Inflação: A Revanche

2 de fevereiro de 2016

A economia da felicidade

Hoje o noticiário de jornal concentrou-se em dois fatos políticos, internacionalmente as prévias para escolha dos candidatos à Presidencia, nas eleições do final deste ano, e a abertura do Ano Judiciário no Supremo Tribunal Federal. Vou começar por este último, onde Janot ficou lado a lado a Eduardo Cunha. As fotos publicadas já dizem tudo, é o cordeiro ao lado do lobo! No âmbito internacional, O Senador Ted Cruz venceu o perigoso candidato Donald Trump, que vem realizando uma campanha polêmica, para dizer pouco. Do lado dos democratas, Hillary Clinton ganhou com pequena margem Bernie Sanders.

Esta disputa aconteceu no estado de Iowa, que historicamente aponta com boa chance o futuro Presidente dos USA, conforme pode ser visto no quadro abaixo. É verdade que, New Hampshire é onde a probabilidade fica mais evidenciada.

 
Mas o assunto de hoje é sobre uma reportagem publicada pelo Wall Street Journal, sobre a preferência de consumo da geração Milennials, jovens nascidos entre 1980 e 2000 e o seu impacto na bolsa americana.

Alistair Owen, um engenheiro de 28 anos, coloca a maior parte do seu salário para o que ele denomina de fundo de viagens e estilo de vida:..."Eu não estou economizando nada para comprar qualquer coisa, eu prefiro sair para jantar em um lugar agradável, pagar uma roda de bebidas num PUB, ou explorar uma nova área do mundo"... Lazer, ações relacionadas com viagem, incluindo bares, companhias aéreas e pizzarias, já superou as ações das empresas varejistas, que tendem a ter uma boa performance quando a confiança sobe depois de crises financeiras.

Uma empresa de pesquisas mercadológica, Harris Poll and Eventbrite Inc., revelou dados comprovando essa mudança social, um mercado online para vendas de ingressos, mostrou que 78% da geração milênio preferem pagar para uma "experiência", ao invés da compra de bens materiais. 82% disseram ter ido a um show ao vivo.

Segundo o Professor de economia, Andrew Oswald, diz que os jovens atuais sentem que já possuem o suficiente: ..."As pessoas estão desejosas de experiencias e não em itens"... Suas pesquisas baseiam-se no que denomina a economia da felicidade.

O sacrifício para toda esta "felicidade" é a poupança. Com os salários em declínio, apenas 34% de toda a geração milênio mundial, dizem ter poupado recursos suficientes, de acordo com a pesquisa da empresa Nielsen sobre estilo de vida. Eles também não estão interessados em adquirir os mesmos bens que seus pais compravam. Por exemplo, a compra de um carro é prioridade somente para 15%. O mesmo número se aplica para compra de uma televisão, e somente 10% na compra de uma bolsa de marca.

Estas mudanças parecem ser consistentes com o que presenciamos em nosso dia a dia. O Facebook, Instagram e princialmente o Snapchat, o preferido pelos jovens, já identifica o caráter imediatista deste grupo etário. Seria razoável supor que, ao iniciar a sua vida profissional, suas preferências de consumo fossem diferentes da geração de seus pais.

Eu não tenho condições de avaliar, do ponto de vista sociológico, quais as razões para este caminho da busca da felicidade imediata. Mas do ponto de vista financeiro, acho uma temeridade. A vida é composta de várias fases, infância, adolescência, juventude, maturidade e velhice, e é fundamental que se faça uma poupança para que na fase final, onde a obtenção de receitas através do trabalho não é mais possível, possa-se aposentar com qualidade. Ao não se preparar para essa fase mais adulta, e considerando o aumento na expectativa de vida, nossos jovens estão fadados a uma velhice que, na melhor das hipóteses, ficarão dependentes de terceiros, colocando sua estabilidade mental em grande risco!

Eu percebi que faz alguns dias que não comento sobre o euro, e os motivos vocês saberão logo a seguir. Mesmo tendo que só "bater o ponto", sei que alguns leitores acompanham a evolução da moeda única. No post risco-de-uma-Argenzuela: ...O retângulo em vermelho é a oscilação máxima ao que o euro esteve sujeito - entre 1,07 - 1,105, desde a pisada no tomate do Super Mário na reunião do ECB de dezembro. Com toda a agitação que o mercado financeiro vem experimentando nestes últimos 30 dias, a moeda única parece com o personagem Kevin no filme esqueceram de mim! Hahaha... A área em verde poderia ser chamada de "terra de ninguém", enquanto estiver contido neste intervalo 1,05 - 1,105, somente apostas de tiro curto. Vamos focar mais nos outros mercados....
Realmente o euro não quer saber de nada, ameaçou cair e subir nestes últimos dias e permanece com suas cotações dentro de um intervalo bem apertado, entre 1,08 - 1,09.
Mas parece que não vai durar muito, como pode-se verificar no gráfico acima, um triângulo está se formando no curto prazo, e seu rompimento é eminente. Como vocês já devem conhecer, a maior chance é que seja no sentido do movimento que antecede, que neste caso é de alta. Assim vou propor um trade de compra de euro, caso a cotação ultrapasse  a linha verde superior - >1,095, com stop a 1,08.

- David, se você calcula que é mais provável subir, e o euro agora está em 1,09, por que não compra agora?
A chance de alta é maior, normalmente 67%, mas existem 33% de chance de queda. Como dependemos desta situação específica, pode dar zebra. Prefiro então, aguardar o rompimento.

Este é um trade de curto prazo, como citei acima, pois somente acima de 1.105, ou abaixo de 1,05, um movimento mais consistente poderá estar ocorrendo. Ele é um aperitivo! Hahaha...

O SP500 fechou a 1.903, com queda de 1,87%; o USDBRL a R$ 3,9882, com alta de 0,68%; o EURUSD a 1,0919, com alta de 0,30%; e o ouro a US$ 1.128, sem alteração.
Fique ligado

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