Inflação: A Revanche

29 de junho de 2016

Marcha à ré


Enquanto as atenções estavam voltadas ao Brexit e suas consequências, o mercado de juros nos USA começaram a apostar em cenários bem distintos daqueles que o FED projeta. No curto prazo estão apontando que o FED terá que cortar os juros ao invés de aumentar. O gráfico a seguir deixa claro que a menor chance no momento é de uma alta (em roxo).


Não bastasse isso, o mercado não imputa uma probabilidade maior que 50% de os juros subirem no início de 2018. Essa mudança ocorreu depois que as bolsas no mundo e as commodities caíram, enquanto os bonds e o dólar subiram, após o voto britânico. A figura abaixo ilustra o movimento das principais moedas depois desse evento.


No mercado futuro de juros, que é equivalente ao nosso contrato de DI, está precificado uma possibilidade real de corte de juros no final deste ano. O mercado de opções sobre os contratos de futuro, que é o mais negociado em todo mundo, projeta uma chance de 25% de um corte até setembro, é isso aí, corte! Esta é uma reversão em relação aos preços de dois meses, onde era praticamente certo um aumento até a mesma data.



O próximo gráfico mostra o efeito dos juros negativos nas cotações das ações dos maiores bancos europeus. No setor financeiro os resultados tendem a subir quando os juros sobem, naturalmente não estou citando o caso brasileiro do passado que beirou a hiperinflação. No sentido inverso, na queda, tende a ter um impacto decrescente nos resultados, agora com juros abaixo da linha d’água, veja o que acontece.



Os mercados estão mais calmos hoje, e o SP500 passou por uma recuperação importante, está negociando a 2.070, acima do nível que apontei no post de ontem local-ou-global: ...” se o SP500 começa a se recuperar, aponto o nível de 2.050 como um possível catalisador positivo, mesmo que não volte imediatamente na busca para romper o nível de 2.130”... Isso praticamente anula as quedas dos últimos dias e recoloca a bolsa rumo a novas altas, caso o nível de 2.130 seja ultrapassado.

No post de ontem, também comentei sobre a possibilidade do Brexit ter um impacto local ou global, e ao que tudo indica parece estar virando um problema local, se é que, a Inglaterra irá sair mesmo da comunidade europeia, como muitas análises especulam sobre o assunto.

O dólar encontra-se dentro do primeiro limite apontado como target, conforme o conteúdo do post conflito-de-interesses: ...”Continuo ainda com os mesmos objetivos de R$ 3,20/3,25 ou um pouco mais abaixo a R$ 3,10”...
Agora estou num grande dilema, por um lado, não parece que o movimento tenha se esgotado, é provável que o nível de R$ 3,10 seja alcançado brevemente. Por outro lado, vou estar fora por alguns dias e meu acompanhamento será mais superficial.

- David, zera ou não zera?
Puxa pensei que você tinha reaparecido para me deseja boa viagem! Bem, ainda tenho algumas horas para decidir, mas provavelmente irei liquidar a posição antes de viajar, é mais prudente, afinal não é o trade da vida! Então fica estabelecido que, se o dólar bater R$ 3,20 fechamos nosso trade. Para quem quiser ficar em aberto, sugiro ir diminuindo o stop à medida que o dólar caia, mas não fique muito mais que R$ 3,10.

O SP500 fechou a 2.070, com alta de 1,70%; o USDBRL a R$ 3,2327, com queda de 2,09%; o EURUSD a 1,1115, com alta de 0,47%; e o ouro a US$ 1.319, com alta de 0,53%.
Fique ligado!




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