2018: Vestibular Político

20 de junho de 2016

Last Kiss


O mercado financeiro acordou mais aliviado nesta segunda-feira, com as últimas pesquisas a respeito do referendum sobre a permanência ou saída da Inglaterra do mercado europeu. O Brexit, como é conhecido, aponta para uma continuação. Vários estudos foram disponibilizados nesses últimos dias sobre as consequências de uma separação, todos eles apresentam certa dose de subjetividade, uma vez que, ninguém pode saber ao certo como seria. O processo, em sua totalidade, demoraria por volta de sete anos. Mas todos eles apontam para um resultado bastante negativo, além de consequências secundárias sobre o possível abandono de outros países.



O gráfico acima assinala a probabilidade de saída da Grã-Bretanha, comparada ao movimento da libra. Notem que, a chance foi extraída de um site de apostas, que em minha opinião, tem mais validade que a pesquisa feita diretamente com a população. O motivo? A primeira envolve ganhos e perdas, e a segunda pode não espelhar com tanta veracidade o que realmente irá ocorrer.

Sobre pesquisa de opinião, é interessante um caso que estudei quando estava na Universidade de Stanford, sobre o maior fracasso inicial das vendas do Mustang, legendário carro da Ford. A pesquisa foi feita com homens potenciais compradores de carros, e perguntou-se qual seria a cor de sua preferência numa eventual compra do Mustang. O vermelho obteve mais de 80%, além de que o modelo conversível era o mais desejado. O desejo seria desfilar com o carro de seus sonhos como se ainda estivessem na juventude.

 A Fábrica não teve dúvidas, fabricou conforme esse resultado. O que aconteceu? Ficaram todos encalhados. O motivo? As esposas não deixaram seus maridos comprar nessas versões, e foram levados a escolher branco, preto e com capota!

Esse pode ser um caso semelhante, o inglês gostaria de se ver livre de seus vizinhos europeus, mas as matérias sobre o assunto apontam tantos riscos, que vão preferir não arriscar. Mas até o momento tudo é especulação. Nesta quinta-feira começa as votações, com previsão de anúncio do resultado no final de semana.

Nesta quarta-feira, a Presidente do FED, Janet Yellen, fará um depoimento ao Comitê Financeiro e de Serviços em Washington. Duvido que vá falar muito diferente que o exposto ao final da reunião do FED na semana passada.

Agora, o risco de saída da Inglaterra tornou-se baixo, qual deverá ser o novo elemento de risco que o mercado vai escolher: China? Trump? Não se preocupem, nos próximos dias surgirá.

O ouro deu meia-volta hoje, e retornou aos níveis que apontei no post marcha-lenta, onde fiz os seguintes comentários: ... “O fechamento de hoje indica, no mínimo, mais quedas no curto prazo. Tecnicamente, o fato de o ouro tentar romper a barreira de US$ 1.305 e não ter conseguido, fechando na mínima, é ruim”.... Atualizei o gráfico com uma visão de curtíssimo prazo, que se encontra a seguir.


Vou sugerir a venda do ouro a US$ 1.275, um pouco abaixo da linha verde, com um stop a US$ 1.300.

Vocês devem ter notado ultimamente aumentou a quantidade de analistas sugerindo a compra de ouro. Ao observar alguns indicadores de posicionamento, percebe-se uma elevação do volume de contratos na compra por parte de especuladores. Estou comentando esse fato, pois pode ser que o ouro desaponte a todos, voltando a cair. Caso nosso trade aconteça, e dependendo do desenrolar, vamos ter uma ideia melhor, se é somente uma correção ou algo mais sério. Meu objetivo inicial será de US$ 1.200.

Hoje fomos stopados nos juros de 10 anos à 1,65% - conforme atualização dos post da última sexta-feira a-inflação-é-um-problema, com um pequeno ganho.

O SP500 fechou a 2.083, com alta de 0,58%; o USDBRL a R$ 3,4014, com baixa de 0,42%; o EURUSD a 1,1303, com alta de 0,27%; e o ouro a US$ 1.288, com baixa de 0,71%.
Fioque ligado!


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