Inflação: A Revanche

13 de junho de 2016

Radicalismo de direita


O mundo está se acostumando a ações terroristas em países desenvolvido. É verdade que em países fora do G-7 esses atos acontecem há um bom tempo, mas que acabam tendo somente repercussões locais. Não é justo, mas é assim que acontece, e nada mais natural que a ousadia ao mexer com as grandes potências, tem esse tipo de repercursão por parte da imprensa.

Nesse caso recente ocorrido em Orlando, o FBI busca quais foram os motivos que levaram a esse jovem de 29 anos cometer esse massacre: pertencia ao ISIS, não aceitava homossexuais, precedentes terroristas, ou alguma outra motivação. Porém, a realidade que está por trás, é que tornar-se vilão hoje em dia tem repercussões mundiais, vira notícia em milhares de contas no Facebook e WhatsApp.

Outra mudança de estratégia por parte dos terroristas é que não é necessário causar ataques em grandes eventos, que são muito mais vigiados e difíceis, basta escolher um local com um acúmulo de pessoas razoável e sem um esquema de segurança tão forte. O impacto que esses grupos desejam acaba sendo atingido, pois o medo é espalhado rapidamente.

Outro subproduto desses atos são as adesões da população por governantes mais extremistas e que atualmente se posicionam a direita. O cidadão comum, ao se sentir ameaçado, acredita que se medidas mais radicais forem implementadas, evitam ou expulsam esses grupos.

Nesses últimos dias ficaram definidos os candidatos à Presidência dos USA em novembro próximo, Trump e Clinton. E por mais que as pessoas não entendam como um candidato como Trump conseguiu chegar a esse ponto, um atentado como esse é um reforço em seu argumento classista, que prega banir o Islamismo de seu país.

A fraqueza de Obama se viu estampada em seu rosto ao seu pronunciar sobre o ataque. Lavou suas mãos ao enfatizar que a sociedade americana votou pela continuidade da venda de armas. Mas será que isso resolveria esses atos terroristas? 

Por não ser esse o Presidente que os americanos querem ou precisam, é bom que o mundo se prepare para Trump como chefe dessa nação!

Outro fator de risco no curto prazo é a votação sobre a permanência ou não da Inglaterra na comunidade europeia. No último final de semana, as últimas pesquisas levantadas pela empresa Opinium, dão uma larga vitória para a saída com 52% e apenas 33% para permanência. É bem verdade, que ainda existe um grande número de indecisos, mas eventos como esse de Orlando, reforçam atitudes mais defensivas.




A comunidade financeira vem alertando para os enormes riscos que a Inglaterra corre, caso o Brexit, como ficou conhecido esse referendum, aconteça. Mesmo assim, parece que o cidadão inglês comum está mais preocupado com seus interesses que com o da comunidade. Esse tipo de reação vem se repetindo, motivado por um cenário econômico temeroso, aliado a eventos terroristas.

É muito difícil para o mundo criar programas de prevenção contra ações terroristas. Como combater pessoas dispostas a perder suas vidas por uma notoriedade pontual, posterior a sua morte? A verdade é que existem muitos jovens sem qualificações suficientes para o mundo competitivo de hoje em dia, esses não têm mais nada a perder!

O dólar reverteu parte da queda posterior a publicação dos dados de emprego nos USA. Não porque o mercado tenha se convencido que o FED irá subir os juros já, já, mas pela busca de um porto seguro. A moeda americana, por ser a moeda de troca mundial, é considerada como “safe haven”. Assim em situações de incertezas como as que vivemos, os investidores se abrigam no dólar. No post com-mais-de-30 sugeri um trade de venda de dólares: ...” venda a R$ 3,43 com stop a R$ 3,55, cujo objetivo e R$ 3,20 – R$ 3,25, e caso não reverta o próximo ponto seria R$ 3,10”...


Depois de atingir a mínima de R$ 3,35, o dólar subiu até atingir a máxima hoje em R$ 3,480. Tecnicamente, acontece o que se denomina de “Last Kiss”, quando um nível é rompido e o mercado em seguida, volta para testá-lo novamente, só que em direção oposta a original. Ou caso não volte, onde a queda foi momentanea, chama-se "false break"

- David, acho que você deve estar sob efeitos do dia dos namorados. Na verdade, os mercados nos reservam mais “punches” que “kissses”! Hahaha...

Você tem toda razão, a expressão é mais figurativa, esperar beijos do mercado vai te frustrar. Neste caso é somente uma expressão, onde se quer dizer que, o mercado retorna aquele nível para em seguida retroceder ao movimento de queda. Entretanto, se isso não acontecer, e rápido, é provável que o vendido em dólar fique com o “punch” do comprado - false break. Caso isso ocorra, seremos stopados.

Para terminar o post de hoje, não poderia deixar de mencionar a derrota do Brasil para a seleção do Peru. Nosso futebol está tão ruim que nem conseguimos ultrapassar a fase classificatória da Copa América. É verdade que o gol foi com “Las manos de Dios”, como classificou Maradona na Copa do Mundo de 1986, com um gol também feito com a mão, no jogo contra a Inglaterra. Mas isso por si só não justifica a desclassificação, e os outros noventa minutos? O nosso problema não são os jogadores, a grande maioria atua em clubes de primeira linha ao redor do mundo, o problema nitidamente é encontrar um técnico com padrões internacionais. Os dirigentes brasileiros deveriam se questionar por que não ter um técnico estrangeiro, ou é melhor ser humilhado com derrotas como essa?

O SP500 fechou a 2.079, com queda de 0,81%; o USDBRL a R$ 4,4800, com alta de 1,81%; o EURUSD a 1,1290, com alta de 0,37%; e o ouro a US$ 1.283, com alta de 0,80%.
Fique ligado!


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