Inflação: A Revanche

1 de novembro de 2016

de dedos cruzados


Amanhã, o FOMC se reúne nos EUA para anunciar sua decisão se vai ou não elevar os juros. Eu sou capaz de apostar o que não devo que, na melhor das hipóteses, os membros do comitê indicarão que de dezembro não passa. Contudo, faltando apenas uma semana para as eleições americanas, ninguém é louco de propor qualquer mudança no momento.  

Comentei ontem que as chances maiores de vitória era de Hillary Clinton (citando as previsões do site Five Thirty Eight,, mas hoje pela manhã a agencia ABC/WaPo/Langer Research anunciou que a candidata perdeu sua enorme vantagem de 13% apontada na semana passada e o resultado se inverteu dando uma vantagem de 1% a Donald Trump. O gráfico a seguir tem um erro onde as percentagens mais recentes estão invertidas – enquanto o gráfico mostra Trump 45% e Hillary 46% , na realidade é o inverso.


Até entendo o erro, pois o responsável por elaborar a figura não devia estar acreditando no que via! Hahaha ...

Provavelmente, os membros do FED ao receber essa notícia estarão de dedos cruzados para não terem que enfrentar a turbulência nos mercados ocasionada por uma vitória de Trump.

No front dos dados econômicos, a publicação do PIB de 2,9 % na semana passada animou os mercados. Mesmo o GDPnow, previsão elaborada pelo FED de Atlanta, não acertou na mosca como vinha ocorrendo recentemente, sua estimativa era de 2,1%. Mas o Mosca vai continuar dando um voto de confiança; afinal, tem sido melhor que a previsão dos economistas. O resultado mais recente para o 4º trimestre está apresentado a seguir, apontando 2,8%.


Agora, é inquestionável que a economia americana vem passando por uma queda no crescimento do PIB, como mostra o gráfico a seguir. Notem também como a oscilação entre os trimestres vem decrescendo, uma razão para tanto é o fato do setor de serviços ter um peso muito superior ao passado e, sendo assim, sua variação nos vários ciclos econômicos é menor. 


Para complementar, ontem foi publicado o PCE, índice que o FED usa para acompanhar a inflação e estabelecer sua política monetária. Sem novidades, continua levemente abaixo do objetivo de 2% a.a.


No post de-quanto-estamos-falando, fiz os seguintes comentários: ...” com uma visão de mais longo prazo apresentado a seguir, o movimento tem se mostrado firme, e se pode vislumbrar um objetivo inicial ao redor de 72.000, uma alta de 15 % dos níveis atuais”...


Fui questionado pelo nosso “amigo” com a seguinte dúvida: 

“ ... - David, mas você não tinha previsto o nível de 66.000, o que mudou?
Você tem razão, a dúvida é cabível, o cálculo do primeiro target foi feito avaliando os dados numa janela diária, enquanto o segundo semanal, assim, ambos podem estar corretos. Quando se estabelecem limites em análise técnica eles não são definitivos, conforme o mercado evolui novos limites são traçados” ...

As cotações se encontram muito próximas desse primeiro objetivo, o que fazer?


Minha sugestão é vender metade da posição nesse nível e elevar o stoploss para o nível de 62.500, valendo para o restante ou para posição inteira.

- David, espera um pouco, se eu não estou enganado você no mesmo post anunciou um objetivo de 105.000 para o Bovespa?
Não, você não está engando; veja o que eu postei: ...” estamos falando de 105.000 para o Bovespa no médio prazo, praticamente dobrar dos níveis atuais. Muita lição de casa será necessária, porém é isso que a análise técnica sugere desde que o nível de 72.000 seja ultrapassado” .... Assim, mesmo acreditando que a bolsa ainda tem muito caminho pela frente, o céu não é o limite e as altas são alternadas por correções. 

Se a análise técnica tem alguma credibilidade, e eu acredito que tenha, seguirei os parâmetros que ela sugere. Posso estar errado e o índice nem dar bola para os 66.000, sendo por essa razão que ainda permaneço com a metade da posição. O que eu não contei a você é que, se o Bovespa entra numa correção mais acentuada, o índice poderá recuar para os níveis de 55.000 até 48.500 e não quero estar comprado se isso ocorrer. Não creio que isso deva acontcer observando de hoje, mas quem sabe?

Lema principal do Mosca: Dinheiro não é capim!

O SP500 fechou a 2.111, com queda de 0,68%; o USDBRL a R$ 3,2355, com alta de 1,5%; o EURUSD a 1,1053, com alta de 0,68%; e o ouro a US$ 1.288, com alta de 0,84%.
Fique ligado!

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