Inflação: A Revanche

6 de setembro de 2016

Yellen: "4,3,2,2,2, ..."


Os dados publicados recentemente sobre o ISM nos EUA, não constituem uma base de conforto para quem vislumbra uma recuperação naquele país. Essas informações passam a ser de vital importância, haja visto a polêmica criada por alguns membros do FED sobre a elevação ou não dos juros. Por exemplo o ISM da Indústria veio um tostão abaixo da marca de 50, que representa retração da atividade.
Na análise dos subitens de maior importância, pode-se verificar uma tendência declinante em todos eles.

De maior importância ainda é o resultado do setor de serviços, uma vez que é responsável por 90% do PIB. O instituto Markit que publicou esse dado, reforça que a economia americana continua crescendo a uma taxa ínfima de 1% a.a., como destacado abaixo.

 
A produtividade vem declinando sensivelmente nos últimos anos, e tem sido matéria de análise e dúvida em suas causas. O gráfico a seguir mostra escalada decrescente, cuja razão deve transcender as razões da grande recessão de 2008.


 
E por último, com esses últimos dados a probabilidade de haver uma alta nos juros agora em setembro caiu para 30%.

Outro dado extraído dos dados de emprego é sobre a evolução dos salários que não apresentam uma consistência de crescimento.
 
Com a publicação oficial do ISM de serviços pela manhã, e como já antecipado pelo Markit mencionado acima, o resultado ficou muito aquém das expectativas em 51,4. O gráfico a seguir compara os dois resultados de ISM, indústria e serviços, e sob essa ótica não parece que a recuperação tão almejada pelo mercado seja vista da mesma forma pelos empresários.



Isso deve colocar ainda mais os diretores do FED num dilema, seguir o que já tinham imaginado e subir os juros, ou aguardar um pouco mais e empurrar para dezembro essa alta. Decisão dificilíssima!

No post brexit-o-mercado-estava-errado, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ...” mantenho as mesmas recomendações acima. Aumentou levemente a chance de comprar um pouco mais barato – US$ 1.250/US$ 1.200” ..., porém fiz uma ressalva importante logo a seguir: ...” é fundamental que o metal negocie abaixo de US$ 1.310, para que eu tenha chance em minha estratégia, caso contrário ainda pode subir acima de US$ 1.375” ...


O ouro, depois do anuncio dos dados de emprego, está ensaiando uma reversão do movimento de correção em que se encontrava. Do ponto de vista técnico, a correção já pode ter terminado, o que eu destaquei em rosa no gráfico acima.

 -  Opa, vamos comprar, estou esperando esse momento.
Você me fez lembrar um leitor que sugeriu a compra de ouro alguns meses, imagino que deva estar aguardando para dizer: “eu não disse”! Tanto para você como para ele, não vou sugerir a compra nesses níveis. Tenho que reconhecer que depois de mais de dois meses esperando por alguma direção, pode ser que chegará em breve.


Mas enquanto o ouro não ultrapassar o nível de US$ 1.375, vou ficar observando, pois nada impede que ele retraia aos níveis apontados acima. Fica então a sugestão de compra de ouro a US$ 1.375 – no fechamento, com stop a 1.330, que será melhor definido caso rompa o nível acima.

O SP500 fechou a 2.186, com alta de 0,30%; o USDBRL a R$ 3,2082, com baixa de 2,27%; o EURUSD a 1,1250, com alta de 0,95%; e o ouro a US$ 1,349, com alta de 1,77%.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário