Inflação: A Revanche

9 de junho de 2016

Obsessão Financeira


A obsessão está relacionada a idéias e pensamentos que são repetitivos, insistentes e persistentes. É dessa forma que eu vejo o mercado encarando os juros negativos implementado por vários bancos centrais. A cada dia que passa, uma nova estatística é publicada com a quantidade de bonds sujeitos a essa situação, recordes e mais recordes de juros negativos são atingidos, sem falar nos prognósticos sombrios feitos por vários analistas.

Bill Gross, um dos mais conceituados e experientes gestores de bonds, em entrevista a Bloomberg comentou:  ...”Os juros globais é o menor dos últimos 500 anos”... ...” US$ 10 trilhões de títulos com juros negativos. Isso é inusitado e vai explodir algum dia”...

Já o economista chefe do Deustche Bank citou uma frase de Keynes para enfatizar o motivador desta política: ... “The real case against negative interest rates is the folly of relying on monetary policy alone to rescue economies from depressed conditions”… Com uma visão extremamente pessimista na eficácia deste instrumento de política monetária termina enfatizando: ...Negative interest rates are simply a distraction from a deeper analysis of what went wrong – and what continues to go wrong."…

E assim se sucedem vozes contrárias. Os investidores são inundados com gráficos apontando quedas diárias em juros, como os que seguem.




Notem que os títulos induzem a um estado que eu denomino de obsessivo, criando a sensação que algo de ruim irá acontecer em algum momento a se persistir nesse caminho. Como estamos vivendo uma era de experimentos é muito difícil de saber, quais são os riscos e em que extensão poderá ocorrer. Porém certamente não é uma situação lógica penalizar quem poupa, ao receber um valor nominal no futuro inferior ao valor aplicado.

Assim como em outros tipos, a obsessão financeira, assim denominado pelo Mosca, na falta de sucesso em suas tentativas levará o mercado a experimentar grande ansiedade, provocando transtornos comportamentais, inclusive ao transtorno obsessivo-compulsivo. Em outras palavras, deveríamos mandar o Mário Draghi, Haruhico Kuroda e seus seguidores para o manicômio!

No post cabra-macho, fiz os seguintes comentários sobre o índice Bovespa: ...” O nível de compra é 48.000 com stoploss a 46.000. É uma tentativa no caminho de uma alta”... Quero reforçar o que coloquei no post hoje-e-agora:...”para que possamos afirmar que o mínimo deste ciclo ocorreu em janeiro último a 37.000, e necessário que a bolsa ultrapasse os 57.000, conforme apontado no gráfico abaixo. Do ponto de vista técnico existe uma boa chance para que isso tenha ocorrido”...


Neste período o Bovespa chegou muito próximo do ponto do trade que sugeri a 48.199 e partir daí subiu.

O que fazer agora? É muito provável que o índice encontra-se numa correção e como vocês já presenciariam inúmeras vezes, sabem que não é possível projetar sua trajetória.


Existem duas possibilidades que anotei no gráfico acima:

A) Neste caso, o índice estaria iniciando seu movimento de alta rumo aos 57.000, região onde terá dificuldades de romper a reta de longo prazo. Caso isso aconteça, uma nova e expressiva alta deverá ocorrer rumo aos 75.000.

B) Uma queda atingindo novamente os 48.000, nesse caso, minha sugestão de compra seria executada. Mas honestamente não tenho muita convicção se reverteria dentro deste intervalo ou não. Assim, por considerar um trade muito oportunístico, sem muita convicção, vou cancelar até que fique mais claro.

Mesmo que eu perca uma oportunidade não vou arriscar quando minha convicção é duvidosa, tenho que me manter dentro do lema do Mosca: dinheiro não é capim!

O SP500 fechou a 2.115, com baixa de 0,17%; o USDBRL a R$ 3,3965, com alta de 1,04%; o EURUSD a 1,1314, com baixa de 0,68%; e o ouro a US$ 1.268, com alta de 0,54%.

Fique ligado!

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