Inflação: A Revanche

25 de abril de 2017

E se ...


A possibilidade de guerra entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos recentemente aumentou. É necessário considerar que tal guerra pode acontecer. A ideia do post é de elencar várias hipóteses possíveis num eventual combate entre esses dois países.

Vou usar o termo guerra ao invés de ataques americanos em instalações nucleares e programa de mísseis norte-coreanos. Nós temos que considerar a possibilidade de resposta da Coreia do Norte e um conflito mais prolongado.

Tal guerra seria baseada na decisão da Coréia do Norte ao mover seu programa nuclear a um estágio onde os EUA e outros países concluam a possibilidade desse país estar próximo de ter ogivas nucleares.

É fato os norte-coreanos não poderem sobreviver a um conflito nuclear, difícil é entender por que eles teriam movido seu programa até este ponto.

A razão óbvia, ter um programa nuclear é utilizá-lo como um instrumento de barganha. A razão para ter uma arma nuclear seria como um impedimento a uma potência estrangeira que procura uma mudança de regime na Coreia do Norte.

O período mais perigoso para a Coreia do Norte é quando ele está perto de ter essa arma, mas ainda não a tem. Esse é o período aonde um ataque externo é mais provável.

O problema com um ataque dos EUA resume-se em 5 pontos:

·         Teria a inteligência dos EUA clareza sobre os locais críticos de instalações norte-coreanas?
·         O Presidente e seu pessoal estão confiantes na sua inteligência?
·         As instalações podem ser destruídas com armas não nucleares?
·         Os danos dos ataques podem ser bem avaliados?
·         Finalmente, mesmo que apenas uma arma - ou múltiplas armas nucleares - podem destruir as instalações, o fato de terem outras instalações a serem destruídas num segundo ataque justificam as consequências políticas? E esses ataques nucleares pelo EUA seriam justificáveis perante outros países?

Não se sabe as respostas, mas seria impensável um ataque preventivo sem uma clara intenção que a Coréia do Norte pretende atacar primeiro.

Supondo que um ataque seja bem-sucedido, a Coreia do Norte teria de enfrentar a questão de como seria a resposta. Ela teria duas opções: A mais simples seria a que vem ameaçando, de atacar cidadãos americanos nas cidades da Coréia do Norte.

Outra forma mais significativa seria a de usar uma grande concentração de artilharia, ao longo do trecho oeste da fronteira com a Coreia do Sul, para iniciar um bombardeio extremamente intenso em Seul. As vítimas e danos de tal movimento podem ser extremos, mesmo em um curto período de tempo.

Se assim for, a resposta americana provavelmente seria ataques com mísseis e ataques aéreos concebidos para destruir a artilharia da Coreia do Norte. O problema é que, se os EUA esperar para ver se a Coréia do Norte começa os ataques, esse atraso de algumas horas resultaria em perdas inaceitáveis.

Portanto, os EUA devem considerar ataques aéreos a uma área que corre ao longo da fronteira de Seul. Em outras palavras, eles devem devastar uma área extremamente extensa muito rapidamente.

O problema imediato é a defesa aérea da Coreia do Norte nesta área. Esse país possui mísseis superfície-ar (SAM), incluindo alguns considerados equivalentes ao russo S-300. Se assim for, eles estão aparelhados para atingir aeronaves a várias centenas de quilômetros do alvo.

Outra possibilidade seria um ataque terrestre para atingir a artilharia. Esse tipo de guerra, mais convencional, abre a possibilidade de inúmeras táticas com diferentes complicadores: minas que podem ser instaladas; a falta de conhecimento geográfico; sem falar na necessidade do armazenamento de mantimentos e combustível, além do deslocamento dos equipamentos e das tropas.

Pode ser que a artilharia Norte Coreana não seja tão boa como a maioria pensa. É também possível que os estrategistas americanos definam uma solução menos danosa que as expostas aqui.

Mas, o fato é que a Coreia do Norte pode perder sua capacidade nuclear, e ainda assim ter uma vitória decisiva contra os EUA ao destruir Seul e infringir perdas severas a Força Área Americana. Irá emergir com seu regime intacto e com mais credibilidade que antes.

A Coreia do Norte pode não começar o ataque, mas os EUA não sabem o que eles pretendem, e suas intenções podem mudar. Como para a melhor inteligência do mundo atacar e destruir uma concentração de SAM leva tempo, Seul não pode esperar.

Os Norte Coreanos sabem e calculam que tem uma vantagem sobre os EUA.

No post china-volta-recrescer, fiz os seguintes comentários sobre o dólar: ...” um rompimento do nível de R$ 3,06 vai abrir a porta para nós, e abaixo de R$ 3,03, escancara! Pode ser que, o dólar ainda fique por mais algum tempo em cima desse número mágico de R$ 3,11, mas não deveria ser por muito tempo” ... ...” a configuração de triângulo parece estar se formando. Não custa repetir que nessas circunstâncias (67%), o triângulo tende a romper na direção que prevalece, neste caso para baixo, e 33% em sentido inverso” ...

Nem é necessário repetir o gráfico publicado no post acima, o dólar continua confinado entre as duas linhas traçadas em verde, sem uma definição clara se irá romper para cima ou para baixo.


No post moscacoin, comentei sobre uma força estranha agindo sobre o dólar: ...” parece que existe uma região magnética ao redor da cotação de R$ 3,11; quando o dólar tende a subir, uma força empurra-o para baixo, e quando tende a cair, uma força tende a fazer subir. Até a hora que uma força maior vai levar o dólar para fora dessa zona magnética” .... Esses comentários foram feitos a mais de 30 dias e até o momento essa força parece estar agindo.

 
Como comentei acima, a maior probabilidade é que o movimento do dólar seja para baixo, porém existe também a de menor probabilidade! A situação política tem se deteriorado fazendo com que a reforma da previdência, que parecia barbada, venha encontrando dificuldades. Só nos resta saber se vai dar o resultado esperado para o dólar nessas situações ou a zebra!

O SP500 fechou a 2.388, com alta de 0,61%; o USDBRL a R$ 3,1478, com queda de 0,67%; o EURUSD a 1,0935, com alta de 0,62%; e o ouro a US$ 1.262, com baixa de 0,91%. Esse fechamento acionou o stop da nossa posição.
Fique ligado!

Nenhum comentário:

Postar um comentário