2018: Vestibular Político

27 de outubro de 2017

Persistir no erro é teimosia


Ontem o BCE finalizou sua reunião mensal de política monetária. Suas decisões ficaram muito aquém, para quem acredita que o estimulo dado deva ser retirado, como é o caso do Mosca. Mas nem todos ficaram infelizes, os investidores que tem ações de empresas europeias viu esses ativos subirem 1,27% ontem, o que na volatilidade de hoje em dia é muito.

 
A compra de títulos continuará até setembro de 2018, embora em € 30 bilhões por mês a partir de janeiro - metade do ritmo atual. O corte foi de acordo com as estimativas dos economistas. O BCE se comprometeu a intensificar ou prolongar a compra, se necessário. O BCE também enfatizou que irá reinvestir o produto da dívida vencida por um período prolongado após o término do programa de compra de ativos.

..."Draghi conseguiu ser tão fraco como ele poderia ser no contexto de uma política cada vez mais fraca, e obteve a resposta natural de um euro mais fraco e de ações europeias mais altas"..., Daniel Murray, chefe de pesquisa global da EFG Asset Management.

Dados recentes ressaltaram o fortalecimento da recuperação na economia da área do euro, enquanto a JPMorgan diz que as empresas europeias estão apresentando crescimento de lucros que é o dobro do ritmo de suas contrapartes dos EUA, no terceiro trimestre.

Subir os juros ridiculamente baixo, nem pensar. Deve continuará praticando juros negativos ainda por um bom tempo. Essa decisão teve impacto na expectativa de mercado, e como o gráfico abaixo aponta, a probabilidade de alta de 0,25% no próximo ano é de meros 30%.


Até a Itália, pais de origem do “mini- Mário”, está melhorando, e olha, se tem um local onde a introdução do euro foi mais problemática esse país é a Itália. Imaginem os outros que são mais eficientes, claro que nem preciso mencionar a Alemanha.


O euro também levou uma bordoada é caiu mais de 1%, ativando o trade que propus no post xooo-recessão, com um nível de € 1,1670 e stoploss a € 1,185.

Já nos EUA, o presidente Trump não perde sua característica de imprevisibilidade. Quando parecia que a nomeação do novo comandante do FED estava restrita a dois nomes, ontem ele postou em seu Twitter que a professora Yellen continua na parada. A charge a seguir dá uma pista do nível de juros que será adotado por quem assumir em função da altura de seu comandante.

 
Com chuvas e trovoadas, e olha que não foi brincadeira a violência dos 2 furacões que assolaram os EUA, o PIB cresceu a excelente marca de 3%, acima da expectativa de 2,7% do mercado. No gráfico abaixo marquei os períodos recentes para que vocês notem a diferença do que ocorreu nestes últimos trimestres comparativamente aos anteriores. Uma estabilidade visível contra movimentos mais erráticos no passado.


Juntamente com o PIB é publicado o PCE – medida de inflação usada pelo FED no estabelecimento de usa política monetária, o índice cheio ficou em 1,5% a.a. enquanto o que exclui gasolina e alimentos em 1,3% a.a., ainda bem inferior ao objetivo traçado pela autoridade monetária.

No post manual-para-compra-de-ações, fiz os seguintes comentários sobre os juros de 10 anos: ...” minha sugestão e colocar um trade na alta de juros com um fechamento acima de 2,42%, o stoploss deve ser fixado a 2,27%” ... E esse nível foi rompido nesta semana ativando nosso trade.

Como se pode verificar a seguir, o mercado está “digerindo” este rompimento, negociando próximo do patamar de 2,42%. Isso comprova a importância desse nível, pois caso os juros se enveredem a níveis mais elevados, uma série de ordens de stoploss deverá ser ativada.


Sempre existe a possibilidade de o mercado voltar e sermos executado em nosso stoploss, porém os indicadores que acompanho estão sólidos indicando que a direção é para cima. Como sempre friso, Let’s the market speak!

O SP500 fechou a 2.581, com alta de 0,81%; o USDBRL a R$ 3,2366, com queda de 1,65%; o EURUSD a € 1,1608, com queda de 0,36%; e o ouro a U$ 1.272, com alta de 0,46%.


Fique ligado!

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