Inflação: A Revanche

15 de abril de 2015

Conta de chegar

A expressão conta de chegar, significa verificar um determinado cálculo de uma outra forma, a fim de confirmar um determinado resultado. A China publicou o seu PIB que ficou em 7% a.a., nível que estava de acordo com a expectativa dos analistas, assumindo que este dado é confiável. No gráfico a seguir, a linha em vermelho são os dados do PIB, a verde é o target traçado pelo governo, e a preta um índice calculado pela Bloomberg.

Na busca de parâmetros para confirmar ou não o dado acima, os resultados das vendas ao varejo, investimentos fixos e produção industrial, vieram abaixo das expectativas.

Uma outra forma de verificação é o consumo de energia, que aponta um resultado bem diferente do publicado pelo governo Chinês.
A evolução das importações da Austrália e ASEAN (maiores fornecedores de commodities para a China), é uma outra evidência sobre o crescimento Chinês. Este indicador como mostrado abaixo, encontra-se nos níveis da crise de 2008.
Parece que, pela conta de chegar, não se consegue confirmar um crescimento de 7% do PIB Chinês, o que seria preocupante para o resto do mundo, e principalmente para o Brasil, que depende muito de suas exportações de commodities. Mas em algum momento os resultados publicados serão testados com a realidade.

O assunto petróleo continua atraindo a atenção dos investidores e, no caso brasileiro esse assunto é acrescido de pimenta do reino pelo caso "lava-jato". Muito se tem especulado qual seria o custo de extração do petróleo, com intuito de analisar até que preço é viável a sua extração. Um estudo recente do FMI sugere que o custo operacional médio está ao redor de US$ 13 ( para os projetos que estão em andamento). Isto significa que, embora os investimentos possam se desacelerar, a produção pode ter um tempo até se ajustar.
Veja a seguir o custo e a produção por país, onde o Brasil se destaca com o 2º mais elevado. Que fase!


 No post know-how-valioso, fiz os seguintes comentários sobre o real: ...Daqui em diante, se o dólar cair abaixo de R$ 3,02, acredito que R$ 2,98 será um grande teste. Além do fator psicológico, que abaixo de R$ 3,00 parece uma barganha, tecnicamente é um preço de várias convergências...Vamos começar pelo DXY e verificar qual foi seu comportamento recente.
Parece estar numa correção entre o nível de 96 - 100, ou seja, se não está ajudando, não está atrapalhando, neutro!

Já o dólar contra o real, depois de uma pequena alta, está nos mesmos níveis de quando publiquei o post acima.
O interessante é que chegou a negociar a R$ 3,02 e em seguida reagiu atingindo o nível de R$ 3,12, conforme apontado no gráfico em verde. Mantenho as mesmas previsões acima, e caso o dólar caia abaixo de R$ 3,02, aumenta a probabilidade de buscar o nível de R$ 2,92. Ao contrário, acima de R$ 3,20, diminuem as chances da queda, embora sem eliminar. Por enquanto, nenhum trade é sugerido.

O SP500 fechou a 2.106, com alta de 0,51%; o USDBRL a R$ 3,0283, com queda de 1,12%; o EURUSD a 1,0684, com alta de 0,30%; e o ouro a US$ 1.201, com alta de 0,67%.
Fique ligado!

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