Inflação: A Revanche

14 de setembro de 2016

Chhhhhhina!


Eu acho incrível um país como a China, que detêm a segunda maior economia do planeta, se abstém sobre assuntos econômicos globais. Não se nota nenhum comentário vindo de lá sobre os juros negativos, nem se os riscos de recessão são iminentes, e vários outros. Parece que ao invés de se mobilizarem em discussões polêmicas, preferem manter seu caminho e produzir.

Por outro lado, é inegável que esses movimentos globais impactam sua economia. Outro complicador é a obscuridade de suas informações, acredito que a maioria dos analistas tem uma postura cautelosa, pois não tem segurança sobre a veracidade dos dados.

Com a recente valorização do dólar principalmente contra as moedas emergentes, os olhares se voltam para a China, observando o que o banco central daquele país vai fazer. É natural que os especuladores, ao notarem esse movimento e a cotação do yuan se mantendo estável, voltam suas apostas contra essa moeda, acreditando que a autoridade monetária vai desvalorizar para evitar mais perdas de reservas.

No post china-on-side-line, notei a importância do nível de 6,70 – 6,80 que se ultrapassado poderia iniciar um movimento importante de compra de dólares contra a moeda chinesa.


Foi noticiado que o BC chinês vem fazendo pesadas intervenções no mercado cambial, a fim de manter a cotação do yuan sobre controle. Acontece que não se consegue controlar tudo, pois a ação num mercado tem implicações em outros. A primeira reação acontece no mercado de Hong Kong, onde os investidores fazem suas posições, haja visto que, no mercado local não é permitido para estrangeiros. O gráfico a seguir aponta a queda dos depósitos em yuan e a elevação do custo nessa moeda em Hong Kong, indicando um aperto importante de liquidez.


Outro indicador é a pressão sobre a moeda nos contratos de swap. No gráfico a seguir, que compara a taxa de câmbio spot do yuan versus a taxa observada no mercado a termo dessa mesma moeda em Hong Kong.



A bolsa de valores local desde o início de 2016 se descolando da americana. Observa-se uma diferença de 10% entre esses dois indicadores, nos últimos 12 meses.


Se o movimento iniciado nos últimos dias ganhar força e atingir de forma mais profunda os mercados emergentes, será muito difícil que esse impacto não traga consequências ao mercado chinês. Assim, nessa situação, se pode esperar uma nova frente de pressão advinda de China, com a possibilidade do início de um círculo vicioso. 

Com a palavra o FED, terão coragem de subir os juros agora em setembro?

No post BCB = FED, fiz as seguintes observações sobre os juros de 10 anos: ...” ontem o triângulo que continha os juros por 2 meses foi rompido, e melhor, na direção que nos interessa” ... ...” O fechamento a 1,68% foi ótimo para nossa posição, o maior nível dos últimos dois meses, podemos atualizar o stoploss para 1,52%” .... Ontem o mercado atingiu o primeiro objetivo traçado de 1,75%, e está na hora de começar a tirar as fichas da mesa.



Vou atualizar o stoploss para 1,62% a.a., em seguida diminuir metade da posição se o mercado atingir 1,8% a.a., e a outra metade a 1,85% a.a.

- David, por que você não quer continuar com a posição?

Desde o início considero esse trade como uma correção mais extensa. Por enquanto o mercado não deu indicações que o rumo de baixa de juros se reverteu. Se isso acontecer, vamos entrar novamente, mas por enquanto essa é uma posição oportunista. O motivo de “apertar” tanto o stoploss e que do ponto de vista técnico esse movimento poderia ser declarado terminado ao ter atingindo ontem 1,75% a.a.

O SP500 fechou a 2.125, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,3420, com alta de 0,75%; o EURUSD a 1,1249, com alta de 0,31%; eo ouro a US$ 1.322, com alta de 0,30%.
Fique ligado!

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