Inflação: A Revanche

23 de junho de 2016

Brexitttttttttttt....


Quando vocês estiverem lendo o Mosca, já se saberá se a Inglaterra fica ou não no euro. Os mercados desde ontem à tarde estão com uma liquidez bastante baixa, uma vez que, a grande maioria dos bancos tem orientado seus clientes a não tomarem posições até que o resultado seja anunciado.

O banco Barclay´s publicou o que os 6 principais bancos centrais farão, caso o Brexit ganhar o referendo. Para não encher mais sobre esse assunto veja as suas principais ações:

  • Bank of England – Irá cortar a taxa de juros para 0%.
  • BOE – Implementa uma linha de emergência de liquidez.
  • FED – Posterga a elevação dos juros.
  • Bank of Japan – Intervenções esporádicas no yen.
  • Swiss National Bank – Venda agressiva de francos suíços.
  • Swedish Central Bank – Mais medidas de afrouxamento monetário.

E eu, pretensiosamente, incluo mais um banco central.
  • Banco Central do Brasil – Reza! Hahaha....

A maneira em que os mercados reagiram nada disso será preciso, mas como comentei ontem, as pesquisas estavam divididas, e pelo sim, ou pelo não, ficam as dicas deste analista.

Um outro artigo, cujo assunto não é novidade, relata sobre a queda das taxas de juros globalmente. Paul Mortimer-Lee, economista do banco BNP-Paribas, escreveu recentemente suas ideias sobre esse assunto?

Você está preocupado com o mercado de títulos? Talvez devesse ficar. Segundo ele diz, o mercado de títulos não está pintando uma imagem boa para a economia no momento.

"A tendência de queda aparentemente inexorável dos rendimentos dos títulos, parece sugerir um buraco negro, com rendimentos de títulos em quedas constantes, que vem sendo puxado para baixo por uma força gravitacional intensa".

Ele acredita que, em vez de política monetária, o mercado de títulos está refletindo preocupações de curto prazo, como a instabilidade política na Espanha, o referendo no Reino Unido antes de sair da União Europeia, bem como os últimos dados de emprego nos USA. Acrescentando a essas questões, são preocupações de longo prazo que foram arrastando para baixo os rendimentos.

"Parece-nos que os sinais de fraqueza econômica dos EUA estão por trás da mudança de rendimentos dos títulos, junto com a cumplicidade do fracasso da economia chinesa, para responder de forma significativa o grande estímulo dado".

"Estamos atentos para ver se a queda de juros é uma manifestação diferente da turbulência que vimos nos mercados em agosto passado e no início deste ano."




Mortimer-Lee também afirmou que, olhando para frente, as quedas de juros revelam uma tendência preocupante na confiança dos investidores. Rendimentos mais elevados (em teoria) devem refletir as perspectivas de crescimento a longo prazo e a saúde da economia. O fato das taxas estarem baixas, na opinião de Mortimer-Lee, é porque os investidores estão expressando sérias preocupações sobre a estabilidade financeira das economias globais.

Além disso, a tendência das taxas de títulos de longo prazo cairam a níveis próximos dos títulos de dívida de curto prazo, também referido como um achatamento da curva de rendimentos, que também preocupa.

Rendimentos de títulos são inerentemente prospectivas. O achatamento desse diferencial não é um bom sinal, porque sinaliza menos fé nas futuras perspectivas de crescimento e / ou inflação. O Gráfico a seguir expressa o crescimento do PIB dos EUA e o diferencial de juros entre os títulos de 10 anos e 2 anos. Ele parece sugerir uma defasagem de cerca de um ano, entre a mudança na curva e subsequente desempenho do crescimento. Visto por este prisma, o achatamento recente da curva de títulos parece preocupante, uma vez que, pode prenunciar um novo enfraquecimento da atividade nos próximos meses.



A inversão da curva de rendimentos, ou o rendimento de títulos de 10 anos caindo abaixo dos títulos de dois anos, tem sido observado como um dos indicadores mais confiáveis ​​para prever uma recessão nos EUA. Então, como isso está mais próximo de acontecer, os temores de recessão podem borbulhar.

"Os mercados de risco, muitas vezes trata as 'más’ notícias como boas notícias', em que, o enfraquecimento da atividade sinaliza um FED mais acomodativo".

"No entanto, o alcance limitado do FED, tem que lidar com os desenvolvimentos significativamente adversos. Isso deve significar que, uma má notícia seja vista pelo que ela é: Má notícia!

Hoje excepcionalmente não farei nenhum comentário técnico, o motivo é que um resultado adverso do Brexit poderá modificar significativamente as cotações. Além do mais, mesmo que não ocorra mudança, ou seja, a Inglaterra permaneça no euro, ainda existe aquele famoso ditado: ”sobe no boato e caí fato”. Quero deixar registrado também que, se a margem de vitória for muito estreita, tipo 51 x 49, terá um efeito imediato negativo. É uma vitória não convincente.

Vou atualizar o stoploss do ouro a US$ 1.275, preço de entrada da posição.

O SP500 fechou a 2.113, com alta de 1,34%; o USDBRL a R$ 3,3396, com queda de 1,07%; o EURUSD a 1,1381, com alta de 0,77%; o ouro a US$ 1.257, com queda de 0,70%. 



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