotei acima nosso call de compra” ...


Aconteceu o que eu estava desconfiando, o ouro não chegou no meu nível e ultrapassou o acima definido. Como acabei não informando os leitores, não vou considerar a compra que deveria ter sido feita acima de U$ 1.490. Paciência, pelo menos para os leitores menos “pão duros” que o Mosca, estão comprados e com um pequeno resultado.

No post de final de ano sobre o ouro ouro-caminho-incerto, estabeleço um objetivo de U$ 1.720. Porém é necessário cautela pelos motivos que descrevo abaixo na figura.


O movimento de alta recente levou o ouro a U$ 1.610, porém, no dia em que atingiu essa marca, fechou em baixa, recuando até U$ 1.550. Essa queda pode ser considerada como um key reversal, na linguagem técnica. Nos dias subsequentes ficou com oscilações mais comedidas. A dúvida é se a onda 5 terminou como anotei abaixo.


Vou analisar inicialmente o caso dela não ter terminado. Se esse é o caso, a retração tem que ser contida no máximo dentro do intervalo entre U$ 1.530/U$ 1.520, abaixo disso, e quase certo que, a alta que eu tinha imaginado atingir em U$ 1.720, ocorreu a U$ 1.610.

- David, se for assim, daqui em diante não dá mais para acreditar nos seus níveis.
Puxa você estava quietinho, tirou férias também? Hahaha ... Você está sendo muito radical, pense um pouco na história do blog e veja quantas vezes isso ocorreu. Quero enfatizar que em análise técnica trabalha-se com situações e níveis considerados mais prováveis e as vezes acontece o menos provável, o que pode ser este caso.

Se a alta terminou, estaríamos entrando agora na região de dúvida mais macro a saber: O ouro estaria corrigindo para atingir novas máximas; ou daqui em diante um movimento de queda mais extenso está começando. O nível chave é U$ 1.450, abaixo disso vou mudar meu call de alta para baixa. Além disso, abaixo de U$ 1.510 já começo a ficar desconfiado.

Para quem está comprado sugiro ficar alerta e trabalhar com stoploss de acordo com os níveis acima.

O SP500 fechou a 3.316, com alta de 0,84%; o USDBRL a R$ 4,1847, com alta de 0,23%; o EURUS a 1,1135, com queda de 0,13%; e o ouro a U$ 1.552, sem variação.

Fique ligado!

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