Inflação: A Revanche

17 de fevereiro de 2016

Os Filhos do trabalho

Hoje o assunto não será sobre economia. Eu uso este espaço também para comentar sobre passagens da minha vida profissional, afinal não somos robôs, ainda! Hahaha...

As pessoas passam pelo menos metade de sua vida no trabalho, e a outra metade com a família e com suas relações pessoais, eu subtraí o período de sono. Assim, é de suma importância que você ame seu trabalho. Tanto o que faz e com quem faz.

No decorrer de sua carreira e assumindo certa dose de sucesso, é natural que você tenha que comandar uma equipe, os seus colaboradores. É a partir daí que seu sucesso dependerá de habilidades que não se aprende na escola. Manter a equipe motivada é fundamental para que seus objetivos sejam cumpridos, não existe manual.

Outro dia, eu enumerei os vários locais em que trabalhei, e durante meus 40 anos, foram 9 empresas, uma média de 4,4 anos de permanência. Nos padrões atuais parece um período longo, uma vez que, a rotatividade hoje é bem superior. Durante esse tempo, tive centenas de colegas e colaboradores.

No meu entender, o sucesso profissional não deve ser medido somente pelos cargos que ocupou ou patrimônio acumulado, mas também como seus "filhos profissionais" se sucederam. Eu denomino essa relação hierárquica como a de uma família, afinal é provável que você conviveu mais tempo com eles do que com seus próprios filhos. Não é a mesma relação é obvio!

Nesse quesito tenho recebido várias boas notícias ultimamente. Em encontros fiquei sabendo que, vários dos meus "filhos" ocupam posições de destaque como: sócios de empresa de gestão financeira, administrador de fundos de um grande banco estrangeiro, Diretor do Private Bank entre os três maiores bancos do mundo, CEO de grande companhia e etc... Posso dizer que é a mesma sensação que a de um filho quando é contratado numa empresa top.

Ontem foi um desses dias especiais para mim, na semana passada um de meus ex-colaboradores marcou um almoço. Depois de passar parte do tempo relembrando os momentos que trabalhamos juntos e atualizando outros assuntos, ao final do almoço ele pediu a palavra e bastante emocionado disse: "Quero te agradecer por tudo o que fez para mim, aprendi muito com você", e não bastasse isso, ainda me ofereceu um presente. Fiquei muito emocionado, lógico que gostei da lembrança, afinal quem não gosta de um mimosinho? Mas a sua atitude não tem preço, só uma pessoa generosa poderia agir assim.

Depois de ficar literalmente "vendido" na linguagem de mercado, pensei o que realmente eu pude ensinar a esse colega. Certamente não foi graças a minha experiência uma vez que, como foi no início de nossas carreiras, o que eu eventualmente acumulei a mais? Quanto a formação, ambos somos engenheiros formados pela mesma escola. O que seria então? Imagino três pontos podem ter feito a diferença:

1) Entusiasmo - Eu posso dizer que adoro meu trabalho, para mim trabalhar é um prazer e não uma chatice. Acredito que essa motivação era transmitida a meus colaboradores.

2) Excelência - Sempre busquei ficar entre os primeiros em tudo que faço, assim, sou muito exigente comigo e com que esta ao meu redor. Como comentou esse colaborador, um ambiente de igualdade imperava, não tinha, "eu sou o chefe, faz assim!" Ao mesmo tempo, reconhecia e comemorava nossas vitorias. Trabalhar era "having fun" como diz Bill Gates.

3) "Commitment" - Várias vezes fui muito duro com meus colaboradores, as vezes até demais. Mas que ninguém de outra área viesse fazer a menor critica a eles, virava uma fera. Se havia alguma reclamação, ou eles fizessem algo errado, que falassem comigo, eu assumia toda culpa. Essa atitude dava tranquilidade para que agissem da melhor forma, sem constrangimentos e medo de errar.

Acho que é isso em essência. Fui um profissional para meus "filhos do trabalho" com as mesmas limitações que um paí tem,  podendo indicar os caminhos, dar minhas opiniões, mas daí em diante, não dependeria mais de mim. Os méritos são todos deles!

O SP500 recuperou-se nos últimos quatro pregões, a impressão é que agora vai. No post Europa-se-recupera-na-moita, fiz os seguintes comentários: ...Embora não se possa afirmar com segurança se o SP500 completou uma correção ao cair até 1.810, ou se ainda esse processo continua em andamento... ...O nível que deve-se redobrar a atenção é 1.810. Na alta, acima de 1.970, dará sinais de mais estabilidade... Desde essa última atualização, a bolsa chegou a cair marginalmente abaixo daquela mínima e voltou a se recuperar, como mostra o gráfico a seguir.

Não dá para confiar nem num sentido, nem no outro. Antes de ultrapassar o nível de 2.000 para cima, ou 1.810 para baixo, é como andar num campo minado, você compra e de repente estoura uma bomba. Eu sei que vocês não gostam da indefinição, mas I´m sorry!

Já o Ibovespa, hoje ultrapassou a máxima do inicio do mês, sendo assim, atualize o stoploss para 39.000, o que garante um lucro que dá para pagar um cafezinho na esquina! Hahaha...

O SP500 fechou a 1.926, com alta de 1,65%; o USDBRL a R$ 3,9819, com queda de 2,18%; o EURUSD a 1,1130, com queda de 0,10%; e o ouro a US$ 1.207, com alta de 0,65%.
Fique ligado!

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