2020: O risco vai compensar?

10 de janeiro de 2013

O Governo está na torcida


Em 1986 quando eu era diretor da Planibanc um dos sócios, Luis Carlos Mendonça de Barros foi convidado para assumir a diretoria do BC de Política Monetária, quando da implantação do Plano Cruzado. O plano era para controlar a inflação através do tabelamento de preços, bem não preciso dizer que foi um fracasso! O Mendonça é um excelente profissional e com larga experiência em finanças, mas mesmo assim quando lá estava  virou um “torcedor”, acreditou que daria certo. Ficou pouco tempo pois a razão logo prevaleceu.

Porque eu iniciei comentando está passagem? Por que acredito que nosso Ministro da Fazenda Guido Mantega está passando pela mesma situação, que é virar torcedor quando se assume algum cargo no Governo. Ontem foram publicados os dados finais de nossas contas externas, não foram boas, vejam a seguir, os gráficos do fluxo cambial.


Até 2008 a balança comercial foi o grande contribuidor para a acumulação de nossas reservas, enquanto que o fluxo financeiro mais atrapalhou que ajudou, principalmente em 2008. A partir daí o saldo comercial diminuiu significativamente enquanto o financeiro teve sua contribuição bem distante dos mega incrementos de reservas, na melhor das hipóteses, um magro 1X0.

Como diz um colega, o que interessa no câmbio é o fluxo na margem e não o estoque, e neste quesito 2012 foi muito ruim em ambas as contas, no comercial mesmo depois de inúmeras ações para diminuir as importações (elevação de impostos, atuação no câmbio e etc..), citados aqui no blog, obteve-se um saldo positivo de U$ 8,4 bilhões, isto graças a Petrobrás que postergou em muito suas importações, e no financeiro dois fatores contribuíram para os magros U$ 8,2 bilhões, primeiro a venda da AMIL para um grupo estrangeiro e os bancos que saíram de uma posição comprada para uma posição vendida (gráfico abaixo). 


E daqui para frente?  Nos últimos meses o “discurso” do Governo mudou, antes não queria ver o dólar abaixo de R$2,00 e agora não quer acima de R$ 2,10. Como temos reservas acima de U$350 bilhões, e a situação externa é “morna”, parece que o BC quer  baixa volatilidade, sem se comprometer com um determinado nível. Mas não se enganem, os gringos não estão mais tão otimistas com o Brasil.

Do ponto de vista técnico parece que meu cenário publicado no post o-real-contra-ataca, está se concretizando...

David pode parar por ai, você já sabe que os leitores dizem de suas opiniões: ..Se não cair sobe..! Hahahahah...
Sem gozação! Observe bem as minhas ideias deste post, postulei três opções, todas de queda do dólar, a dúvida era até que nível iría cair, ou seja, a direção estava correta. Agora estamos entre a opção 1 ou 3, e veja que a primeira é minha preferida. Do ponto de vista da estratégia do BC se o dólar cair muito atrapalha as exportações se subir muito complica a inflação. 
Nossos Governantes estão pagando o preço de querer se intrometer demais na economia, vão acabar se embaralhando!


O SP500 fechou a 1.472, com alta de 0,76%; o real a R$ 2,0287, com queda de 0,45%; o euro a 1,3259, com alta de 1,5%! Uallll...; o ouro a US$ 1.673, com alta de 0,97%.
Fique ligado!




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