Inflação: A Revanche

16 de novembro de 2016

Longos 60 dias


Parece que o mercado está bem mais calmo em relação ao novo Presidente dos EUA, pois os analistas já trouxeram a valor presente, como se costuma dizer em finanças, tudo que essa nova gestão pode representar enquanto oportunidades e ameaças. As conclusões baseiam-se majoritariamente em suas promessas de campanha.

Do outro lado, Barack Obama, um dos mais fracos Presidentes americanos, tenta passar um recado que o novo mandante da Casa Branca não é um bicho papão. Como diz a difundida frase, “rei morto, rei posto”. É de pouca valia seus conselhos.

Por mais que o mercado procure descobrir quais serão seus passos, sempre ficará a dúvida. Será um Trump soft ou hard? Apenas saberemos quando ele assumir, e ainda faltam longos 60 dias. Naturalmente, haverá pistas neste meio tempo, através dos membros de sua equipe ou declarações. Entretanto, podendo ele trocar seus colaboradores em 48 horas, como fez recentemente, ou mudar de opinião, só resta aguardar.

Como lembrou José Serra, ao ser arguido em relação a sua opinião dada algum tempo atrás, sobre como seria um governo Trump, “treino é treino, jogo é jogo”; frase dita pelo saudoso Didi.  

O Mosca resolveu arriscar qual será sua primeira medida: por ser um empresário do ramo imobiliário, e estar acostumado a colocar seu nome nos empreendimentos, vai mandar confeccionar uma placa a ser colocada na entrada da Casa Branca com os dizeres, “Trump’s White House”. Assim será lembrado até a eternidade! Hahaha ...

Voltando aos dados, ontem foi publicado as vendas no varejo nos EUA. O resultado foi acima da expectativa do mercado. O gráfico abaixo, que exclui automóveis, aponta para um crescimento anual de 4,0%. O fato dessa exclusão é para se ter uma melhor ideia das vendas sem os veículos que podem distorcer a real tendência desse indicador.


Já a projeção do PIB, feita pelo FED de Atlanta, indica um crescimento robusto para esse trimestre de 3,3% a.a.; muito acima da projeção dos analistas.


Daqui a 10 dias se comemora a festa de Thanksgiving, uma data muito importante para os americanos. Vou sugerir para os membros do FED que emendem até o próximo ano. Os motivos são dois: primeiro, pode ser que Trump diga a frase, “You are fired”,de seu reality show, para Yellen; e segundo, podem subir os juros na reunião de dezembro por escrito. Observem a seguir qual a probabilidade que o mercado aponta para esse evento.


Uma pesquisa interessante perguntou a população se o país está na direção correta. Como podem verificar a seguir, com exceção da China, Arábia Saudita e Índia, em todos os outros a população tem uma visão negativa. A do Brasil está quase em último lugar, será que foi feita antes ou depois da Dilma?


No post começa-o-segundo-tempo-para-inflação, fiz os seguintes comentários sobre o euro: ...” Estamos chegando próximo da hora da verdade e o euro se aproxima de uma nova queda, cujo primeiro objetivo é a paridade, que se rompido poderá atingir 0,85, mesmo patamar quando foi lançado em 2001. Eu venho repetindo que correções terminam e essa está próxima de acontecer. Fique de olho no Mosca” ...


Desde que o Trump foi eleito, o euro vem caindo quase que diariamente e os motivos dado pelo mercado são dois: primeiro, que a economia americana deve crescer com os investimentos adicionais em infraestrutura; e segundo, que a situação da Europa fica complicada em virtude dos movimentos de direita ganhando terreno ao redor do mundo, podendo em algum momento colocar em cheque a própria moeda única.


Parece que em breve o nível de 1,05 – 1,055 será testado e, se rompido, abrirá as portas para novas quedas, rumo a paridade.

- David, então por que você não vende?

Existe uma possibilidade ainda remota de uma última alta que poderia atingir até o nível de 1,12. Se eu vendesse agora e esse cenário ocorrer, seria seguramente stopado. Minha estratégia neste momento é aguardar uma das duas hipóteses traçadas acima: 1) Venda no rompimento do nível de 1,05; ou 2) Venda quando dessa eventual recuperação. Não esqueça que ainda estamos numa correção, e somente se pode anunciar o nascimento de um novo movimento impulsivo abaixo de 1,05.

O SP500 fechou a 2.176, com queda de 0,16%; o USDBRL a R$ 4,4190, com queda de 0,58%; o EURUSD a 1,0685, com queda de 0,35%; e o ouro a US$ 1.225, com queda de 0,23%.
Fique ligado!

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