2020: O risco vai compensar?

15 de janeiro de 2013

Ameaça da tecnología


Ontem não houve publicação do mosca, à partir de agora, de volta a Capital, as postagens retornam a normalidade.

Os mercados começaram 2.013 bastante animados, as informações apontam para entradas significativas nos fundos dedicados as ações nos USA. A situação no Club Med virou notícia de 2ª ordem, caiu no esquecimento e o Super Mário vem sendo apontado como o salvador da pátria, ou melhor, do Continente. Podemos confiar? Não sei, parece existir uma certa esperança que se confunde com otimismo, por enquanto não vejo nada de interessante para propor.

O gráfico a seguir é auto explicativo, quando grandes volumes foram depositados e a volatilidade medida pelo VIX foi baixa, normalmente precederam quedas na bolsa.


Toda torcida dos Yankees sabe que o número que importa é o emprego, e o Bernanke até colocou um objetivo de 6,5% para a taxa de desemprego, sendo que atualmente se encontra em 7,8%. Tive acesso a um estudo interessante que analisa quais setores contribuíram positivamente e negativamente, desde 2007.


Os perdedores são:
A construção civil foi o maior destruidor de vagas com 2,3 milhões, em seguida a Indústria que teve uma perda de 1,9 milhão e o varejo com 0,8 milhão, que combinados acumulam 5,1 milhões.

Os ganhadores são:
Saúde com 1,5 milhão, Escolas privadas com 0,4 milhão e Hotéis 0,2 milhão.

O grande problema é que parte destes empregos foram perdidos para sempre e com as ameaças dos robots e a tecnologia, a situação é preocupante. Segundo Michael Saylor, Presidente da MicroStrategy  “ 10% das pessoas que trabalham no setor de serviços, podem perder seus empregos nos próximos 5 anos, resultante da eficiência gerada pelos smarthphones, isto equivale a 12 milhões!”.
Se isto se concretizar, não tem taxa de juros que resolva o desemprego. O desenvolvimento tem o seu lado cruel, e que na situação debilitada que o mundo se encontra, pode gerar muita revolta.


A primeira vez que eu postei sobre a Apple foi há 1 ano, sempre estive cético quanto a performance desta empresa, que é uma inovadora no campo da tecnologia, ou melhor era! Desde que o Steve Jobs nos deixou as coisas mudaram bastante, e não era para menos, pois mesmo acreditando que ninguém é insubstituível, não vale para este Gênio. Ele não é! 
O mercado foi percebendo pouco a pouco e como consequência as ações da Apple caem sem parar desde setembro, acumulando uma retração de 32%. Hoje fechou a US$ 485, e parece que o intervalo que comentei no post apito-final-10/12/2012 (gráfico abaixo), de US$ 360/US$ 430, torna-se provável.


Ontem num jantar muito agradável, eu era o único que não tinha um iphone, é verdade que as gozações de alguns meses atrás cessaram, mas mesmo assim estava sozinho. No próximo ano vamos ver quem vai dar o braço a torcer e trocar seu iphone, afinal pessoas inteligentes mudam! Hahahahah.....

O SP500 fechou a 1.472, com alta de 0,11%; o real a R$ 2,0355, com alta de 0,19%; o euro a 1,3309, com queda de 0,54% e o ouro a US$ 1.67, com alta de 0,73%.
Fique ligado! 


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