Inflação: A Revanche

12 de fevereiro de 2016

Baby busters

Não bastasse o descontrole das contas públicas nacionais que rumam novamente a um déficit este ano, o desenrolar do caso Lava Jato que revela a cada dia novos participantes, o governo enfrenta também, um aumento nos casos de dengue em ritmo exponencial, cujo crescimento no último ano foi de 48%, muito superior à taxa SELIC!

Segundo os especialistas, esta alta precoce reforça a possibilidade de nova epidemia em 2016. O noticiário tem feito uma cobertura extensa sobre o assunto, indicando como pode se evitar sua proliferação. Mas é consenso que a única forma de combater será a descoberta de uma nova vacina, cujo prazo estimado é de três longos anos, mesmo prazo que falta para a nova eleição para Presidente.

A negligência do governo na área de saúde, bem como os costumes de falta de limpeza da população, tornaram um campo propício para o Aedes aegypti se desenvolver. Foi tão bom, que a ele devem-se múltiplas categorias de infecção: dengue, zika e chikungunya. É um mosquito polivalente!

Embora a mais perigosa seja a dengue, é o zika que se tornou mais popular. O motivo é que se uma mulher grávida é picada, aumenta a chance de seu bebe nascer com microcefalia, que é uma condição neurológica rara, em que a cabeça e o cérebro da criança é significativamente menor do que a de outras da mesma idade.

Várias reportagens mostram o desespero das mulheres que se encontram grávidas, com receio  de serem infectadas, com toda a razão.

As mulheres dizem que este período de suas vidas é especial, cheio de alegria e esperança, e agora é vivido com medo e tensão. Os psicólogos dizem que o feto desde cedo já é impactado pela situação de sua mãe gestante. Reforçam que uma gravidez tensa acaba tendo reflexo na vida da criança. Se isso é real, com certeza esses bebes nascerão com trauma.

Depois da segunda guerra mundial, período que o mundo viveu as amarguras com poucas esperanças, logo após o seu término, aconteceu um movimento denominado de baby boomers, onde a taxa de natalidade elevou-se acima da média.

É razoável supor que as mulheres nos próximos anos tentarão evitar gravidez, pois esse problema tenderá a piorar. Dependendo do prazo que a vacina for desenvolvida, e esperamos que isso aconteça o mais breve possível, um estado de pânico poderá se instalar por aqui, um efeito baby busters. O inverso do que ocorreu no passado, com queda da taxa de natalidade.

A Presidenta Dilma enfrenta uma série de problemas em seu governo, é verdade que a maioria deles foi fruto da gestão desastrosa e corrupta que o seu partido político, o PT, implementou. Mas, além disso, outros fatores exógenos têm contribuído para piorar ainda mais a sua situação, como a ameaça vinda do exterior, e agora o Zika vírus.

Eu não sou muito supersticioso, mas assim como aquele imóvel que qualquer negócio que se abre não dá certo, com a Dilma acontece algo parecido. Ela é pé frio, está zikada! Hahaha...

O ouro subiu substancialmente esta semana. Fiquei surpreso. No post o-mercado-parece-uma-barata-tonta, fiz os seguintes comentários: ..."No gráfico abaixo apontei o que denominei de zona "quente". Caso o ouro adentre nesta zona, aumenta a confiança de US$ 1.045 ser considerado um mínimo, pelo menos de curto prazo"...


..."E isso acabou acontecendo, o ouro está entrando na zona "quente"... Mas não acreditei que fosse ultrapassar, pelo menos agora, o nível de US$ 1.200, mas passou! Errei por não ter usado o sinal dado pela análise técnica. Mais uma vez, o julgamento atrapalhou!

Não vou analisar hoje o ouro, pois não temos posição e não sou comprador nestes preços, aguarde para a próxima semana post sobre o assunto.

Vou comentar sobre o euro, onde temos uma posição comprada. No post a-economia-da-felicidade, propus a compra do euro: ..."Assim vou propor um trade de compra de euro, caso a cotação ultrapasse  a linha verde superior - >1,095, com stop a 1,08"...


No curto prazo existem algumas hipóteses que gostaria de dividir com vocês, veja a seguir:


No curto prazo o movimento parece estar ficando "cansado", mas provavelmente ainda existe uma mini-alta até 1,14 - 1,145 (A). Se isto acontecer liquide a posição. Depois disso, um período de correção deverá acontecer levando o euro até a região de 1.105 - 1.11. Como vocês podem ver no gráfico, fico em dúvida quanto ao movimento seguinte. Mas vamos deixar isso de lado por enquanto.

Eu ajustei o stoploss ontem para 1,115. Se quiser ser mais conservador, poderia vender metade da posição nos níveis atuais de 1,1270 e com a outra metade buscar este 1% a mais, it´s up to you. Eu vou aguardar, mas não esqueçam que estou com o gatilho na mão.

No médio e longo prazo, o jogo não está definido, conforme o post euro ainda os dois cenários estão abertos. Uma nova queda abaixo de 1,045 ou uma continuidade desta alta. Por enquanto vamos ficar no curto prazo.

O SP500 fechou a 1.864, com alta de 1,95%; o USDBRL a R$ 4,00, com alta de 0,20%; o EURUSD a 1,1256, com queda de 0,57%; e o ouro a US$ 1.238, com baixa de 0,65%.
Fique ligado!

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