Inflação: A Revanche

19 de setembro de 2016

Quem será o Trump brasileiro em 2018?


Dizem os especialistas em manipulações de massas, que uma mentira repetida inúmeras vezes vira uma verdade. Está é a técnica usada por Lula para tentar colocar a opinião pública a seu favor, pelo menos para seus cegos seguidores.

Pode ser que algo semelhante aconteça nesta próxima quarta-feira, quando o FED divulgar os resultados da sua reunião de política monetária. Mesmo com diversos membros de seu comitê tendo anunciado que gostariam de elevar os juros o mais rápido possível, os mercados apontam para apenas 20% de chance disso acontecer em setembro.

Não existem motivos para a autoridade monetária chocar os mercados. Os mais ansiosos terão que aguardar dezembro para a efetivação da alta. Eventualmente o FED será confrontado com uma superação da meta de inflação em algum momento futuro.

Na avaliação dos membros voltados a aguardar mais evidências de melhora, o fato da inflação ficar acima da meta não seria algo tão indesejado, pois permitiria uma recuperação mais sólida. O que eles não gostariam de ver, seria uma inflação crescente e elevada. Neste caso, o FED estaria behind the curve e colocaria em cheque sua credibilidade.

Todas essas ideias passam a ser conjecturas sem uma resposta definitiva para nenhuma das alternativas. Porém caso resolvam elevar e daqui alguns meses a economia volte a desacelerar, os dedos serão apontados para os membros, que assim sugeriram essa ação, como responsáveis. Por outro lado, se no futuro a inflação passe a se comportar de forma descontrolada, os dedos serão apontados para o outro grupo. E finalmente, se independente da decisão, a economia continuar em recuperação lenta como atualmente, tanto faz qual foi a decisão. Momento difícil!

Tenho observado em conversa com vários leitores do Mosca, certa perplexidade em relação aos resultados da pesquisa de intenção de votos da eleição americana, colocando Trump como potencial vencedor. Em seguida sentem certo alívio, ao comparar que não é somente no Brasil que o eleitor não sabre escolher seu candidato. Consigo entender esse paralelo, mas discordo que seja uma situação semelhante, uma vez que, o Lula e sua companhia já estariam na cadeia por lá, há muito tempo.

O Wall Street Journal vem publicando matérias periódicas contendo as posições de cada candidato, sobre diversos temas de interesse da população. Para quem tiver interesse estou anexando ao final do post os links desse material. Em minha avaliação, o que mais posso destacar seria a forma incisiva com que Trump responde as diversas questões e suas posições em relação à política internacional, hostilizando principalmente os imigrantes mexicanos bem como a relação comercial entre os EUA e a China.

Eu sempre digo que, uma coisa são as promessas de candidato e outra coisa quando ele senta na cadeira. Uma boa parte não será cumprida, e acredito que com Trump não seria diferente. A maior ameaça é a sua reação em situações inesperadas onde existe algum tipo de conflito, pode agir intempestivamente, dado seu caráter explosivo. Aí reside o risco.

Mas voltando a questão do por que os americanos estão optando por um candidato com esse perfil, pode ter explicações mais simples. O gráfico a seguir dá uma pista.


Fica nítido que o americano médio está sendo prejudicado do ponto de vista econômico, ficando a maior parte da renda acumulada nestes últimos anos, na camada mais rica.

Outro fator que também importa nesses ganhos é o grau de escolaridade, onde os maiores beneficiados estão nas camadas mais educadas. Isso por si só não seria algo ruim e nem indesejado, porém no caso americano os custos das universidades são elevadíssimos. O seu acesso é somente aos que tem condições de sustentá-los, criando um ciclo vicioso.


Tudo indica que o americano médio está buscando mudanças, e nesse quesito Trump promete e parece ser mais convincente que sua oponente Hillary. Se as mudanças são boas e lógicas, isso parece não importar para esse eleitor. O mundo pode se preparar para conviver com um Presidente americano temperamental e imprevisível. 

Ao terminar essa frase, me veio a seguinte dúvida: Quem serão os candidatos na próxima eleição presidencial de 2018? Se um paralelo puder ser feito na questão mudança, o Brasil está em situação semelhante, assim Lula é carta fora do baralho, assim como todos os candidatos que estão por aí. Quem seria o nosso Trump? Inquietante!

No post está-chegando-hora, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” até que o nível de R$ 3,30/3,35 seja rompido, o mercado é de baixa” ... ...” muita atenção deve ser tomada nos próximos dias e observar se o dólar volta a cair para buscar novas mínimas abaixo de R$ 3,10, ou um novo movimento de alta está se materializando. Como níveis colocaria R$ 3,15 para o primeiro cenário e R$ 3,35 para o segundo” ...

Depois de ter atingido a máxima de R$ 3,3675 na semana passada, o dólar recuou e adentrou às linhas que o estavam contendo nesses últimos meses, como se pode ver abaixo.


Os indicadores de momentum se mantêm neutros, não indicando qualquer direção para o dólar agora. Com a proximidade da importante decisão do FED comentada acima, não parece que o mercado decidira antes disso. Poderíamos especular que uma manutenção dos juros seria ruim para o dólar, assim como uma alta dos juros poderia empurrar fortemente o ‘dólar- dólar’ para cima, inclusive contra o real.

Como analista também tenho que pensar em cenários que a princípio parecem pouco prováveis. No caso específico seria um movimento do dólar inverso ao esperado caso o FED não suba os juros, uma alta da moeda americana. Isso poderia acontecer não de imediato, mas depois de algumas horas de negociação. 

Por enquanto esse pensamento é o que se denomina em inglês de Wishful thinking. Vamos esperar o Sr. Mercado se pronunciar.


O analista técnico não se importa com possíveis eventos, somente com os preços. Assim, ficamos com os níveis apontados acima, e enfatizo que, por enquanto o mercado é de baixa do dólar!


O SP500 fechou a 2.139, sem alteração; o USDBRL a R$ 3,2710, com alta de 0,28%; o EURUSD a 11,73, com alta de 0,18%; e o ouro a US$ 1.313, com alta de 0,25%.
Fique ligado!

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