Inflação: A Revanche

25 de novembro de 2016

Políticos mantem o vício


Largar um vício é sempre muito difícil. Eu, por exemplo, fumei por décadas e depois de levar um susto resolvi abandonar. Mas não foi fácil, depois de 10 anos sem colocar um cigarro na boca, ainda sonhava que estava fumando e durante o sonho me sentia culpado por ter voltado a fumar. Qual não era o alívio ao perceber que era um sonho, na verdade, um pesadelo!

O Brasil vive há décadas com um sistema político corrupto, mesmo que no governo do PT essa atitude tenha se proliferado de forma geométrica. Com a operação lavajato em curso por aproximadamente 2 anos, e com todas as conquistas por ela obtida, seria de se supor que a prática de corrupção estaria em extinção. Mas os últimos acontecimentos me fizeram questionar sobre isso.

Incialmente, o caso do ex-Ministro Marcelo Calero colocou o Presidente numa situação delicada, pois aquele afirma que foi primeiro abordado pelo Ministro Geddel Viera para que intercedesse na obra de um edifício que se encontra embargado, onde o mesmo possui uma unidade. Depois, Calero afirma em seu depoimento à Polícia Federal que, em conversa com Temer, foi “enquadrado” para achar uma “saída” de modo que o processo fosse encaminhado a AGU, onde seria resolvido. O Ministro diz que possui gravações, que só serão reveladas caso seja aberto um inquérito pelo STF, de conversas com os interessados, e inclusive com o Presidente.

Para dizer a verdade, não estou gostando da postura do Presidente Temer. Primeiramente, pela declaração no programa Roda Viva, ao dizer que a prisão de Lula poderia causar instabilidade; estava se referindo a ele ou ao país? Agora tenta proteger o Ministro Geddel que claramente está querendo usar seu poder em benefício próprio. Não é esse o Temer que nós brasileiros lutamos para colocar no lugar de Dilma. É necessário que ele não se esqueça que tem um índice de rejeição elevado e que com essas ações poderá levar pessoas de “vamos” Temer para “fora” Temer!

Do lado da economia também não virá ajuda no curto prazo. As informações obtidas dos empresários dão conta que, na melhor das hipóteses, as vendas pararam de cair quando comparadas aos do ano anterior, mas mesmo assim, estão nível ainda muito baixo. Não fosse a elevada arrecadação proveniente da repatriação de recursos, estaríamos agora em um questionamento mais profundo sobre a viabilidade do plano implantado. Não se pode esquecer que sem a reforma da previdência é praticamente certo que o mercado perderá a esperança do controle do déficit do governo.

A Credibilidade é construída ao longo do tempo e é facilmente perdida quando alguma situação leva a isso. Estamos na iminência da delação premiada mais importante e extensa que se tem conhecimento a ser feita por um batalhão de executivos da Odebrecht. Não posso deixar de imaginar que nela se poderá encontrar o nome de vários políticos que estão atualmente no governo, e quiçá o Presidente. Atitudes como essas, de defender uma pessoa cujo argumento é indefensável, nos leva a imaginar que tem rabo preso. Muitos anos serão necessários para corrigir os desvios de conduta que existem no Brasil!

No post Japão-estraga-festa, tracei a estratégia para a posição que detínhamos no ouro: ...” entre US$ 1.170 – US$ 1.200 o metal já deveria dar mostras de reversão, onde posso entrar com um trade de compra. Porém, o ouro poderá continuar caindo e anotei no gráfico um intervalo que não deveria romper caso eu esteja certo – reversão da queda. Esse intervalo é entre US$ 1.140 – US$ 1.120. Se mesmo assim, depois de atingir esse último intervalo, continuar caindo, ficarei muito desconfiado da minha previsão de alta” .... Até parece até que o Mosca combinou com os Russos, mas hoje atingiu US$ 1,171 na mínima.


Poderia me aventurar na compra do ouro, mas os motivos seriam porque caiu muito e atingiu as marcas estabelecidas do que um fator técnico mais robusto. Ainda vou aguardar alguns dias para me posicionar. Entretanto, se você quiser fazer uma aposta rapidinha, poderia comprar no nível atual de US$ 1.185 com um stop a US$ 1.170. Mas, seria como uma aposta de Cassino; um pouco mais provável, mas não muito.


 O SP500 fechou a 2.213, com alta de 0,39%; o USDBRL a R$ 3,4208, com alta de 0,89%; o EURUSD a 1,0599, com alta de 0,45%; e o ouro a US$ 1.182, sem variação.
Fique ligado!

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