Inflação: A Revanche

22 de abril de 2015

Nas cordas do ringue

Depois do feriadão de Tiradentes, onde nada de relevante aconteceu no exterior, o Mosca volta com comentários recentes sobre a Grécia. A situação para a dupla pop-star, Tsipras & Varoufakis, piorou consideravelmente, pois além de estarem tentando impor um programa que não tem a menor aceitação por parte dos credores, sua estratégia vem perdendo popularidade dentro de seu país. Em março, quando assumiram o governo detinham 72% de aprovação,e  na mais recente pesquisa, caíram para 45%. E ainda pior, quase a metade dos consultados - 40%, desaprovam a maneira como vem sendo conduzida as negociações com os credores.

Como os dados recentes vem demonstrando, a economia na zona do euro vem melhorando sensivelmente, tornando o caso grego cada vez menos uma ameaça para a Europa. O ECB está preparando um outro golpe de esquerda, no já combalido sistema financeiro grego, ao aumentar o volume de garantias necessárias para que os bancos desse país, possam ter acesso as linhas de crédito da autoridade europeia.

A pressão continua a aumentar de forma exponencial, de um lado a população grega que detêm alguma economia, está sacando dos bancos gregos e colocando os euros, ou debaixo do colchão ou mandando para outros países, como pode-se verificar abaixo.

Para poderem se financiar, os Bancos gregos dependem do ECB, único herói obrigado a dar liquidez. Acontece que são necessárias a colocação de garantias de títulos e como os saques aumentam, e o ECB está aumentando a proporção dessas garantias, os títulos dos bancos estão em queda livre, gerando um ciclo vicioso.


O gráfico acima, é o preço do título com vencimento em 5 anos, do maior Banco grego. Agora vale praticamente a metade de seu valor, indicando o pré-anúncio da quebras de bancos.

Sem ser um especialista em política, me atrevo a dar duas razões do insucesso da dupla grega: Primeiro, segundo Maquiavel, o mal se faz de uma só vez, assim se eles pretendiam dar o calote, já o deveriam ter feito; segundo que não se atentaram a um detalhe muito importante, que mais de 80% da população grega não quer sair do euro.

No post Grécia-missão-impossível, fiz um comentário logo que o governo de esquerda tomou posse, onde enfatizei a impossibilidade do programa imaginado pela dupla pop-star. Agora eles se encontram como um lutador de box nas cordas, levando socos de direita e de esquerda, prontos para serem nocauteados.

No post China-sinais-divergentes, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...Vou manter minha recomendação de compra, sem muita convicção, mas vale o risco. O intervalo é entre US$ 1.182 - US$ 1.172 e o stoploss continua o mesmo US$ 1.135...O metal negociou na mínima de US$ 1.183, muito próximo do limite superior que eu sugeri - US$ 1.182. Depois disso, ameaçou subir, mas sem muita força e agora encontra-se a US$ 1.197.


Vou manter minha recomendação de compra, com as mesmas observações anteriores, porém com uma pequena alteração, fixando o preço de compra em US$ 1.172. Estou apostando numa formação da correção em curso, que deveria levar os preços a esse mínimo, mas não posso descartar que poderá reverter antes disso. Depende de você, se quiser arriscar US$ 10 a mais, ou comprar um pedação em cada nível, fica a seu critério. Em correção, é possível diversos tipos de movimento, não existindo uma determinada preferência, todos são equiprováveis.

 O SP500 fechou a 2.107, com alta de 0,51%; o USDBRL a R$ 3,007, com queda de 1,35%; o EURUSD a 1,0724, com queda de 0,76%; e o ouro a US$ 1.187, com queda de 1,22%.
Fique ligado!

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