Inflação: A Revanche

3 de junho de 2016

E agora Yellen?


A publicação da taxa de emprego foi chocante, ficou muito abaixo do esperado com a criação de 38 mil postos. Além desse dado ruim, as revisões dos meses anteriores também foram reduzidas. Como pode-se ver no gráfico a seguir, esse resultado é o menor desde 2010.



O mais interessante é que a taxa de desemprego caiu para 4,7%, onde deveria ter ocorrido o contrário. Mas qual foi o motivo? O participation rate caiu para um dos menores níveis dos últimos anos, a 62,6%. Isso significa que cada vez mais americanos saem do mercado de trabalho. Agora o que eles fazem para viver, ainda é uma grande incógnita.

Como comentei ontem, existe um impacto relativo à greve da Verizon, mas certamente não justifica tamanha diferença. A reação nos mercados foram imediatas, o dólar está caindo contra todas as moedas, inclusive o real, os juros caindo e a bolsa em leve queda.

O dado de inflação no qual o FED usa para estabelecer sua meta de 2% - PCE, também não vem dando mostras que está subindo. No gráfico abaixo fica claro a diferença entre esse último e o indicador mais conhecido como CPI.



Em épocas passadas isso seria encarado como uma manipulação da autoridade monetária para “esconder” o número real, nos dias de hoje é o contrário. Devem ter se arrependido da mudança de índice!

O mercado, com tudo isso, já praticamente descartou a elevação dos juros em junho, pois além desses dados ruins, a decisão no Reino Unido se ficará, ou não na comunidade europeia, pode ter impactos importantes nos mercados.

A ilustração a seguir mostra o círculo vicioso em que o mercado se encontra atualmente, parece a conhecida frase:  ..."se ficar o bicho pega, se fugir o bicho come"... se aplica bem.



Eu não gosto mesmo de perder e nem pensar ficar em último lugar, nesse caso me dá a garantia que não tenho a menor habilidade, melhor desistir. Então vejam a seguir o gráfico do PMI de manufatura dos principais países.



Que horror! Será que a Dilma não tem vergonha?

Eu iria comentar sobre o euro, porém os juros de 10 anos se aproximam de um nível importante. No post Europa-ainda-sem-solução, comentei que existiam 2 possibilidades para os juros: ... Numa tendência de alta, acima de 2% a.a. daria a primeira indicação, porém é acima de 2,20% - 2,30%, onde ficará mais forte o sinal. Caso contrário, na queda, o nível de 1,65% a.a. rompido, oferecerá o sinal para novas quedas”... E o espelhado no gráfico abaixo, deve  prevalecer.

Com o movimento de hoje se aproximando de 1,70% e pela forma como ocorreu, devemos estar testando os níveis de 1,65% em breve.


Vou estabelecer um trade para a venda de juros ao nível de 1,69% - no fechamento, com um stoploss a 1,80% a.a. Se estivermos certos em nosso trade, preparem-se para as manchetes quando negociar abaixo de 1,5% a.a., lógico que não aqui no Brasil cuja prioridade é a operação lavajato, dá mais Ibope! Hahaha...


O SP500 fechou a 2.099, com queda de 0,29%; o USDBRL a R$ 3,5237, com queda de 1,92%; o EURUSD a 1,1365, com alta de 1,93%; e o ouro a US$ 1.244, com alta de 2,78%.

Notem como o real subiu quase o mesmo percentual que o euro, esse é um resultado que confirma minhas afirmações que a moeda local depende do que acontcesse com o 'dólar-dólar' e menos com o a situação política.

Fique ligado!

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