2020: O risco vai compensar?

18 de fevereiro de 2020

sem leite, sem vaca, sem lucro



O Mosca está próximo a completar mais uma marca importante dentro de seus 9 anos de vida. Nesses momentos é natural pensar num retrospecto de tudo que foi realizado, o interessante é que alguns posts ainda seguem marcados na minha memória. Será a idade? Pode ser. Dizem que conforme se envelhece a memória recente é esquecida rapidamente enquanto a velha aflora com mais frequência.

Hoje me deparei com a notícia (lógico, depois das dezenas do coronavírus) que o Banco HSBC vai demitir 35.000 funcionários num programa de reestruturação. Imediatamente, lembrei do post escrito em 2011 sobre esse assunto. Com o título sugestivo está-na-hora-de-procurar-outra-vaca, onde projetei que o segmento bancário iria encolher no futuro, deixando de ser o melhor lugar para trabalhar.

Mas cometi um grande erro, pois imaginava que a queda das bolsas seria o triger para a reduzir o atrativo dessa área, quando na verdade o que ocorreu foi na evolução da tecnologia e a queda dos juros, os grandes causadores da redução do número de empregados.

Contrariamente ao que se poderia esperar,  os bancos em todo o mundo deveriam se beneficiar ao máximo com os bancos centrais inflando ativos e com a alta das bolsas de valores, mas, nos últimos anos, os bancos centrais causaram alguns dos maiores cortes de empregos em bancos em meia década.

O HSBC, o maior banco da Europa e credor problemático, embora não tão problemático quanto o Deutsche Bank, disse que vai reduzir empregos, reduzirá US $ 100 bilhões em ativos e levaria a despesa uma enorme soma de US $ 7,3 bilhões em ágio, como parte de uma grande reforma.

Espera-se que o maior banco da Europa em ativos se concentre mais na Ásia e no Oriente Médio, enquanto encerra suas operações na Europa e nos EUA; O HSBC obtém pelo menos 50% de sua receita na Ásia. O banco disse que o lucro líquido caiu 53%, para US $ 5,97 bilhões no ano passado, devido ao deságio de US $ 7,3 bilhões e também graças às baixas taxas de juros e ao NIRP – Negative Interest Rate Policy, desencadeados pelos bancos centrais.

"Atualmente, cerca de 30% de nosso capital é alocado para empresas que apresentam retornos abaixo do custo de capital, principalmente nos bancos e mercados globais da Europa e dos EUA", observou seu CEO.

Em setembro, o HSBC era o 14º maior banco comercial dos EUA de acordo com dados do Federal Reserve, com cerca de US $ 181 bilhões em ativos. O CEO considerou colocar a unidade à venda, mas decidiu não fazê-lo porque os EUA são uma parte crucial da rede global do banco.


Parece que os bancos não são mais os lugares tão bem remunerados como no passado. As empresas de tecnologia tomaram esse lugar. Porém, o numero de funcionários nesse segmento é muito grande, sendo assim, provavelmente novos posts serão elaborados de tempos em tempos, continuando a redução nesse setor da economia.

O mercado de ações continua seu movimento de alta, principalmente no setor de tecnologia. O gráfico a seguir, aponta as diversas bolhas do mercado de ações no decorrer do tempo. Essa última em vermelho, corresponde a combinação de dois índices: DJECON + NYFANG, com empresas nesse segmento. Essa ultima faz as outras parecerem pequenas.


No post o-que-fazer-com-Europa, fiz os seguintes comentários sobre o ouro: ... “Embora o gráfico acima possa parecer confuso, aponto 3 possibilidades:

Triângulo (laranja) – O ouro estaria na formação de um triângulo, configuração bem possível nesse estágio de ondas (4).

Zig zag (verde) – Neste caso, o ouro atingiria uma mínima entre U$ 1.510 a U$ 1.520, antes de começar a subir.

Negação (vermelho) – Abaixo de U$ 1.510 aumenta a chance de o ouro ter feito a máxima em U$ 1.610” ...



Vejam que beleza é uma correção, das propostas acima nenhuma se confirmou, inclusive a observação que a alta não convence também não faz mais sentido. Voltamos à estaca zero!

O ouro está agora muito próximo da última máxima ocorrida em janeiro último a U$ 1.610. Sendo assim, caso ultrapasse esse nível, um trade de compra poderia fazer sentido, com o primeiro objetivo em U$ 1.640, que se ultrapassado levaria o metal a U$ 1.700.


Um trade nesta altura do acontecimento parece fim de festa. Gostaria de lembrar os leitores que, se tudo acontecer como descrito acima (só falta combinar com os russos! Hahaha ...), que o ouro estará num ponto importante, conforme descrito no post do final de 2019 __ ouro caminho incerto__.

Acredito que o mais prudente seja acompanhar esse movimento sem posições.

O SP500 fechou a 3.370, com queda de 0,29%; o USDBRL a R$ 4,3585, com alta de 0,72%; o EURUSD a 1,0794, com queda de 0,38%; e o ouro a U$ 1.602, com alta de 1,38%.

Fique ligado!

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