Inflação: A Revanche

29 de fevereiro de 2016

O Brasil na Liderança

Qualquer um que esperava que, a reunião do G20 deste final de semana rendesse alguma forma de "Shanghai Accord" para reavivar o crescimento global lento, puxar a economia global fora da crise de deflação e acalmar os mercados nervosos, com angustiantes aumento de volatilidade nos dois primeiros meses do ano, ficou decepcionado.

O comunicado conjunto emitido pelos formuladores de políticas ao final da reunião de dois dias é fraco e genérico, com repetições de promessas vazias em evitar desvalorizações cambiais competitivas e manter políticas monetárias destinadas a apoiar a atividade econômica e estabilidade de preços.

Os representantes de cada país se comprometeram à "consultas estreitas" nos mercados de câmbio, uma referência presumivelmente para o movimento do BC Chinês em 11 de agosto, executado de forma atabalhoada.

A declaração também "reconhece" o fato de que os riscos geopolíticos são abundantes, e acrescenta uma potencial ameaça da Inglaterra abandonar a zona do euro, conhecido como o 'Brexit'.


..."Os riscos de baixa e vulnerabilidades aumentaram"..., devido aos fluxos de capitais voláteis e commodities em queda. Mas o que realmente surpreendeu foi a declaração que: ..."A política monetária sozinha não pode levar a um crescimento equilibrado"...

O que?! Os mercados acreditavam que os ajustes keynesianos anticíclicos eram o remédio mágico. A cura para tudo, que suaviza os ciclos de negócios e criava demanda do vento. Agora vocês estão nos dizendo que não podem realizar um crescimento equilibrado!

..."A recuperação global continua, mas permanece desigual e fica aquém da nossa ambição para um crescimento forte, sustentável e equilibrado".., o comunicado continua, em uma avaliação bastante austera da econômica. ..."Apesar de reconhecer esses desafios, no entanto, a magnitude da recente de volatilidade dos mercados não refletem os fundamentos da economia global "...

Previsivelmente, todos recomendam o uso da política fiscal para salvar as economias, o que equivale a uma admissão tácita de que os bancos centrais falharam. ..."Os países irão usar a política fiscal de forma flexível para reforçar o crescimento, a criação de emprego e a confiança, reforçando simultaneamente a resiliência, e assegurar que a dívida em percentagem do PIB, esteja em num caminho sustentável"...

Assim os países, de alguma forma, deveriam adotar políticas fiscais expansionistas sem recorrer ao financiamento do déficit por meio de vendas de dívida.

Para encurtar a história, não há um "Shanghai Accord" parecido com o Plaza Accord de 1985, entre os Estados Unidos, França, Alemanha Ocidental, Japão e Reino Unido, que concordaram enfraquecer o dólar para elevar o déficit comercial dos Estados Unidos e estimular o crescimento econômico. Tudo o que se têm entretanto é uma afirmação genérica e promessas vazias.

Agora, se a solução é através de déficit público, o Ministro das Finanças, Nelson Barbosa não deve ter tido sossego, afinal neste quesito somos experts! Talvez isso possa gerar um pouco de credibilidade em nossa política econômica, pois já estou vendo o "cumpanheiro" esbravejar que ele é f#&a, pois prevendo que, o mundo cairia nessa armadilha, ele se antecipou gerando déficit público crescente. Isso tudo justifica ainda os excessos, como uma corrupção aqui e outra lá, nada grave. O intuito era garantir que a economia brasileira não entrasse em depressão. 

Para um psicopata como ele pode até se convencer desses argumentos. Cuidado! Hahaha...

Desde que eu expliquei os motivos do Mosca ter escolhido seu tema para 2016 US$-The return?, não fiz nenhuma atualização. Naturalmente, como vocês visualizarão a seguir, não tinha muitos motivos. Como todos os outros mercados, o DXY estava indeciso.

No post, elenquei três possíveis cenários: "Brochou"; "By the books" e "Behind the Curve". 


Depois de o DXY ,durante janeiro e meados de fevereiro, ter ensaiado uma queda, nas últimas duas semanas ele vem recuperando parte do terreno e aproxima-se do nível importante  de 100,50. Além do mais, parece estar formando um triângulo, conforme os contornos em vermelho que tracei acima, o que é precursor de uma alta neste caso. 

- David, então compra meu!
Acho até um bom risco, mas tiraria a atenção dos outros mercados que estamos acompanhando. Se quiser, pode tentar uma compra nestes níveis atuais de 98,30, com um stop a 95,50. Mas a preferência maior seria aguardar o rompimento, que poderá ter consequências em todas as outras moedas, exceção claro do Yuan, que depende exclusivamente do BC daquele país.

O SP500 fechou a 1.932, com baixa de 0,81%; o USDBRL a R$ 4,0145, com alta de 0,55%; o EURUSD a 1,0879, com queda de 0,48%; e o ouro a US$ 1.238, com alta de 1,31%.
Fique ligado!

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