Inflação: A Revanche

7 de novembro de 2016

China: circulo vicioso ou vituoso?


O final de semana foi bom para a candidata Hillary. Os principais institutos de pesquisa lhe deram vantagem em relação ao seu opositor e o FBI, em suas investigações relativas a seus e-mails, disse não ter nada a comentar. Os mercados reagiram a contento, onde o trade mais claro de Trump ou ganha ou não ganha, como o peso mexicano, já apresentava boa valorização de 2% nas negociações da Ásia.

Em situação normal de temperatura e pressão parece que a vitória de Hillary está próxima. Segundo o site Five Thirty Eight , esse favoritismo pode ser inferido a partir da figura abaixo. Espero que ele mantenha seu track record de nunca ter errado!


Acredito que as atenções se voltarão para a China, onde uma série de dados econômicos será divulgada ainda nessa semana. O banco Goldman Sachs publicou através de um estudo realizado em junho que a dinâmica da moeda chinesa (yuan) está vinculada aos acontecimentos nos USA. A figura aponta para um FED mais Hawkish, indicando um círculo vicioso para a moeda chinesa com mais desvalorizações.


Entretanto, os resultados mostram uma assimetria mais recente, significando que o yuan não reverte suas quedas quando o dólar enfraquece; o gráfico a seguir aponta esse efeito. Além disso, quando o dólar sobe (figura a direita), ocasiona uma aceleração nas saídas de capital.

Segundo a Goldman, o nível de 6,80 para a moeda, citado em alguns posts passados, poderá ser rompido em breve: “nós acreditamos que uma eventual queda do dólar desse nível será de curta duração. Já a publicação de suas reservas nos próximos dias, deverá apontar uma continuidade na diminuição do estoque de dólares, colocando nova pressão no yuan”.

Sai Trump entra Yuan!

A única posição que o Mosca tem no momento é no dólar. No post pt-perde-de-goleada, fiz os seguintes comentários: ...” pode ser que a queda esperada a R$ 2,90 não aconteça, e o que estamos presenciando seria reversão do dólar” ... O motivo dessa colocação foi em virtude da reversão das cotações após o rompimento do nível de R$ 3,16, onde originou nossa posição. ...” mais curto prazo as cotações ainda respeitam os contornos das duas linhas paralelas em sentido descendente, sem nenhum motivo para não acreditar que a direção mudou” ...

Na semana passada, as cotações atingiram a máxima de R$ 3,26 na última sexta-feira, nível de nosso stoploss; porém, fecharam a R$ 3,215.


Nenhuma vírgula a alterar do que já havia dito no post: mantenha o stoploss que agora é mais “forte” que antes – significa que se o dólar ultrapassar, o mesmo irá ganhar mais impulso.  Já uma queda abaixo de R$ 3,11 aumenta consideravelmente a chance dos R$ 2,90. 

Agora, que uma situação do tipo Brexit não aconteça nas eleições americanas, onde o que era esperado aconteceu o inverso!

O SP500 fechou a 2.131, com alta de 2,22%; o uSDBRL a R$ 3,2003, com queda de 0,99%; o EURUSD a 1,1044, com queda de 0,84%; e o ouro a US$ 1.282, com queda de 1,64%.
Fique ligado!

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