Inflação: A Revanche

26 de abril de 2017

Façam suas apostas


O saldo das transações correntes de março apresentou um superávit de US$ 1,4 bilhão, com isso, o déficit em 12 meses atingiu US$ 20,6 bilhões ou 1,1% do PIB. Este foi o indicador que primeiro mostrou melhora depois do Tsunami de más notícias iniciadas no final de 2013, e desde então só deu mais alegrias.

A entrada de Investimento direto alcançou um valor expressivo de US$ 7,1 bilhões, acumulando um total de US$ 85,9 bilhões, uma cifra expressiva que excede muito o déficit em transações correntes.


A balança comercial continua registrando resultados impressionantes, março não foi diferente, o superávit atingiu US$ 6,9 bilhões. O mais interessante é que esse desempenho não se deve somente ao aumento das exportações, como também, das importações, evidenciando que a economia começa a se recuperar. O saldo acumulado foi de US$ 51, 1 bilhões com uma previsão por parte da Rosenberg de U$ 60 bilhões para 2017. O gráfico a seguir mostra a pujança dessa rubrica. Espetacular!


Já a conta de serviços não apresentou grandes mudanças em relação aos últimos meses situando-se com um déficit acumulado de US$ 30 bilhões aproximadamente. O mesmo se pode dizer da conta de rendas cujo déficit continua na casa dos US$ 40 bilhões.

Os Investimentos em carteira somaram saídas líquidas de US$ 1,4 bilhão no mês e US$ 17,7 bilhões em 12 meses.  Esse resultado vem se sucedendo mês após mês, sendo que em março houve uma saída expressiva em ações de US$ 2,9 bilhões, compensado por uma entrada em renda fixa de US$ 0,8 bilhão e US$ 0,6 bilhão em fundos de investimentos. No gráfico a seguir se pode notar a inversão de tendência que ocorre a partir da metade do ano de 2014, quando os Investimentos em carteira eram uma fonte importante de financiamento de nosso déficit.


A reserva internacional mantém-se estável no nível de US$ 375 bilhões por diversos meses e mostrou ser um elemento importante nos momentos de crise. Um detalhe importante notado nas contas de março foi à diminuição dos ativos dos bancos em moeda estrangeira, e gerou em contra partida a elevação das reservas. Cálculo que a razão desse movimento se deve a diminuição do volume de swaps cambiais oferecida pelo banco central. Hoje esse estoque é inferior a US$ 20 bilhões com tendência de liquidação em breve.

A conclusão é que se fosse pedido a qualquer economista projetar os dados cambiais no passado, duvido que suas projeções, ficassem perto desses números. Talvez, se houve alguma equipe do governo antigo que não cometeu erros grosseiros foi a do banco central. É verdade que fizeram uma barbeiragem na política de juros ao derrubar a taxa SELIC sem que houvesse elementos para tanto. Mas vai saber o que a Dilma falou para o Tombini!

Na próxima sexta-feira será publicado o PIB americano. Os resultados esperados ultimamente estão bastante divergentes. O gráfico a seguir apresenta essas diferenças por três fontes distintas: O FED de Nova York, O FED de Atlanta e o consenso da  Bloomberg. Não sabemos em qual delas o resultado oficial ficará, porém, certamente se ficar mais perto do FED de Atlanta o mercado não vai gostar.


Para melhorar seu palpite estou anexando a seguir, o índice de surpresas publicado pelo Citibank. Esse índice mede o quão distante os dados publicados se distanciaram das expectativas. Se estiver subindo, os dados publicados são mais positivos que o esperado e vice-versa. Façam suas apostas!


Ontem fomos estopados na posição de ouro não gerando nenhum resultado. Mas o que aconteceu para o Mosca retroceder de um cenário tão otimista? app-sem-nota-fiscal ...” O gráfico acima mostra meu target de curto prazo em US$ 1.340. Porém, se poderia esperar mais do metal. Para explicar melhor, necessito uma imagem de mais longo prazo que se encontra logo a seguir” ...


Honestamente não muita coisa, apenas alguns dados técnicos que de acordo com minha expectativa, o ouro não deveria negociar abaixo de US$ 1.265. Como sempre nessas ocasiões, eu posso ter me precipitado e as cotações voltem a subir em seguida. Paciência, eu vou aguardar os próximos movimentos. Assim, a possibilidade de alta ainda está intacta, somente abaixo de US$ 1.200 passo a me preocupar com essa hipótese.


As linhas paralelas traçadas em azul parecem estar contendo o metal. Caso esse pequeno movimento de queda continue, será interessante observar o que acontece na parte inferior do mesmo a US$ 1.235. Pode ser que me envolva na compra caso esse nível seja atingido, aguarde os próximos posts.

O SP500 fechou a 2.387, sem variação; o USDBRL a R$ 3,1757, com alta de 0,95%; o EURUSD a 1,0903, com baixa de 0,20%; e o ouro a US$ 1.269, com alta de 0,48%.

Fique ligado!    

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