Inflação: A Revanche

6 de fevereiro de 2017

Cada macaco no seu galho


O evento esportivo mais importante dos EUA teve como ganhador os Patriots, pela quinta vez seguida. Estavam perdendo a partida por uma margem elevada para os Falcons, mas graças a uma virada espetacular comandada por Tom Brady, o felizardo marido de Gisele Bundchen, garantiu a vitória dos Patriots. Nos momentos em que o placar estava a favor dos Falcons em 25 pontos, o Wall Street Journal publicou um Twitter apontando a chance de vitória desse time em 91,6%. Errou feio! Mas, o mais intrigante é de onde veio tamanha precisão - 91,6%! A famosa frase, “cada macaco no seu galho”, enquadra-se bem nesse exemplo.

Fiquem tranquilos, não vou me meter a dar palpites nesse esporte, pois, além de não conhecer as regras, não acompanho os jogos. Mas, no futebol é outra coisa; neste final de semana uma vitória do glorioso Santos de goleada e um placar vergonhoso do São Paulo, perdendo por 4 x 2 para o Audax. Aos torcedores do São Paulo, fica aqui minha observação; Rogério Ceni fez uma carreira vitalícia nesse clube, e por isso é identificado com um jogador fiel. Essa condição é boa, mas é de longe insuficiente para que seja um bom técnico. Vamos, Santosssssssssssss .....

Um dado que ainda não aponta nenhuma recuperação é o indicador de velocidade da moeda, o M2. Até os anos 90, apresentava certa estabilidade, logo após, nos anos de ouro da economia americana subiu significativamente. Ao virar o século, iniciou um movimento de queda sem retrocesso.


Sabe-se dentro da academia que em uma economia que se encontra em expansão, o crédito sobe ocasionando a elevação da circulação de moeda. Ao observar esse indicador, sou levado a concluir que ou mudanças econômicas fizeram com que o M2 seja diferente nos dias atuais, ou muita coisa terá que acontecer para que os EUA entrem num ciclo de expansão. This time is different? Não compro esse argumento!

Parece que o indicador de surpresas nos EUA, publicado pelo Citibank, está próximo das máximas dos últimos anos, indicando que agora vai. Não parece?


Acontece que, ao separar os resultados em dois grupos: soft data – concentrado em pesquisas de opiniões como ISM, Markit e etc ...; e Hard data – os resultados oficias como desemprego, PIB e etc ... o quadro se mostra diferente. O resultando final é majoritariamente advindo das pesquisas, o que minimiza parcialmente esse indicador.


Talvez a conclusão acima mostre ainda mais o grau de cuidado que se deva tomar com o otimismo após a eleição de Trump. O gráfico abaixo exibe o grau de incerteza que predomina entre os empresários.


Um detalhe importante surge sobre os dados de emprego publicado na última sexta-feira, onde frisei a queda expressiva nos ganhos dos trabalhadores. O setor de serviços foi o grande responsável por essa queda. Fiquei pensando em que categoria de serviços poderia ter ocorrido. No de baixa qualificação, o aperto existente no mercado de trabalho oriundo da baixa taxa de desemprego deveria ter um impacto inverso; por outro lado, no setor de tecnologia, a terceirização é muito utilizada pelas empresas desse setor. Várias reportagens de trabalhos executados na Índia poderiam ser a razão.

Dúvida: Como o Trump irá combater as empresas que se utilizam dessa importação de mão de obra? Vai colocar um robozinho no IT dessas empresas? Hahaha ....


No post china-hora-da-decisão, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” parece que a opção 1 em azul se aproxima. Tudo indica que o dólar deva romper o nível de R$ 3,11, caminhando para o próximo nível de R$ 2,90, nível esse que apontei a um bom tempo” ...


Na última semana o dólar vem flertando muito próximo ao nível que indiquei para começar o trade em R$ 3,11. Antes mesmo que meu amigo pergunte por que não vendo logo, ou que já devia tê-lo feito a muito tempo, do ponto de vista técnico, esse ponto tem mostrado ser muito importante. Não vou vender antes!


É verdade que agora o dólar está reagindo diferentemente das outras duas vezes que se aproximou desse nível. Lá tocaram e reverteram imediatamente; agora está flertando! Vou aumentar o tamanho do trade caso aconteça para ½ ao invés de ¼. A hora da decisão parece estar muito próxima, senão nas próximas horas. Em fechando abaixo dos R$ 3,11 iniciamos o trade de venda de dólar. Ficarei de olho observando se não será um false break.

O SP500 fechou a 2.292, com queda de 0,21%; o USDBRL a R$ 3,1155, sem variação; o EURUSD a 1,0749, com queda de 0,28%; e o ouro a US$ 1.235, com alta de 1,31%.
Fique ligado!

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