2018: Vestibular Político

2 de outubro de 2017

CataExit


Nesse final de semana os cidadãos da Catalunha votaram se estão a favor ou contra uma eventual separação da Espanha. Mesmo sendo considerado ilegal pelo parlamento espanhol, com uma votação de 2,3 milhões de votos contra um total potencial de 5,0 milhões, Jordi Turull, conselheiro da Presidência e porta-voz da Parlamento da Catalunha, declarou que os 2 milhões de votos a favor, eram suficientes para aprovar a separação.

O gráfico a seguir apresenta uma figura diferente quanto a aprovação pela independência, levado pela melhora significativa da atividade econômica. Talvez este tenha sido o maior erro do primeiro Ministro Mariano Rajov ao declarar ilegal a votação.


Durante cinco anos, o governo nacional da Espanha e a região da Catalunha estão discutindo a independência desse último. E parece cada vez mais, que nenhum dos lados pretende parar antes do momento de impacto.

Outro fator econômico que mostra uma melhora relativa dessa região em relação a outras regiões econômicas, é a taxa de desemprego, embora o país ainda luta com elevados níveis de desemprego.


O governo espanhol vai considerar usar todos os meios à disposição para defender a lei na Catalunha, disse o ministro da Justiça, elogiando a polícia por sua ação "exemplar" em defesa da constituição.

O déficit da região da Catalunha mostra uma fraqueza na arrecadação desse estado, o que denota um desajuste, haja visto que, deveria ter uma situação fiscal melhor.


O primeiro-ministro Mariano Rajoy parece apostar em sua resposta a uma crise ainda crescente depois que os líderes em Barcelona sinalizaram que podem declarar a independência, dentro de alguns dias, para a região que constitui cerca de um quinto da produção econômica espanhola. Perguntado se ele consideraria ativar uma cláusula constitucional para suspender a autonomia regional da Catalunha, Rafael Catala disse que o dever do governo era "consertar problemas" e garantir a prevalência do estado de direito.

Em função do seu déficit, a dependência da Catalunha em relação ao governo central é enorme, praticamente 70% de sua dívida é financiada pelo governo central. A separação teria um fator imediato de desvalorização dessa dívida, uma vez que, poucos investidores se aventurariam a comprar os papéis dessa nova República.


A Unidade Europeia se recusou a atender solicitações catalãs para o reconhecimento, argumentando que a questão é doméstica ao governo espanhol, afirmando que uma Catalunha independente ficaria fora do bloco. O porta-voz do governo espanhol, Inigo Mendez de Vigo, disse que a UE nunca apoiaria a independência catalã porque significaria "uma bagunça de proporções gigantescas".

A crise catalã já causou problemas mais amplos para os esforços de Rajoy para dominar a Espanha como chefe de um governo minoritário que depende do apoio dos partidos regionais para que a legislação seja aprovada.

Rajoy está lutando com a maior crise constitucional de seu país desde a morte de Franco em 1975. O acordo político deu às administrações regionais o controle de áreas como saúde, educação e, no caso da Catalunha, a polícia, dentro de um sistema centralizado de coleta e distribuição de receitas fiscais. Muitos catalães queixam-se de obter um acordo bruto desse sistema.


Rumo a um governo minoritário, Rajoy está lutando para manter sua autoridade como aliados descolados no parlamento nacional e seus funcionários lutam para fazer cumprir a lei na região rebelde. Embora uma declaração de independência não tenha força legal, e provavelmente não será reconhecida pela comunidade internacional, constituirá um desafio histórico para a autoridade do governo espanhol e das instituições do Estado.

Mas, deveríamos ficar surpresos com mais essa separação? Mesmo não conhecendo nada da política espanhola, nem dos problemas mais importantes que lá acontecessem, considero esse mais um caso do momento global que vivemos, a radicalização. Esse movimento tão comentado em meus posts ultimamente tem se materializado um aqui, outro acolá. Os cidadãos estão menos complacentes e pouco propensos a ceder, criando uma polarização, ora com um viés de direita, ora com um viés de esquerda.

Quando a tempestade se aproxima pouco temos a fazer que não nos proteger, no meio do furacão não dá para esperar racionalidade, o melhor é nos proteger dessa onda. Quem sabe, daqui a pouco teremos um movimento SPExit! Hahaha ...

No post merkel-ganhou-mas-nao-levou, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ..."Comentei que existe uma chance de acontecer uma nova mini alta antes da queda que estou visionando” ... ...” No gráfico abaixo de prazo mais curto prazo, demarquei a formação de um possível triângulo que em 2/3 dos casos tende a romper para cima neste caso” ...


A mini alta acabou acontecendo conforme minhas suspeitas e o dólar chegou a atingir a cotação de R$ 3,20. Uma análise mais detalhada feita nesse final de semana, abriu uma outra possibilidade que está marcada no gráfico a seguir.

 
Estou trabalhando como cenário básico de queda a partir de agora. O primeiro nível a ser conquistado seria o de R$ 3,10, em seguida o rompimento da linha vermelha, apontada na parte inferior do gráfico. Porém um plano B é possível que levaria as cotações mais próximas de R$ 3,28.

Mesmo no caso B, não significa que o dólar começaria um movimento de alta mais consistente, não com os indícios atuais. Posso garantir isso? Não! Tudo vai depender de como se desenvolveria essa alta. Em função dessa possibilidade, resolvi apostar somente no plano básico acima, desta forma estou reduzindo o stoploss para R$ 3,20 novamente. Não quero ter posições caso o plano B aconteça, e se acontecer, decidimos sem posição depois o que fazer.

O SP500 fechou a 2.529, com alta de 0,39%; o USDBRL a R$ 3,1538, com queda de 0,46%; o EURUSD a € 1,1730, com queda de 0,79%; e o ouro a U$ 1.270, com queda de 0,66%.

Fique ligado!

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