Inflação: A Revanche

10 de fevereiro de 2017

O céu é o limite


Quem imagina que a frase do post de hoje é verdadeira sugiro uma semana de retiro sem se conectar com nenhum mercado. Não é mesmo! Mas imagino que é desta forma que, os investidores que tem sua poupança aplicada na bolsa americana, estão pensando. Ontem foi dia de recorde histórico onde o índice Dow Jones ultrapassou os 20.000.

Na minha última postagem sobre o SP500 em-cartaz:inflacao-revanche, fiz os seguintes comentários: ...” ainda continuo com a previsão que novas altas deverão ocorrer” .... E do jeito que a bolsa está forte, nem chance de compra mais baratinho tivemos: ...” Para efeitos de trade, indiquei acima o nível ao redor de 2.230 que, caso ocorra, devo sugerir um trade de compra” .... Agora paciência, parece que em algum momento a tão esperada correção irá acontecer, aí entramos.

Algo inusitado também vem ocorrendo, o que de certa forma dá mais confiança aos investidores. Pouquíssimos períodos na história da bolsa foram verificados, sem que houvesse correções de 1%. Abaixo encontra-se um gráfico com a evolução do SP500 em azul e em vermelho, o número de dias seguidos em que não houveram quedas superiores a 1%. A situação atual, está próxima ao recorde de quase 100 dias úteis ocorrido em 2006.


Nesses momentos a volatilidade tende a cair a níveis baixíssimos. Estou republicando um gráfico que tenho usado para comparar, num período longo, o SP500 e o VIX – índice que mede sua volatilidade – Não é surpresa que, o rompimento do nível de 2.200 no SP500, se dá no menor nível de volatilidade histórica.


Assim, os investidores têm todos os motivos do mundo para acreditar que o céu é o limite. Nunca as condições estiveram tão positivas quanto agora. Lógico, do ponto de vista técnico. Mas infelizmente tenho que alertar que, isso perdura para sempre, em algum momento alguma coisa quebrará essa dinâmica. O que vai acontecer não tenho a menor ideia, mas com Trump na Presidência, não faltarão oportunidades. Aqui vem outra diferença importante entre a análise fundamentalista e a técnica, enquanto a primeira vai lançar inúmeros sinais de alerta sugerindo sair da bolsa, a segunda deixa o barco correr, até que algo mude e faça você sair do mercado.

Estou notando que diversos assuntos levantados pelo Mosca são apresentados alguns dias depois por outros analistas. Não tenho a pretensão de acreditar que estão copiando o Mosca, por outro lado, me dão mostras que esses argumentos são importantes. Por exemplo, veja a seguir o gráfico que apresenta a taxa SELIC comparada ao nível de inflação expresso pelo IPCA. Esse assunto comentei no post de ontem, e fica claro que a SELIC tem muito para cair.


Um outro analista, comenta sobre a queda das reservas chinesas e apresenta um gráfico que, à primeira vista, parece um pouco complicado. São as informações do fluxo de recursos nos mercados emergentes, com e sem considerar a China. Além disso, nesse país, abre os resultados considerando os chineses e os estrangeiros. As barras em vermelho são as saídas de recursos oriundo dos chineses e em azul a entrada de recursos pelos estrangeiros. Eu venho dizendo que o grande risco cambial da china vem dos seus habitantes. No post china-de-volta-ao-radar: ...o risco vem mais da população que das empresas, pois eles estão preocupados com a possível desvalorização do yuan” ... ...” A razão é que, os investidores ficam cada vez mais convencidos que a taxa de câmbio está artificialmente contida e aceleram as saídas, incentivando a criação de um círculo vicioso” ...


Comentei também que uma das formas que os chineses vêm usando para fugir as restrições cambiais é através da compra de Bitcoins. O governo resolveu agir, pediu para que 2 das maiores bolsas que negociam essa moeda, suspendam os saques dos clientes, até que seja implantado um sistema de prevenção à lavagem de dinheiro. A cotação levou um tombo ontem, como se pode verificar a seguir.


No post europa-de-vento-em-popa: fiz as seguintes observações sobre o ouro: ...” estamos com o seguinte dilema: ou o rompimento foi um false break e o ouro ainda está no seu caminho de baixa, ou esta baixa mais recente foi um “last Kiss” e o movimento de alta estaria em curso. Como saber”? ... ...” Acima de US$ 1.250 aumentam as chances da segunda hipótese e abaixo de US$ 1.160, da primeira. Por enquanto, ficamos de observadores”...


Após romper os US$ 1.220 o ouro foi parar advinha aonde? US$ 1.245! Ou é análise técnica ou o mercado inteiro está lendo o Mosca. Prefiro a segunda! Hahaha .... Estou ficando com um viés um pouco mais baixista, pelo menos no curto prazo, mas não quero me arriscar numa venda. Se atingir a cotação de US$ 1.280 vou arriscar. Ainda não é uma recomendação firme. Para quem quer se envolver, siga o post.



Como eu não sei se estarei pescando um peixe grande – volta do movimento de baixa que persistiu durante os últimos 5 anos, ou um peixe pequeno – uma correção que poderia levar o metal até US$ 1.190, preciso de mais gordura no preço de entrada. Do ponto de vista de motivos, vejo argumentos para a alta e argumentos para baixa. Como não sou só eu, o mercado também deve ter visões dispares, razão pela qual os preços estão onde estão. Vamos esperar melhores definições.


O SP500 fechou a 2.316, com alta de 0,36%; o USDBRL a R$ 3,1145, com queda de 0,49%; o EURUSD a 1,0637, com queda de 0,16%; e o ouro a US$ 1.234, com alta de 0,26%.
Fique ligado!

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