2018: Vestibular Político

11 de outubro de 2017

Consulte a cartomante


O próximo ano será cercado de algumas dúvidas que podem ter um impacto importante nos preços dos ativos. No Brasil, saber quem será o próximo Presidente da República seguramente é uma informação preponderante para a carteira de investimento. Aliás, no meu caso, se o próximo presidente for o Lula, vou escrever o Mosca de outra parte do mundo. Internacionalmente, o elemento de maior risco será a execução por parte dos bancos centrais da retirada do excedente de recursos injetados a partir da crise de 2008.

O gráfico a seguir computa o volume total de ativos detidos considerando os maiores bancos centrais, inclusive o brasileiro, num período de 12 meses. Notem que, nos últimos 2 anos, o ECB foi o banco central que mais injetou recursos – em verde. Nesse período houve uma injeção liquida de U$ 2,0 trilhões, que agora está em rota descendente, atingindo a neutralidade ao final de 2018.


O ganhador do prêmio Nobel de economia, Richard Thaler, diz não entender como a volatilidade pode estar tão baixa no mercado de ações. Um dos motivos aceitos pelos investidores é consequência da injeção de liquidez por parte dos bancos centrais. Essas entidades durante o período que sucedeu a grande crise de 2008, agiram sempre que algum risco se mostrava vulnerável. Mas não removeram esse excesso quando a situação se normalizava.

As tendências reais de crescimento e inflação podem ser compatíveis? Depois de todas as medidas americanas estarem na perfeita zona denominada de Goldilocks – nem muito aquecidas nem muito frias - podemos ter passado o ponto em que a inflação estaria em seu ponto mais deprimido.

Os bancos centrais são susceptíveis a supor que, a volatilidade baixa foi um potencial catalisador para a tomada de riscos excessivos antes da crise de 2008. Da mesma forma, os bancos centrais se aproveitarão da menor volatilidade associada ao forte desempenho dos ativos de risco e às condições financeiras mais fáceis, continuando o processo de normalização das políticas que apoiaram a volatilidade. A normalização será feita em um ritmo "gradual" que impede picos perturbadores persistentes, mas apenas enquanto a inflação longa permanece razoavelmente estável.

Temos apenas uma experiência limitada com os efeitos do "estoque versus fluxo" resultante dos resultados do QE. Assistiremos as mudanças de balanço dos bancos central mais importantes do mundo. De uma expansão em 12 meses superiores a U$ 2 trilhões, para uma posição nula até o final de 2018, assumindo que o FED e o BCE atuam de acordo com as expectativas.

Muitos modelos podem ser testados a fim de avaliar o melhor ritmo a se implementar, ou outras mediadas nesse sentido, porém a falta de experiência em situações como essa deveriam gerar uma incerteza nos mercados. Além disso, não existe uma ação coordenada entre os vários bancos centrais com esse propósito “ cada um por si e Deus por todos”!

Ontem dediquei o post para enfatizar a importância do comportamento humano em situações cotidianas, bem como no mercado. Nesses próximos meses essa matéria será testada com muita frequência. Porém o que poderá fazer a diferença entre passar calmamente ou enfrentar um turbilhão será a crença do mercado nesse processo. Por enquanto não demonstra nenhuma preocupação. A conferir!

Quem conhecer uma cartomante de confiança com um bom track record pode marcar uma hora. Se puder fazer somente uma pergunta sugiro: Qual será a volatilidade em outubro de 2018, isso para os ativos externos, e aqui qual no Brasil, qual a cotação do dólar. Se tiver essa resposta mande para o Mosca, vamos ficar ricos! Hahaha ...

Se vocês acham que só o FED errou feio nas suas previsões, vejam a seguir as do FMI em relação ao PIB mundial.


No post condição-insuficiente, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” como apontei abaixo, nosso stoploss no trade que está em aberto é U$ 1.270, e acredito que a chance de execução aumentou significativamente. Desta forma, estou encerrando a posição comprada ao nível atual de U$ 1.295” ...


Conforme minha desconfiança acima se continuássemos na posição seriamos stopados, na mínima chegou a U$ 1.260. A partir daí houve uma pequena recuperação e hoje se encontra muito próximo do nível que abandoamos a posição. O que fazer agora? Nos títulos de 10 anos comentei sobre uma configuração denominada de megafone, que aparece também no metal – veja a seguir em preto.


Uma diferença que existe entre ambas, é que o ouro está no meio do megafone, ficando aberta qualquer direção. Tenho uma leve preferência no sentido de queda, mas nada suficiente para sugerir um trade.

O SP500 fechou a 2.555, com alta de 0,18%; o USDBRL a R$ 3,1722, com queda de 0,22%; o EURUSD a € 1,1857, com alta de 0,43%; e o ouro a U$ 1.291, com alta de 0,23%.


Fique ligado!

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