Inflação: A Revanche

30 de abril de 2015

Férias em Cuba

No final do ano passado o governo dos USA anunciou a normalização das relações diplomáticas plenas com Cuba, e o alívio de diversas sanções em vigor, desde 1961. O Presidente Obama contatou o ditador cubano, Raul Castro, para abertura de embaixadas. Anunciou o "fim de uma política obsoleta" em relação a Cuba, e que "fracassou durante décadas". A partir desse acordo, os americanos já podem visitar aquele país, que permaneceu paralisado economicamente, mas que tem belíssimas praias.

Como comentei ontem, o BCB e o FED anunciaram os resultados de suas reuniões periódicas. O primeiro, como já era esperado, elevou a taxa SELIC em 50 pontos para 13,25% a.a. Porém, como nada de diferente ficou detalhado no comunicado e, considerando que repetidamente, ele vem reafirmando que pretende colocar a inflação dentro da meta em 2016, a Rosenberg já trabalha com mais uma elevação de 50 pontos na próxima reunião, terminando o ciclo de alta em 14% a.a. Que beleza!

No caso do FED, nada de muito diferente do esperado, com exceção do teor do comunicado. Eu destaco: ..."As informações recebidas pelo comitê, desde a última reunião de março, sugerem que a economia desacelerou durante o inverno, em parte refletindo fatores transitórios"... Os "fatores transitórios" são coisas que o FED acredita serem temporárias, como as baixas temperaturas dos meses de inverno. Acrescentou que: ..."Será apropriado subir os juros quando novas melhoras no mercado de trabalho forem observadas, e estivermos razoavelmente confiantes, que a inflação vai se mover para o objetivo traçado de 2 % a.a., no médio prazo"...

Em função desses motivos o mercado, depois de algumas horas de negociação, ficou tranquilo que suas expectativas de melhoras para a economia americana estavam intactas, e que, o dado publicado do PIB ontem, era "normal" para períodos de inverno.

Uma conclusão que parece ser razoável assumir, é que no primeiro trimestre os americanos não põem a mão no bolso, e deve dar muita preguiça sair de casa. Também, com aquele monte de neve na porta e o carro estar totalmente coberto, quem se atreve? Porém, permanece uma dúvida, por quê não fazem compras pela internet, que vêm se tornando cada vez mais comum, será que as mãos ficam congeladas? Hahahaha... Ok, quem sou eu para mudar esses costumes, é assim e pronto. Nos trimestres seguintes, boa parte desse não consumo deve ser realizado, com exceção dos bens de consumo, esses já eram.

Se o que eu expus acima for real, eu tive uma ideia que pode ser boa para todo mundo: Por que não implementar um programa para que todos os americanos viajem para Cuba no 1º trimestre? Vejamos as vantagens: primeiro os americanos não precisam morrer de frio ficando em casa, e desfrutariam as lindas praias cubanas; segundo que o turismo vai explodir em Cuba e basta agregar ao acordo que o aumento do PIB por lá seja rachado, 50 - 50; e por último vai ajudar muito o FED e o mercado a não precisar dar explicações do porque o PIB é tão baixo no frio.

O departamento de estatísticas consideraria o PIB da seguinte forma, no 1º trimestre, 50% do volume de serviços gerados em Cuba, seria como uma "exportação" americana literalmente, e os outros três trimestres da forma atual. Não é genial? Hahahaha ....

O Federal Reserve de Atlanta, que vêm acertando na mosca seus prognósticos do PIB, publicou sua mais nova estimativa para o PIB do 2º trimestre. Veja a comparação desse dado, com a previsão dos economistas.

O grau de acerto tem sido elevado, mas ainda estão no início do período de coleta. Agora se eles estiverem certos, ou os mercados vão tomar um tombo mais adiante, ou o inverno deve ir até junho, afinal este é o único argumento que deixa os economistas e o mercado tranquilos para um PIB baixo. O frio! Hahahaha ....

O ouro continua sem muito rumo, no post nas-cordas-do-ringue, fiz os seguintes comentários: ...Vou manter minha recomendação de compra, com as mesmas observações anteriores, porém com uma pequena alteração, fixando o preço de compra em US$ 1.172... Copiei o gráfico que havia postado, para que entendam a nova previsão do movimento.

Veja o que aconteceu em seguida, junto com minha nova leitura.

Como já comentei diversas vezes, quando se usa análise técnica, é preciso dançar conforme a música. Notem ao comparar os dois gráficos acima, que inicialmente o ouro seguiu o que eu estava esperando (queda), porém não chegou no meu ponto de compra (US$ 1.172). Agora, mesmo tendo ficado muito próximo, eu não saí atrás correndo achando que iria perder a oportunidade, quando o ouro subiu, eram necessárias mais evidências.

Acontece que hoje o metal caiu bem, e em função disso, tive que refazer minha análise, Desta forma, minha sugestão é comprar ouro a US$ 1167, com stoploss a US$ 1.135. Agora se o ouro cair abaixo desse preço, aí será outra história.

Ajuste o stoploss da posição de euros, comprada ontem, para o nível de entrada a 1,1080, assim limitamos qualquer perda.

O SP500 fechou a 2.085, com queda de 1,01%; o USDBRL a R$ 3,0133, com alta de 1,81%; o EURUSD a 1,1219, com alta de 0,84%; e o ouro a US$ 1.183, com queda de 1,78%.
Fique ligado!

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