Inflação: A Revanche

15 de fevereiro de 2016

Feliz 2016

Diz-se que o ano no Brasil começa depois do Carnaval. Existe um pouco de fantasia nessa afirmação, mas com certeza no trânsito ela é verdadeira, hoje pela manhã já havia 500 km de congestionamento. Coincidentemente, o ano novo Chinês também começa hoje, é o ano do macaco.

Segundo a tradição: ..."o ano do macaco traz a humanidade, a busca por novas atitudes e mudanças de comportamento, desde que consigamos seguir nossos instintos, buscando novos horizontes para nossas realizações"... ..."a energia do macaco, traz o favorecimento do contato social, otimismo, alto astral e a necessidade de irmos a "galope", desta forma, uma tendência à impaciência, algo que este ano deve-se aprender a superar"... Acho que não se aplica ao Brasil!

Os mercados chineses permaneceram fechados na semana passada, em função das comemorações do ano novo, e havia muito receio como seria o pregão desta última madrugada. A bolsa de valores, abriu com uma queda próxima a 3%, depois recuperou-se durante o pregão para fechar com uma leve recuo de 0,63%. Uma vitória, haja visto a volatilidade recente.

As mais recentes informações sobre as reservas chinesas apontam para um fluxo sistematicamente negativo. As preocupações têm crescido, uma vez que, boa parte desta saída refere-se aos chineses buscando investir no exterior. Basta fazer uma conta simples, se cada Chinês resolver mandar US$ 1.000, as reservas atuais podem se exaurir rapidamente - $ 1.000 x 1,3 bilhões = US$ 1,3 trilhões.

É bom que o governo não brinque muito de mexer no câmbio, o ideal é que a desvalorização seja de uma forma lenta.

Um outro ponto que vem deixando o mercado preocupado é a evolução das exportações chinesas. Os dados publicados relativos a dezembro último apontam para uma queda de 6,6% em bases anuais, enquanto as importações ficaram com uma queda de 14,4%. Todos estes resultados estão expressos em Yuan, se esses valores fossem expressos em dólares, o quadro parece pior, conforme gráficos a seguir.

Entretanto, a contra partida, é um superávit que alcançou a cifra recorde de US$ 63,3 bilhões, contribuindo marginalmente no acúmulo de reservas.


Temos assistido uma situação semelhante nos países emergentes, queda nas importações e exportações, com mais destaque nas primeiras. Que país não gostaria de ver seu saldo comercial subindo, graças ao aumento das exportações, superior ao das importações? Mas não é isso que vem acontecendo, o superávit tem sido obtido, principalmente com a queda das importações. Melhor isso, que um déficit, afinal, quem não tem cão caça com gato, ou melhor, com macaco! Hahaha...

Chegou o dia, vou comentar sobre o ouro. No post de sexta-feira, fiz um breve comentário sobre o metal baby-busters: ..."No gráfico abaixo apontei o que denominei de zona "quente". Caso o ouro adentre nesta zona, aumenta a confiança de US$ 1.045 ser considerado um mínimo, pelo menos de curto prazo"... Embora seja feriado hoje nos USA, o ouro está caindo US$ 28.
Eu fui criticado por alguns leitores, que estavam com a visão correta que o ouro iria subir. No post acima, reconheci meu erro de não ter usado o sinal técnico. Muito bem, o que fazer daqui em diante? Não vou entrar loucamente na compra só porque perdi o primeiro bonde. Espero ele parar (o bonde) e entro!

Minha sugestão é comprar o metal a US$ 1.190, com um stop a US$ 1.140. Notem que, com o aumento da volatilidade, os stop ficam maiores em termos percentuais, levem isso em consideração quando definirem o tamanho de suas posições. 

Eu normalmente, vejo qual é o montante que estou disposto a perder, e depois defino o tamanho da posição. Por exemplo:

100 oz de ouro = US$ 1.190 x 100 = US$ 119.000
Prejuízo potencial do stoploss = U$ 50 x 100 = US$ 5.000
Se este valor for muito elevado para esse trade, e pretende no máximo arriscar U$ 1.000, você deve comprar o equivalente a 20 oz.

Se o ouro ultrapassar os US$ 1.265, existe uma chance de que  US$ 1.045 tenha sido o mínimo, e que deva subir daí em diante. Mas certeza só saberemos com o passar do tempo, em função do "shape" da alta. Caso não ultrapasse o nível acima e volte a cair, pode ser pesado, pois muitas das posições vendidas foram liquidadas, ou stopadas, além de vários investidores que entraram comprando, acreditando numa alta.  "Let´s the market speak!".

As bolsas americanas ficaram fechadas, o USDBRL fechou a R$ 3,9932, com baixa de 0,23%; o EURUSD a 1,1151, com baixa de 0,95% - foi liquidado nosso trade dessa moeda, com ganho de 1,83%; e o ouro a US$ 1.209, com queda de 2,32%.
Fique ligado!

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