Inflação: A Revanche

4 de fevereiro de 2016

O mercado parece uma barata tonta

Muitas dúvidas pairam sobre o mercado nas últimas semanas, das quais posso listar: O que está acontecendo na China? Por que a queda do petróleo está afetando as bolsas? O FED agiu corretamente ao elevar os juros? Os USA está realmente numa trajetória de crescimento? Existe algum risco nos bancos que não se conhece? O mundo vai escapar da deflação? É, não são poucas...

Ontem foram inúmeras as oscilações de um lado para outro, durante todo o dia. Só a título de exemplo, veja a variação do índice Dow Jones da bolsa americana.
Um dos fatores que contribuíram para estes movimentos foi o anúncio do PMI  de serviços  Purchasing_Managers_Services, que veio abaixo das expectativas. Por outro lado, o ADP - uma prévia dos números de emprego a ser publicado amanhã, veio acima das expectativas.
Por outro lado, a empresa de pesquisa, Strategas Research Partners, acompanha a criação de emprego em função das condições de crédito da economia, que está ficando mais apertado, apontando para um sinal negativo no emprego. As companhias, ao ter seu crédito diminuído, tendem a postergar suas contratações.
A respeitada empresa de consultoria Gavekal, publicou um relatório buscando identificar os motivos de tamanha divergência nos mercados. Levantou a hipótese que, o problema pode estar no mercado de derivativos cujo montante é gigante - US$ 700 trilhões!

Esse é um tema que vem à tona sempre que o mercado fica muito volátil, e o motivo é simples, os bancos são intermediários desses contratos, ou seja, em situações normais de temperatura e pressão, um cliente ganha e o outro perde, valores que podem ser cobertos pelas garantias dadas em ambos os contratos.

Na crise de 2008, vocês devem lembrar do caso AIG, que emitia apólices de seguro para os empréstimos imobiliários, contando que, pela grande diversificação de mutuários, era um bom negócio. O único risco era uma queda expressiva dos preços dos imóveis que nunca havia acontecido, mas dessa vez, aconteceu. Se não tivesse a intervenção do governo, vários bancos teriam quebrado.

O Deutsche Bank tem sofrido perdas nos últimos anos e há alguns dias anunciou um prejuízo recorde de 7 bilhões de euros, originando uma troca de CEO e várias ações de cortes de custos. Mas o que realmente assusta, é a sua posição no mercado de derivativos - US$ 64 trilhões! A maior exposição entre todos os bancos.
Aí pode estar uma das explicações para tamanha volatilidade, pois o novo Presidente ao ver essa posição, não deve ter ficado nada calmo. Será que ele mandou diminuir essas posições? Seria no mínimo prudente!

No post fed-roda-em-falso, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...No gráfico acima apontei o que denominei de zona "quente". Caso o ouro adentre nesta zona, aumenta a confiança de US$ 1.045 ser considerado um mínimo, pelo menos de curto prazo...
E isso acabou acontecendo, o ouro está entrando na zona "quente". Mas ainda não estou convencido, para dizer a verdade, com as quedas que o dólar vem sofrendo nesta semana, a reação do metal deveria ter sido mais forte.
Anotei no gráfico acima a alta do ouro desde a última atualização - US$ 25, ou seja 2,25%. É muito pouco comparado aos outros ativos. Vou continuar observando por enquanto.

Duas atualizações rápidas, primeiro o real caiu abaixo do nível de R$ 3,96 - 3,91, agora existem algumas possibilidades que devo comentar amanhã. Em relação ao euro, atualizem o stoploss para o nível de entrada 1,0950.

O SP500 fechou a 1.915, com alta de 0,15%; o USDBRL a R$ 3,882, com queda de 0,15%; o EURUSD a 1,1206, com alta de 0,93%; e o ouro a US$ 1.155, com alta de 1,10%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário