Inflação: A Revanche

9 de junho de 2016

Ilan: 1-2-3


Este post deveria ter sido publicado ontem dia 08/06, porém por falha minha, ficou pedente sem a atualização!

O futuro Presidente do BCB passou na sabatina do Senado com folga, e não era para menos, um profissional altamente qualificado para o cargo. De tudo que ele falou o leitor deve-se atentar a uma colocação simples, mas que diz qual será a política adotada pelo BC no futuro próximo. Que se denomina o tripé macroeconômico: superávits primários, metas de inflação e câmbio livre.

Em relação a inflação foi enfático ao afirmar que a meta é 4,5% a.a., e a banda é para ser usada somente em casos excepcionais, ou seja, estar dentro do limite superior não significa uma política monetária neutra.

Hoje foi publicado o IPCA do mês de maio, sua variação foi de 0,78% a.m. e a taxa anual em 9,32%. Na tabela a seguir pode-se observar que a inflação, na melhor das hipóteses, continua estável num nível elevado, onde destaco dois pontos: primeiro a inflação dos preços livres e o índice de difusão.



Para justificar meu argumento o próximo gráfico apresenta um movimento de convergência entre o IPCA, preços livres e administrados, que depois da manipulação obscena efetuada pelo governo anterior, nos preços administrados, começa a convergir para níveis mais comedidos.


Juntando as palavras do novo Presidente do BC com esses dados, pode-se esperar, uma manutenção dos juros nos níveis atuais por um bom tempo.  Um leitor me enviou uma mensagem, dizendo que acredita na queda dos juros em breve. Sinto decepcioná-lo, com o Ilan no comando acabou a torcida, o que vale serão evidências concretas de queda da inflação. E por enquanto nada a vista neste quesito.

Sobre o dólar, abriu as portas para novas quedas ao afirmar que o câmbio é livre. Agora chamo a atenção dos leitores que o movimento recente se deve a fatores externos, o ‘dólar-dólar’ cai contra todas as moedas. O gráfico a seguir estão na seguinte sequencia horaria: dólar australiano, real, dólar neozelandês, rand sulafricano, peso mexicano e dólar canadense. 


A conclusão é que podemos esperar daqui em diante uma política monetária “lógica”, sem alquimias. Também não interpretem o conceito de câmbio livre latus sense, não se pode esquecer que o real não é uma moeda conversível e sendo assim, pode ser que o BC terá que atuar em alguns momentos de alta volatilidade, tanto para cima, quanto para baixo.

No post até-tu-yuan, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” Em análise técnica, quando um ativo rompe uma linha importante e depois de algum tempo, retorna abaixo da mesma, tem um significado ruim. Em outras palavras, como no caso do ouro em questão, ao romper em fevereiro a marca de US$ 1.200, deveria ter chamado novos compradores para se juntar aos antigos. Ficou algumas semanas na tentativa, como se estivesse num processo de correção, mas não parece estar aguentando”... ...”Porém não estamos lá ainda, vamos observar como se comporta ao tentar retornar abaixo dos US$ 1.180”...

Mas o metal resolveu respeitar tanto a marca que mencionei, ao atingir a mínima de US$ 1.199, bem como o suporte apontado na linha verde. Depois do anúncio dos dados de emprego da última sexta-feira, o ouro subiu e encontra-se no meio de intervalo de decisão. Acima de US$ 1.280 e principalmente US$ 1.300, o campo estará livre para novas altas. Por outro lado, abaixo de US$ 1.200 sua vida complica muito, o cenário de baixa ganha força. Meu viés neste momento é de alta, vou aguardar algum momento melhor para sugerir um trade de compra.


O SP500 fechou a 2.119, com alta de 0,33%; o USDBRL a R$ 3,3690, com queda de 2,10%; o EURUSD a 1,1394, com alta de 0,33%; e o ouro a US$ 1.261, com alta de 1,47%.
Fique ligado!

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